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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 9 de dezembro de 2017

2º DOMINGO DO ADVENTO

Mudar mentalidades, derrubar muros, abrir estradas!
Vivemos a primeira semana do Advento sob o signo da vigilância e do porteiro: alegre e inteligente expectativa de que algo de bom está sendo gerado; olhos abertos e coração desperto para perceber os sinais daquele que está sempre vindo e daquilo que está nascendo. A segunda semana se abre solicitando-nos conversão e engajamento: ações que tragam consolação aos desolados; abertura de estradas onde a vida é difícil; perseverança quando os novos céus e a nova terra demoram a aparecer; ternura, como a do pastor que carrega no colo os cordeirinhos e guia mansamente as ovelhas que amamentam.
Os caminhos da justiça e da paz ainda são tortuosos e esburacados, especialmente para os países e as pessoas pobres. O obstáculo não está apenas no terrorismo, mas também no cassino da Wall Street, onde se compra, vende e especula a vida e a morte dos povos, e na Praça dos Três Poderes, onde o poder não emana do povo mas é exercido à revelia do povo e contra o povo. O evangelista Marcos diz que o povo que vivia no ‘centro do mundo’ (Jerusalém) se deslocou à periferia (deserto) para escutar o profeta João. E este é o rumo que precisamos seguir se quisermos que a humanidade tenha futuro. As soluções impostas de cima e dos centros costumam ignorar ou aumentar o nada dos já sem-nada.

