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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

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Queridos irmãos e irmãs!
O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De fato a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria.
Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo embaralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?
A missão e o poder transformador do Evangelho de Cristo
A missão da Igreja, destinada a todos os homens de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora duma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-Se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.
Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, numa vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. «A glória de Deus é o homem vivo» (S. Irineu). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo, que incessantemente Se faz carne em cada situação humana (cf. Jo 1, 14).

A missão e o kairós de Cristo

Resultado de imagem para dia mundial das missões 2017Por conseguinte, a missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir; e, por isso, a missão da Igreja representa o kairós, o tempo propício da salvação na história. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra. A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual.
Lembremo-nos sempre de que, no início da vida cristã não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Bento XVI). O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente Se oferece e, a quem A acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição. Assim, por meio do Batismo, o Evangelho torna-se fonte de vida nova, liberta do domínio do pecado, iluminada e transformada pelo Espírito Santo; através da Confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade; e, mediante a Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, «remédio de imortalidade» (S. Inácio de Antioquia).
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O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo.Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. E, graças a Deus, não faltam experiências significativas que testemunham a força transformadora do Evangelho. Penso no gesto daquele estudante «dinka» que, à custa da própria vida, protegeu um estudante da tribo «nuer» que ia ser assassinado. Penso naquela Celebração Eucarística em Kitgum, Uganda, quando um missionário levou as pessoas a repetirem as palavras de Jesus na cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mc 15, 34. Aquela Celebração foi fonte de grande consolação e de muita coragem para as pessoas. E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos.

A missão inspira uma espiritualidade de peregrinação contínua

A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho. A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça. A missão da Igreja inspira uma experiência de exílio contínuo, para fazer sentir ao homem sedento de infinito a sua condição de exilado a caminho da pátria definitiva, entre o «já» e o «ainda não» do Reino dos Céus.
A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja auto referencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças.

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Os jovens, esperança da missão

Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra! A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018, sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.

Fazer missão com Maria, Mãe da evangelização

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Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação.
Vaticano, 4 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2017.
FRANCISCO


domingo, 15 de outubro de 2017

SOLENIDADE DE SANTA TERESA DE JESUS

Resultado de imagem para Teresa de jesusSanta Teresa nasceu no dia 28 de março de 1515, na cidade espanhola de Ávila. Dois anos após seu nascimento, um monge agostiniano alemão fixava suas 95 teses contra a venda das indulgências na porta de uma igreja em Wittenberg: seu nome era Martinho Lutero, o iniciador do movimento que ficaria conhecido como “Reforma protestante”. 
Teresa nasceu, portanto, num dos períodos mais difíceis da história da Igreja católica. De fato, quando ela entra no mosteiro carmelita em Ávila, a Regra que as monjas seguiam havia sofrido mudanças negativas, que levaram a um relaxamento na vida da comunidade monástica: havia um elevado número de irmãs, encontros em demasia no parlatório e uma desorganização na distribuição das tarefas do dia a dia, tornavam muito difícil a vida contemplativa. Foi assim que Teresa teve a intuição de fundar um mosteiro de clausura estrita. 
Resultado de imagem para Teresa de jesusEm 1562, sua reforma tomou corpo numa pequena comunidade. Teresa, talvez a maior mística espanhola, compreendeu que diante das rupturas que a Igreja de seu tempo enfrentava a sua maior resposta devia consistir no ser filha e esposa fiel de Deus através da maior adesão possível à Regra religiosa à qual ela própria havia se submetido. Sua visão mística lhe permitiu viver a fé em grande plenitude: ela, de algum modo, havia intuído que estando continuamente ligada ao Senhor teria obtido dons de graça para a Igreja, que naquele momento sofria em seu corpo pela corrupção, pelas infidelidades, pelas traições e divisões provocadas pelos seus filhos. 
Teresa havia percebido que, assim como todo gesto de amor oferecido ao próximo sobe até o Senhor, da mesma maneira, todo gesto de amor oferecido ao Senhor recairia sobre o próximo.
Resultado de imagem para Teresa de jesus A pequena comunidade fundada por Teresa – Carmelitas descalças – deram um tal testemunho que muitas jovens pediram para abraçar essa vida equilibrada de austeridade e alegria, rigor e suavidade, solidão e cordialidade. 
Aos poucos outros mosteiros são fundados sob a mesma inspiração: com 52 anos Teresa percorre as estradas de Castela, faça frio, chuva ou sol... em sua biografia narra os esforços que emprega na fundação de novos mosteiros: discute o preço dos terrenos, mantém relações políticas com autoridade locais para obter as necessárias autorizações, procura por válidos colaboradores... uma luta sem fim. 
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Em 1567 encontra um jovem que estuda em Salamanca; havia sido ordenado presbítero há pouco e se preparava para se tornar monge. Era João de São Matias, o futuro São João da Cruz. Ao conhecer a proposta de Santa Teresa, ele decide tomar o hábito dos carmelitas descalços e acompanha a fundadora em suas viagens. 
Infelizmente, ao longo do caminho de Teresa, nem tudo são flores... Fortes perseguições se desencadeiam sobre os reformadores do Carmelo: Teresa se encontrará no olho do furacão. Apenas mediante a intercessão do Rei Felipe II e o apoio por parte do papa Gregório XIII, a reforma de Teresa tem continuidade. 
Resultado de imagem para Teresa de jesusAo morrer, Santa Teresa pode exclamar com alegria: “morro filha da Igreja”. Sua intuição e sua resistência foram impressionantes e imprescindíveis para a Igreja de seu tempo. Também hoje a Igreja aguarda por almas corajosas, capazes de amar e de enfrentar os desafios que a história atual propõe.

