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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 30 de dezembro de 2017

DIA MUNDIAL DA PAZ

Image result for dia mundial da paz 2018Mensagem do Papa Francisco para o 51° Dia Mundial da Paz 01.01.18
 Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz


1. Votos de paz
Paz a todas as pessoas e a todas as nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal, é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, «são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz». E, para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta. Com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se veem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.
Estamos cientes de que não basta abrir os nossos corações ao sofrimento dos outros. Há muito que fazer antes de os nossos irmãos e irmãs poderem voltar a viver em paz numa casa segura. Acolher o outro requer um compromisso concreto, uma corrente de apoios e beneficência, uma atenção vigilante e abrangente, a gestão responsável de novas situações complexas que às vezes se vêm juntar a outros problemas já existentes em grande número, bem como recursos que são sempre limitados. Praticando a virtude da prudência, os governantes saberão acolher, promover, proteger e integrar, estabelecendo medidas práticas, «nos limites consentidos pelo bem da própria comunidade retamente entendido, para lhes favorecer a integração». Os governantes têm uma responsabilidade precisa para com as próprias comunidades, devendo assegurar os seus justos direitos e desenvolvimento harmónico, para não serem como o construtor insensato que fez mal os cálculos e não conseguiu completar a torre que começara a construir.

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2. Porque há tantos refugiados e migrantes?
Na mensagem para idêntica ocorrência no Grande Jubileu pelos 2000 anos do anúncio de paz dos anjos em Belém, São João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos de «uma sequência infinda e horrenda de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”» que caracterizaram o século XX. E até agora, infelizmente, o novo século não registou uma verdadeira virada: os conflitos armados e as outras formas de violência organizada continuam a provocar deslocações de populações no interior das fronteiras nacionais e para além delas.
Todavia as pessoas migram também por outras razões, sendo a primeira delas «o desejo de uma vida melhor, unido muitas vezes ao intento de deixar para trás o “desespero” de um futuro impossível de construir». As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz. Além disso, é trágico o aumento de migrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental.
A maioria migra seguindo um percurso legal, mas há quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero, quando a pátria não lhes oferece segurança nem oportunidades, e todas as vias legais parecem impraticáveis, bloqueadas ou demasiado lentas.
Em muitos países de destino, generalizou-se largamente uma retórica que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de Deus. Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos.
Todos os elementos à disposição da comunidade internacional indicam que as migrações globais continuarão a marcar o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma ameaça. Eu, pelo contrário, convido-vos a vê-las com um olhar repleto de confiança, como oportunidade para construir um futuro de paz.

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3. Com olhar contemplativo
A sabedoria da fé nutre este olhar, capaz de intuir que todos pertencemos «a uma só família, migrantes e populações locais que os recebem, e todos têm o mesmo direito de usufruir dos bens da terra, cujo destino é universal, como ensina a doutrina social da Igreja. Aqui encontram fundamento a solidariedade e a partilha. Estas palavras propõem-nos a imagem da nova Jerusalém. O livro do profeta Isaías (cap. 60) e, em seguida, o Apocalipse (cap. 21) descrevem-na como uma cidade com as portas sempre abertas, para deixar entrar gente de todas as nações, que a admira e enche de riquezas. A paz é o soberano que a guia, e a justiça o princípio que governa a convivência dentro dela.
Precisamos de lançar, também sobre a cidade onde vivemos, este olhar contemplativo, «isto é, um olhar de fé que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças, promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de justiça», por outras palavras, realizando a promessa da paz. Detendo-se sobre os migrantes e os refugiados, este olhar saberá descobrir que eles não chegam de mãos vazias: trazem uma bagagem feita de coragem, capacidades, energias e aspirações, para além dos tesouros das suas culturas nativas, e deste modo enriquecem a vida das nações que os acolhem. Saberá vislumbrar também a criatividade, a tenacidade e o espírito de sacrifício de inúmeras pessoas, famílias e comunidades que, em todas as partes do mundo, abrem a porta e o coração a migrantes e refugiados, inclusive onde não abundam os recursos.
Este olhar contemplativo saberá, enfim, guiar o discernimento dos responsáveis governamentais, de modo a impelir as políticas de acolhimento até ao máximo dos «limites consentidos pelo bem da própria comunidade retamente entendido», isto é, tomando em consideração as exigências de todos os membros da única família humana e o bem de cada um deles.
Quem estiver animado por este olhar será capaz de reconhecer os rebentos de paz que já estão a despontar e cuidará do seu crescimento. Transformará assim em canteiros de paz as nossas cidades, frequentemente divididas e polarizadas por conflitos que se referem precisamente à presença de migrantes e refugiados.