A Palavra de Deus teima em afirmar que é do deserto e da periferia que vêm as notícias alegres (Boas Novas), aquelas que anunciam que o Humano está nascendo e que um Outro Mundo está sendo gerado. Mas isso pede inversão de perspectivas e conversão de mentalidades. A novidade que vem do deserto é peregrina e vulnerável, não se realiza nas ações potentes, nem chama a atenção. O agente de Deus (Messias) nasce migrante e se hospeda na estrebaria... Seus pés não conhecem o ruído de botas de soldados, mas somente a ágil simplicidade das sandálias. O amor só tem a força do dom e do martírio.
João Batista tem consciência de que ele é apenas o precursor, de que o chamado à conversão será seguido pelo anúncio de uma boa notícia, e que o retiro no deserto será substituído pela estrada que leva aos povoados. “Depois de mim vai chegar alguém mais forte que eu. Eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias...” Sandálias lembram caminho, e caminho sugere discipulado. A estrada a ser aberta no deserto é a estrada do seguimento de Jesus na pobreza, no dom de si e na solidariedade. É a estrada que leva a Belém e a Nazaré, e desemboca no calvário.
Que ninguém queira substituir as sandálias do carpinteiro pelas botas dos soldados arrogantes ou do gordo papai-noel! Seguimento de Jesus não rima com guerra nem com shopping. 
Conservar as sandálias e abrir caminhos é preciso! Mas, até quando conseguiremos manter viva essa convicção e essa esperança? A realidade parece desmentir o que acreditamos, e a história parece não considerar nossas utopias. Que São Pedro nos encoraje! “Para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos é como um dia”. Deus é paciente, mas nossa espera precisa ser conjugada com o incansável empenho.
O discípulo não encontra segurança senão na voz do Mestre, e o missionário só pode contar com o poder da Palavra. É com isso que queremos realmente trabalhar? É essa a estrada que nos dispomos a abrir e trilhar? Recorrendo à linguagem apocalíptica, Pedro chama a atenção para a provisoriedade do tempo e para a precariedade das instituições: tudo o que parece sólido e definitivo se transformará em ruínas e cinzas. Em meio a isso, os cristãos se mantêm firmes na esperança de novos céus e nova terra nova, nos quais habite a Justiça. Mas precisam antecipar esta esperança em suas ações cotidianas...
Ou seja, precisamos mantermo-nos firmes e ativos na esperança. Jesus, Maria e José também viveram pacientemente a aparente demora da manifestação de Deus. A espera se converteu em preparação e discernimento para acolher a ‘Hora’ de Deus. Enquanto esperavam, lançaram raízes na periferia, mergulharam fundo na Palavra de Deus, exercitaram generosamente o cuidado com os cordeiros fracos e com as ovelhas gestantes. E fabricaram sandálias, muitas sandálias: para pés masculinos, femininos, infantis e jovens, adultos e idosos, brancos e negros, católicos ou não...
Deus pai e mãe, pastor terno e dedicado! Fecunda nossos ouvidos com tua Palavra criadora e abre nossos lábios para que proclamemos, sem medo, que estás vindo à casa nossa e tua, e que trazes nos braços teus filhos e filhas mais queridos. Converte nosso coração e abre nossos olhos, para que sejamos capazes de contemplar a delicada coreografia cósmica que acompanha tua chegada aos desertos e periferias: a verdade brotando da terra e a justiça se inclinando do céu; a misericórdia e a fidelidade dançando e a justiça e a paz se abraçando. E põe em nossos pés as sandálias dos peregrinos! Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Resultado de imagem para imaculadaComo é que poderia aquela pobre menina saber que, quatro anos antes, tinha sido promulgado o dogma pelo papa Pio IX? Ela nem sabia o que significava "conceição"!
O ano era 1858. No sopé dos Pirineus, na França, “uma pequena moça” apareceu para a adolescente Bernadette Soubirous, de 14 anos, durante uma série de visões que durou cinco meses, de fevereiro a julho. A “Senhora” pediu que fizéssemos penitência pela conversão dos pecadores e que fosse construído um santuário em cima do depósito de lixo em que as aparições ocorriam.
Bernadette, a menina asmática da família mais pobre da cidade, virou objeto imediato de descrédito. Perseverante apesar do escárnio e da suspeita, Bernadette aprendeu a obediência naquela que o papa Pio XII chamaria de “Escola de Maria”. Graças à sua submissão às orientações da Senhora, brotou no local uma fonte cujas águas dotadas de poderes de cura realizaram vários milagres já confirmados.
A menina retransmitiu ao pároco o pedido da Senhora para que fosse construída uma capela sobre a gruta. Ele inicialmente rejeitou o pedido, mas, depois de algum tempo, a baixa instrução de Bernadette acabou servindo para confirmar a autenticidade daqueles eventos sobrenaturais e dos complexos conceitos envolvidos neles.
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É que a “Senhora” tinha se apresentado a Bernardette declarando: “Eu sou a Imaculada Conceição”!
Ora, como é que poderia aquela pobre menina saber que, quatro anos antes, tinha sido promulgado pelo papa Pio IX o dogma da Imaculada Conceição? Ela nem sequer sabia o que a palavra “conceição” significava!
As autoridades locais queriam impedir as multidões de visitar o local. Tentavam forçar uma condenação por parte do bispo, que criou uma comissão de investigação. Quatro anos mais tarde, as aparições foram declaradas autênticas e, em 1876, a basílica sobre a gruta foi consagrada.
Graças às aparições em Lourdes, o dogma da Imaculada Conceição se tornou assunto de discussão comum e ajudou a espalhar uma compreensão da lógica divina ao preservar Maria da mancha do pecado.
Bernadette morreu num convento, escondida do mundo, vinte e um anos depois da última aparição. Seu corpo permaneceu incorrupto internamente, mas não sem defeitos exteriores; durante a terceira exumação, em 1925, revestimentos de cera foram colocados em seu rosto e em suas mãos antes que o corpo fosse transferido para um relicário de cristal, naquele mesmo ano. Para os católicos, os santos incorruptos ajudam a contemplar o quanto a iluminação divina consegue elevar um ser humano a um estado tal de santidade que as próprias células destinadas ao pó permanecem preservadas.
O dogma
Resultado de imagem para imaculada e santa bernadeteEm 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX proclamou, com a bula “Ineffabilis Deus”, o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, ou seja, que Nossa Senhora foi preservada por Deus, desde o instante da sua concepção, pelos méritos da redenção de Cristo, do pecado original que mancha todos os homens devido à transgressão de Adão, a fim de preparar a mais perfeita Mãe para o seu Filho.
A definição do dogma da Imaculada Conceição constituiu um longo caminho de discernimento, no qual o “sensus fidelium” teve um papel muito importante. De fato, o sentir do povo fiel esteve à frente da formulação do dogma já desde os primeiros séculos do cristianismo. O povo cristão acreditou e defendeu intensamente a verdade da pureza de Maria desde os inícios, sobretudo no Oriente, onde os Padres da Igreja a definiam como a “Panaghia”, a toda santa, santificada pelo Espírito Santo, “lírio puríssimo”, “imaculada”.
O dogma da Imaculada levou à culminação um longo caminho de discernimento teológico e doutrinal da Igreja e foi recebido com grandes festejos, adquirindo, poucas décadas depois, o caráter de solenidade com vigília, como as grandes festas do calendário cristão.