Em 1622 o papa Gregório XV a canonizou: apenas 40 anos haviam se passado desde sua morte. No dia 27 de setembro de 1970, o papa Paulo VI a proclamou Doutora da Igreja, uma das primeiras mulheres na Igreja a receber esse título.

Fonte: Aleteia

sábado, 14 de outubro de 2017

28º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A missão leva a sair da comodidade e alcançar as periferias!
O sonho de Deus é que a vida do seu povo seja uma festa. Mas será que esta festa tem convidados prioritários? Uma leitura desatenta da parábola do evangelho de hoje poderia nos levar a concluir que sim. Mas, para entende-la corretamente, não podemos esquecer que ela faz parte do mesmo conjunto literário das duas parábolas anteriores (Mt 21,18-32; 21,33-46). E o foco deste conjunto literário é a rejeição da proposta de Jesus por parte da elite religiosa do judaísmo, de modo que as parábolas em questão têm esta elite como destinatária.
Jesus gosta de comparar o Reino de Deus com uma festa. Mas, olhando para o que acontece ao seu redor, ele constata que nem todas as pessoas e grupos aceitam este convite. E percebe que, às vezes, quando aceitam, o fazem da boca para fora, por pura formalidade e conveniência. Assim acontece com a liderança religiosa do seu tempo: não lhes agrada a aliança de Deus com a humanidade e, por isso, não dão a menor atenção ao convite que lhes é dirigido por Jesus. Eles preferem ficar com as leis e ritos que dividem e classificam as pessoas em boas ou más, judias e pagãs, filhos e cães...
Comer e beber juntos na mesma festa significa comungar os propósitos de Deus, e é isso que eles não aceitam. E de nada serve um segundo convite. Os líderes religiosos não conseguem ver sentido nestas festas que não impõem barreiras, que são abertas a todas as pessoas. Até que participariam de uma festa, desde que eles fossem os convidados de honra, e com o objetivo de celebrar o poder e o privilégio de alguns. Mas o convite à festa do Reino é universal: todos os povos, todas as classes sociais, todas as pessoas.  No pensamento de Deus, o mundo é inclusivo, há lugar para todos na festa da vida.
Eis o dinamismo da missão que é também hoje confiada à Igreja: anunciar que a festa da vida é desejada e está preparada, e fazer este convite chegar a todas as pessoas, povos e classes. Por isso, não é sem sentido o mandato de ir “para as encruzilhadas dos caminhos”. Encruzilhadas são lugares onde os pobres se reúnem para mendigar, pois a vergonha e a pressão social os empurram para as margens. Mas o convite de Deus para a festa da vida precisa chegar até eles. É prosseguindo nesta direção que a missão da Igreja encontra sua originalidade e sua autenticidade.
Mesmo que o convite não comporte nenhuma forma de exclusão, na festa da vida não se pode entrar de qualquer jeito. Aqueles que fazem o convite não discriminam ninguém: convidam bons e maus, judeus e pagãos, homens e mulheres, escravos ou senhores, negros ou brancos, europeus ou africanos... Esta é a tarefa confiada aos mensageiros de Deus, aos missionários. Mas as pessoas que aceitam o convite e comparecem à festa precisam se perguntar se, por suas atitudes, opções e práticas, honram o anfitrião; precisam demonstrar com a vida o que são; precisam usar a roupa adequada, a prática da justiça.
Os missionários e evangelizadores não dispõem de meios potentes e infalíveis, e precisam contar com algo mais importante que suas próprias forças e estratégias. Eles sabem que são pessoas como todas as outras, com as mesmas fragilidades e pecados; apenas não se conformam com a passividade e a indiferença, e acham que vale a pena fazer o convite de Deus chegar a todos os destinatários. E isso mesmo que, às vezes, aqueles que aceitam o convite e comparecem à festa litúrgica, acabem encontrando leis, barreiras e arbitrariedades criadas pela própria Igreja...
Como diz Paulo, os missionários precisam aprender viver na penúria e na abundância, confiando que Deus, segundo sua generosidade, em Cristo Jesus, proverá magnificamente a todas as suas necessidades. “Tudo posso naquele que me dá força”, diz o apóstolo. E isso significa que o missionário é alguém que não pode contar apenas com os recursos do próprio saber, das técnicas de comunicação e das estruturas eclesiais. A força e a lucidez indispensáveis para construir o Reino vêm de Deus, da Palavra, dos sacramentos. E, não menos, do próprio povo ao qual ele anuncia a Boa Notícia do Reino de Deus. O Papa nos diz que a missão está no coração da fé cristã e nos coloca em contínua saída.
Deus, pai e mãe, desde sempre preparas a festa da vida e esperas que todos os povos convidados tomem um lugar à tua mesa. Continua e enviar mensageiros e missionários, a fim de que este convite chegue aos destinatários, especialmente aos porões, quintais e encruzilhadas do mundo, onde aqueles que são tratados como últimos estão à espera.  Guia os teus enviados e restaura as forças deles. Abre a mente e o coração das pessoas convidadas, e faz com que tua Igreja mantenha abertas suas portas e janelas a todos os povos, culturas e classes sociais, sem levantar barreiras nem impor condições.  Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