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4. Quatro pedras miliares para a ação
Oferecer a requerentes de asilo, refugiados, migrantes e vítimas de tráfico humano uma possibilidade de encontrar aquela paz que andam à procura, exige uma estratégia que combine quatro ações: acolher, proteger, promover e integrar.
Acolher faz apelo à exigência de ampliar as possibilidades de entrada legal, de não repelir refugiados e migrantes para lugares onde os aguardam perseguições e violências, e de equilibrar a preocupação pela segurança nacional com a tutela dos direitos humanos fundamentais. Recorda-nos a Sagrada Escritura: «Não vos esqueçais da hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos».
Proteger lembra o dever de reconhecer e tutelar a dignidade inviolável daqueles que fogem dum perigo real em busca de asilo e segurança, de impedir a sua exploração. Penso de modo particular nas mulheres e nas crianças que se encontram em situações onde estão mais expostas aos riscos e aos abusos que chegam até ao ponto de as tornar escravas. Deus não discrimina: «O Senhor protege os que vivem em terra estranha e ampara o órfão e a viúva».
Promover alude ao apoio para o desenvolvimento humano integral de migrantes e refugiados. Dentre os numerosos instrumentos que podem ajudar nesta tarefa, desejo sublinhar a importância de assegurar às crianças e aos jovens o acesso a todos os níveis de instrução: deste modo poderão não só cultivar e fazer frutificar as suas capacidades, mas estarão em melhores condições também para ir ao encontro dos outros, cultivando um espírito de diálogo e não de fechamento ou de conflito. A Bíblia ensina que Deus «ama o estrangeiro e dá-lhe pão e vestuário»; daí a exortação: «Amarás o estrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito».
Integrar significa permitir que refugiados e migrantes participem plenamente na vida da sociedade que os acolhe, numa dinâmica de mútuo enriquecimento e fecunda colaboração na promoção do desenvolvimento humano integral das comunidades locais. «Portanto – como escreve São Paulo – já não sois estrangeiros nem imigrantes, mas sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus».

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5. Uma proposta para dois Pactos internacionais
Almejo do fundo do coração que seja este espírito a animar o processo que, no decurso de 2018, levará à definição e aprovação por parte das Nações Unidas de dois pactos globais: um para migrações seguras, ordenadas e regulares, outro referido aos refugiados. Enquanto acordos partilhados a nível global, estes pactos representarão um quadro de referência para propostas políticas e medidas práticas. Por isso, é importante que sejam inspirados por sentimentos de compaixão, clarividência e coragem, de modo a aproveitar todas as ocasiões para fazer avançar a construção da paz: só assim o necessário realismo da política internacional não se tornará uma capitulação ao cinismo e à globalização da indiferença.
De fato, o diálogo e a coordenação constituem uma necessidade e um dever próprio da comunidade internacional. Mais além das fronteiras nacionais, é possível também que países menos ricos possam acolher um número maior de refugiados ou acolhê-los melhor, se a cooperação internacional lhes disponibilizar os fundos necessários.
A Secção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral sugeriu 20 pontos de ação como pistas concretas para a implementação dos supramencionados quatro verbos nas políticas públicas e também na conduta e ação das comunidades cristãs. Estas e outras contribuições pretendem expressar o interesse da Igreja Católica pelo processo que levará à adoção dos referidos pactos globais das Nações Unidas. Um tal interesse confirma uma vez mais a solicitude pastoral que nasceu com a Igreja e tem continuado em muitas das suas obras até aos nossos dias.

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6. Em prol da nossa casa comum
Inspiram-nos as palavras de São João Paulo II: «Se o “sonho” de um mundo em paz é partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre mais família de todos e a nossa terra uma real “casa comum”». Ao longo da história, muitos acreditaram neste «sonho» e as suas realizações testemunham que não se trata duma utopia irrealizável.
Entre eles conta-se Santa Francisca Xavier Cabrini, cujo centenário do nascimento para o Céu ocorre em 2017. Hoje, dia 13 de novembro, muitas comunidades eclesiais celebram a sua memória. Esta pequena grande mulher, que consagrou a sua vida ao serviço dos migrantes tornando-se depois a sua Padroeira celeste, ensinou-nos como podemos acolher, proteger, promover e integrar estes nossos irmãos e irmãs. Pela sua intercessão, que o Senhor nos conceda a todos fazer a experiência de que «o fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz».