Fonte ALETEIA

sábado, 2 de dezembro de 2017

SUGESTÕES PARA VIVER BEM O ADVENTO

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Apresentamos 24 mensagens para você se inspirar para fazer algo diferente em preparação ao Natal. A cada dia uma tarefa. O tempo de Advento é momento forte para mudanças e fazer novas coisas e diferentes.





Dia 1 – Hoje vou ajudar em casa quando for solicitado;

Dia 2 – Hoje vou cumprimentar com carinho as pessoas com quem eu encontrar;

Dia 3 – Hoje vou fazer a coroa do Advento e acender a primeira vela;

Dia 4 – Hoje vou dividir algo com um companheiro;

Dia 5 – Hoje vou abraçar meu irmão/pai/minha mãe por um momento;

Dia 6 – Hoje vou escolher um brinquedo e vou presentear uma criança que precisa;

Dia 7 – Hoje vou montar a árvore de Natal;

Dia 8 – Hoje vou fazer um desenho para alguém que não tem família;

Dia 9 – Hoje montaremos o presépio;

Dia 10 – Hoje vou pensar nas crianças que não têm nada e serei cuidadoso com minhas coisas;

Dia 11 – Hoje vou brincar mais com meu irmão;

Dia 12 – Hoje vou dizer algo bonito à minha professora;

Dia 13 – Hoje vou me esforçar para fazer bem o meu trabalho;

Dia 14 – Hoje vou escrever para alguém e desejar Feliz Natal;

Dia 15 – Hoje vou rezar por quem tem fome;

Dia 16 – Hoje vou participar de uma ação solidária;

Dia 17 – Hoje vou ouvir músicas natalinas;

Dia 18 – Hoje não vou brigar com meu irmão;

Dia 19 – Hoje vou me aproximar de um companheiro que não tem muitos amigos;

Dia 20 – Hoje vou dizer “Te amo” a alguém especial;

Dia 21 – Hoje vou perdoar a quem me feriu;

Dia 22 – Hoje vou fazer um balanço do ano que se passou;

Dia 23 – Hoje vou ler a história do nascimento de Jesus;


Dia 24 – Hoje vou celebrar a Noite Feliz com minha família. Feliz Natal!