MENSAGEM DO PAPA PELOS 300 ANOS DE APARECIDA

Resultado de imagem para senhora aparecida"Confiem na intercessão de nossa Mãe Aparecida"
Querido povo brasileiro

Queridos devotos de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil

Minha saudação e minha bênção especial para todos vocês que estão vivendo em Cristo Jesus o Ano Mariano do Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem da Virgem Mãe Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul.
Em 2013, na ocasião de minha primeira viagem apostólica internacional, tive a alegria e a graça de estar no Santuário de Aparecida e rezar aos pés de Nossa Senhora, confiando-lhe o meu pontificado e lembrando o povo brasileiro com a acolhida tão calorosa, que vem do seu abraço e coração generoso. Naquela ocasião, inclusive, manifestei meu desejo de estar com vocês no ano jubilar; mas a vida de um Papa não é fácil. Por isso, quis nomear o Cardeal Giovanni Battista Re como Delegado Pontifício para as celebrações do dia 12 de outubro. Confiei a ele a missão de garantir assim a presença do Papa entre vocês!
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Ainda que não esteja fisicamente presente, quero entretanto, por meio da Rede Aparecida de Comunicação, manifestar meu carinho por este povo querido, devoto da Mãe de Jesus. O que deixo aqui são simples palavras, mas desejo que vocês as recebam como um fraterno abraço nesse momento de festa.
Em Aparecida – e repito aqui as palavras que proferi em 2013 no altar do Santuário Nacional – aprendemos a conservar a esperança, a deixar-nos surpreender por Deus e a viver na alegria. Esperança, querido povo brasileiro, é a virtude que deve permear os corações dos que creem, sobretudo, quando ao nosso redor as situações de desespero parecem querer nos desanimar. Não se deixem vencer pelo desânimo. Não se deixem vencer pelo desânimo. Confiem em Deus, confiem na intercessão de nossa Mãe Aparecida. No Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria podemos tocar a esperança que se concretiza na vivência da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria que, a sua vez, são valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.
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Em 1717, quando foi retirada das águas pelas mãos daqueles pescadores, a Virgem Mãe Aparecida já os inspirou a confiar em Deus que sempre nos surpreende. Peixes em abundância, graça derramada de modo concreto na vida dos que estavam temerosos diante dos poderes estabelecidos. Deus os surpreendeu. Pois. Aquele que nos criou com amor infinito, nos surpreende sempre! Deus nos surpreende sempre!

Nesse Jubileu festivo em que comemoramos os 300 anos, daquela surpresa de Deus, somos convidados a sermos alegres e agradecidos. “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl4,4). E que essa alegria que irradia dos seus corações transborde e alcance cada canto do Brasil, especialmente as periferias geográficas, sociais e existenciais que tanto anseiam por uma gota de esperança. O singelo sorriso de Maria, que conseguimos vislumbrar em sua imagem, seja fonte do sorriso de cada um de vocês diante das dificuldades da vida. O cristão jamais pode ser pessimista! O cristão jamais pode ser pessimista!

Por fim, agradeço ao povo brasileiro pelas orações que diariamente me oferecem, especialmente durante as celebrações da Santa Missa. Rezem pelo Papa e tenham certeza de que o Papa sempre reza por vocês. Juntos, de perto ou de longe, formamos a Igreja, Povo de Deus.  Cada vez que colaboramos, ainda que de maneira simples e discreta, com o anúncio do Evangelho, tornamo-nos, assim como Maria, um verdadeiro discípulo e missionário. E, o Brasil, hoje, necessita de homens e mulheres que, cheios de esperança e firmes na fé, deem testemunho de que o amor, manifestado na solidariedade e na partilha, é mais forte e luminoso que as trevas do egoísmo e da corrupção.

Com saudades do Brasil, com saudades do Brasil, concedo-lhes a Bênção Apostólica, pedindo a Nossa Senhora Aparecida que interceda por todos nós!


Assim seja.