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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Conhecendo Elisabete da Trindade

Meditando a elevação à Santíssima Trindade

9- FAZEI DE MINHA ALMA O VOSSO CÉU


Elisabete não pede que Deus faça de sua alma um céu, mas que Ele faça de sua alma o seu céu. Para Elisabete o céu é um componente do seu viver. A tela de que fala São João da Cruz que nos separa da visão plena de Deus, para ela quase inexiste. Poderíamos pensar que sua pretensão é ousada, mas não. Ela redescobre a dignidade com que fomos criados e colocados no paraíso. Muitos continuam comendo da árvore proibida enquanto que Elisabete procura abandonar tal atitude. Só assim é possível viver o que ela pede: que sua alma seja o céu de Deus, onde Ele habita e onde Ele é adorado por sua filha.

10- FAZEI DE MINHA ALMA VOSSA MORADA PREFERIDA

Nós somos morada preferida de Deus. A Escritura nos diz que Ele tem suas delícias em estar com os filhos dos homens. Elisabete quer viver em intensidade o significado do seu nome: ser morada, casa de Deus. Ela quer que Deus a faça sua preferida, sua fiel discípula e adoradora do seu Mistério. Podemos perguntar-nos: “Será que Deus tem preferências?” Seu mistério é muito grande e insondável. Isaías nos diz: “Eu olho para aquele, para o pequenino e pobre, de alma abatida que treme diante de minha palavra” (cf. Is 60,2). Se Deus tem preferências, deixemo-lo para seu Mistério, mas nós podemos escolher acolher este Mistério de forma preferida, nós podemos acolher o que Elisabete reza: “fazei de minha alma vossa morada preferida.” A nossa maneira de viver pode nos fazer aparecer como preferidos de Deus, por que nós O escolhemos como preferido por nós, como valor absoluto e primordial, antes de todos os outros valores relativos.

11- FAZEI DE MINHA ALMA O LUGAR DE VOSSO REPOUSO

Aqui podemos lembrar o episódio de S.Teresinha que dizia permitir a Jesus dormir na barca de sua alma e nada fazer para acordá-lo.

A Bíblia Sagrada nos diz que depois de toda a obra da criação no sétimo dia Deus repousou de todas as suas obras (cf. Gn 2,3). A carta aos Hebreus nos fala de entrar no repouso de Deus (cf. Hb 3,11.4,11) e o salmo 95 (94) também fala de que por causa do pecado não entraremos no repouso de Deus. Em contrapartida Jesus diz que seu Pai trabalha sempre. Como podemos conciliar dois aparentes contrários? Na verdade não são contrários. O Mistério de Deus é tão grande e nós podemos falar usando nossa pobre linguagem humana. Para Deus trabalhar e repousar são sinônimos. Elisabete deseja ser o repouso de Deus. É como se dissesse para Deus não se entristecer se não é acolhido, que venha a ela para repousar e ser adorado constantemente. Somos na verdade repouso de Deus. Jesus diz: “Se alguém me ama, será amado por meu Pai, e nós viremos a ele e nele estabeleceremos nossa morada” (Jo 14,23) onde poderão encontrar também lugar de seu repouso. Se aderirmos ao projeto de Deus somos seu repouso e entramos no repouso de Deus.

12- QUE EU JAMAIS VOS DEIXE SÓ.

Nossas constituições quando falam da clausura nos dizem que devemos estar sós com o Só. Se o Verbo não tivesse se encarnado, Deus em sua Trindade seria um imenso solitário e mesmo em seu Mistério continua um solitário porque como humanos não podemos abarcar toda plenitude de seu mistério. Elisabete quer fazer-lhe companhia permanente, adoração reverente ao seu Mistério de amor. Ela tem uma preocupação típica de todos os místicos da História: não deixar Deus na solidão. O mais precioso que podemos fazer sobre a terra é fazer-lhe companhia, e fazer companhia significa viver segundo o seu Projeto, a Sua Vontade.

“Que eu jamais vos deixe só”, é um grito profético para dentro de um mundo de ruídos, de superficialidades e de consumismo descartável. Na profundidade do mistério humano, Deus é a única presença que pode verdadeiramente saciar nossa sede de realização. Que com Elisabete possamos ter este desejo de jamais deixar Deus só, isto é, tirá-lo da solidão para Ele poder comunicar-se com sua criatura e não ser um Deus solitário, mas um Deus-Comunidade, um Deus-Família que dialoga com a obra de suas mãos.

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