1º DOMINGO DO ADVENTO

A segunda metade da noite já é o começo da aurora!
Resultado de imagem para tempo de advento 2017Estamos iniciando um novo tempo litúrgico, tempo marcado pela expectativa e pela vigilância.  Para sublinhar essa atitude, Jesus nos apresenta uma parábola na qual, entre os diversos personagens, nos chama a atenção para a figura do porteiro. O porteiro atua no limite entre a área interior e exterior da casa; pertence ao pessoal da casa, mas precisa estar atento aos que estão para chegar; conhece os segredos da casa, mas deve saber reconhecer e acolher as visitas que estão sendo esperadas. O porteiro não é propriamente um vigia, e, mais que proteger o patrimônio, deve acolher as pessoas que chegam.
Jesus nos convida a viver vigilantes, pois algo novo está para chegar, uma grande mudança está para se realizar. Para falar disso, Ele usa uma linguagem apocalíptica, dizendo que as estrelas caem, os poderes são abalados e as estruturas basilares da ordem social e política sofrem um eclipse. Como as folhas novas da figueira indicam a chegada próxima dos frutos, esses sinais cósmicos e históricos anunciam que uma nova ordem social, que uma nova humanidade está sendo gerada, um novo mundo está sendo feito. Tudo o que é histórico é transitório, só a Palavra viva de Deus permanece. Como o porteiro, precisamos identificar e dar passagem a aos sinais dessa novidade que está batendo à nossa porta.
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Para os discípulos de Jesus no tempo do evangelista Marcos, a questão crucial era como chegaria e se consolidaria o novo ser humano e a Justiça esperada. Jesus ressalta que o Reino de Deus e o ser humano renovado vêm de baixo, lançam raízes na família humana, que experimenta a noite escura da fragilidade e da injustiça. Ou, dizendo de outro modo, a nova humanidade vem de cima, do alto da cruz, da doação generosa e solidária de nós mesmos e de tudo o que possuímos em favor da vida dos últimos. A Palavra que não passa é aquela que Jesus pronunciou silenciosamente no alto da cruz!
“O que eu digo a vocês, digo a todos: fiquem vigiando!” Dizendo isso, Jesus antecipa o que dirá pouco mais adiante, pouco antes de ser preso: “Minha alma está numa tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem” (Mc 14,34). Essa vigília deveria se estender pelos quatro momentos seguintes: a prisão, a negação, a espera e o amanhecer. Mas os discípulos não conseguiram vigiar nem uma hora, e dormiram. Eles não conseguiram assimilar a fragilidade e a vulnerabilidade de Deus, que se revela na cruz. A vigilância se fez difícil porque os discípulos não sabiam o momento e como se manifestaria o reino de Deus.
Resultado de imagem para tempo de advento 2017O problema se agrava porque hoje muitos cristãos não alimentam mais nenhuma espécie de esperança. Não esperam o advento de uma nova humanidade. Não creem na possibilidade de um mundo mais justo. Não querem ser perturbados no seu sono tranquilo e indiferente à sorte dos irmãos. E há cristãos que mantêm uma certa esperança, mas continuam confiando nos meios potentes. Não conseguem conceber uma Igreja dos pobres e para os pobres. Preocupam-se mais com rubricas litúrgicas que com a justiça e a misericórdia. Preferem dormir sob a proteção dos impérios que transformá-los com a força da fé.
Por isso, precisamos permanecer vigilantes, e não só no tempo de Advento! A vigilância é hoje escassa e urgente. E deve ser permanente. Somos convocados a uma “insônia histórica”, a manter os olhos abertos e a inteligência lúcida para discernir os pequenos sinais de um grande e bom acontecimento. Precisamos cultivar a generosidade que gera o Homem Novo e a Nova Sociedade, permanecer dóceis a Deus e confiantes, como o barro nas mãos do oleiro, permitindo que ele nos dê forma, a sua forma. Esperar que Deus se revele ao mundo e no mundo, que nasça uma Nova Ordem humana e social.
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Paulo nos lembra que o próprio Deus é avalista desta esperança, que Aquele que nos chamou é fiel. Sua graça é experiência já no presente. Em Jesus fomos enriquecidos na Palavra e no conhecimento. Nele recebemos tudo, e nada de essencial nos falta. Nele já recebemos todas as riquezas que poderíamos desejar. Ele nos fortalecerá até o fim. É claro que é preciso acolher essa riqueza como herança, fazê-la frutificar. Mas temos motivos para confiar, sem nos inquietar, pois “é ele também que nos dará perseverança em nosso procedimento irrepreensível, até o dia de Nosso Senhor, Jesus Cristo”.
Deus pai e mãe, ventre e pátria de todas as criaturas, sonho e promessa dos inconformados e inquietos! Tu sempre vens, e teu movimento é de descida e aproximação. Ouvido algum escutou, olho nenhum viu um Deus igual a ti! Vens ao encontro de quem pratica a Justiça, e pouco te interessam ritos, cânticos e incensos. Em Jesus, vens a nós como agricultor e videira, como pastor e cordeiro, como salvador e irmão, como paz e justiça. Caminha conosco e guia-nos nas estradas do serviço solidário! Desperta nossa fé anestesiada por práticas que pouco têm a ver contigo. E ajuda-nos na missão de porteiros vigilantes! Amém! Assim seja!

Itacir Brassiani msf
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sábado, 25 de novembro de 2017

SOLENIDADE DE CRISTO REI

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Vinde benditos de meu Pai

Com a solenidade de Cristo, Rei do Universo,
encerramos hoje o Ano Litúrgico,
no qual celebramos os principais mistérios de nossa fé..
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As LEITURAS nos falam desse REI e do seu Reino.
O Reino de Deus é uma realidade que Jesus semeou,
que os discípulos são chamados a edificar na história e
que terá o seu tempo definitivo no mundo que há de vir.

Apresentam TRÊS ASPECTOS da Realeza de Cristo:
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Na 1ª Leitura, Deus se revela como um Rei PASTOR,
totalmente dedicado ao bem de suas ovelhas. (Ez 34, 11-12.15-17)

O profeta Ezequiel, depois de denunciar os "maus pastores"
que exploraram e abusaram do Povo e
o conduziram por caminhos de morte e de desgraça,  
até à catástrofe final de Jerusalém e ao Exílio,
consola o povo com uma mensagem de esperança:
Deus será o Bom Pastor, que libertará e reconduzirá
as ovelhas dispersas para a terra prometida.
Essa profecia se cumpre em Jesus, o Bom Pastor...

O Salmista, como a ovelha que confia no seu Pastor,
encontra vida, segurança e paz no Senhor. (Sl 23)

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A 2ª Leitura apresenta um Rei SOBERANO
vencedor da morte e do pecado, estabelecendo uma realeza universal.
Paulo explica o Senhorio universal, a Sabedoria e a Realeza de Cristo Ressuscitado, que é a primícia de todos os que morreram. (1Cor 15,20-26.28)

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O Evangelho mostra um Rei JUIZ. (Mt 25,31-46)

Costumamos crer que o julgamento final só acontecerá no fim dos tempos.
A Parábola apresenta o "Filho do Homem" sentado no seu trono,
separando as pessoas, como o Pastor separa as ovelhas dos cabritos.
Ele sabe discernir os justos e os injustos. Ele não julga, nem condena.
É a pessoa que se julga e se condena
pelas obras de Misericórdia que realizou ou não...
"Vinde benditos de meu Pai… Recebei o Reino que meu Pai vos preparou..."
"Afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno..."

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* Essa cena não é uma descrição fotográfica do juízo final.
É uma Catequese que nos revela que o amor aos irmãos
é uma condição essencial para fazer parte do Reino.
Cristo protege os necessitados e se identifica com eles.

Quem são as ovelhas e os cabritos?
Às vezes nós nos comportamos como ovelhas e às vezes como cabritos...
Que o Senhor misericordioso nos transforme a todos... em suas ovelhas.
Jesus não aceitou esse título de Rei nos momentos de glória:
- Na Sinagoga, onde falava com tanto brilho…
- No Jordão, onde a Trindade se revelou…
- No Tabor, quando apareceu com tanta glória...
- Nos milagres grandiosos...
  como na multiplicação dos pães…quando até queriam proclamá-lo Rei.
  Poderiam confundir com o sentido político desse nome…
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Jesus aceitou:

- diante de Pilatos: "Sim, sou REI… e para isso vim ao mundo,
  mas o meu Reino não é daqui".
- na Cruz: num trono bem diferente… diante de um povo hostil que o desafia:
  "Se és Rei, salva-te a ti mesmo… e desce da cruz…"
   Ao Bom Ladrão, que reconhece a sua realeza e suplica pela salvação:
   "Lembra-te de mim quando estiveres em teu REINO",
    Jesus lhe garante: "Ainda hoje estarás comigo…"

O Prefácio da Missa também nos fala em que consiste esse Reino:
- Reino da Verdade e da Vida;
- Reino da Santidade e da Graça;
- Reino da Justiça, do Amor e da Paz…
  = Esse é o verdadeiro Reino de Cristo…

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Resumindo:

O Reino de Deus é uma semente que Jesus semeou,
que os discípulos são chamados a edificar na história através do amor
e que terá o seu tempo definitivo, no mundo que há de vir.

No entanto, esse Reino já está no meio de nós.
E Jesus nos convida a fazer parte dele e a trabalhar
para que esse Reino chegue ao coração de todos os homens…

É o que nos convida a rezar, no Pai Nosso: "Venha a nós o vosso Reino."

A Igreja recorda hoje o "Dia do Leigo".
É Vocação de todo cristão viver o Batismo no meio do mundo,
trabalhando para a transformação de uma sociedade mais justa e fraterna,
anúncio do Reino definitivo.

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Prezados irmãos, estamos conscientes de sermos cidadãos desse Reino?
   - Ele reina de fato, em nosso coração?
   - Trabalhamos para que esse reino chegue ao coração de todos os homens?

Renovemos a nossa fé nessa verdade, cantando:
Somos cidadãos do Reino... do Reino de Jesus de Nazaré...

 Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa
( Buscando Novas águas)