Vaticano, 13 de novembro – Memória de Santa Francisca Xavier Cabrini,
Padroeira dos migrantes – de 2017.
Franciscus


SOLENIDADE DA SAGRADA FAMÍLIA

Na Sagrada Família se revela o dom de Deus à humanidade.
Image result for sagrada familia imagemNo dia em que festejamos a família de Jesus não podemos ceder à piedosa tentação de imaginar uma família idealizada e espiritualizada, alheia à nossa realidade histórica e material. Do ponto de vista sociológico, a Sagrada Família é uma família judia absolutamente normal, tão normal que sequer despertou a atenção dos vizinhos e da sinagoga, a não ser depois do evento pascal de Jesus. Essa família viveu os valores e práticas de uma família crente, frequentando a sinagoga, meditando a Palavra dos profetas, peregrinando ao Templo, celebrando a liturgia doméstica, esperando a vinda do Messias.
Image result for sagrada familia imagemÉ isso que vemos no evangelho de hoje. Maria e José cumprem a lei que pede que, depois do parto, as mulheres vão ao templo para se purificar. E apresentam Jesus ao Templo e ao povo. A Sagrada Família percorre o caminho que leva da marginalidade de Belém ao centro de Jerusalém, e nada de especial se percebe enquanto cumpre as leis prescritas pela sua tradição religiosa. O momento alto e revelador está centrado no encontro com Simeão e Ana, idosos, piedosos e profetas. E aqui tudo chama a atenção para o significado do filho que Maria e José carregam nos braços.
Simeão toma nos braços aquela criatura vulnerável e, com seu olhar transparente e penetrante, é capaz de discernir a presença libertadora de Deus na fragilidade de uma criança. E trata-se de uma salvação que desborda as fronteiras étnicas e religiosas de Israel. “Meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória do teu povo, Israel”. Ana também “falava do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém”. Daqui brota o imperativo missionário de trabalhar para que todos os seres humanos sintam-se e atuem efetivamente como irmãos na única família do Pai.
Image result for sagrada familia imagemEm Jerusalém, Maria e José experimentam um certo brilho e uma grande satisfação subjetiva. “Estavam maravilhados com o que diziam do menino”. Poucas coisas estavam claras, mas neles cresce a percepção de que o filho que lhes foi confiado é especial para todos os povos. Este entusiasmo, porém, logo é temperado pelas palavras misteriosas que Simeão dirige a Maria: “Eis que esse menino será causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações.”
Unidos pelos laços de um amor profundamente humano e dentro do horizonte das tradições do seu povo, José e Maria avançam no escuro da fé. Como Abraão, se lançam na estrada da fé sem saber onde chegarão. Ousaram acreditar, e isso lhes foi creditado como justiça. Tiveram que se abrir sempre mais à novidade que Deus manifestava através do filho que lhes fora confiado. E os evangelhos fazem questão de sublinhar que Nazaré é o lugar onde Jesus cresce, se fortalece e adquire sabedoria. José e Maria educam o filho longe do ambiente glorioso e sedutor do templo...
Image result for sagrada familia imagemPara a Sagrada Família, morar em Nazaré significou assimilar a esperança cultivada pelo “resto de Israel”, pelo “broto das raízes de Jessé”. Significou também: não se afastar das raízes populares, do vínculo com os pobres; assumir resolutamente o caminho que leva à periferia, àqueles que estão longe; e privilegiar a encarnação no cotidiano que tece a vida normal de todas as pessoas. Jesus afunda raízes e absorve a seiva das esperanças do seu povo a partir da periferia social e religiosa. Eis aqui uma perspectiva que os missionários jamais devem abandonar!
A convicção de Paulo e da comunidade cristã é que o amor é o vínculo da perfeição da vida cristã, e também da família. É no amor que as esposas podem ser solícitas aos seus respectivos maridos, e estes deixam de ser grosseiros com elas. É o amor que abre possibilidades para que a obediência dos filhos aos pais não atente contra a liberdade e a dignidade de ninguém, e que os pais jamais intimidem os filhos, mas os animem a caminhar rumo à maturidade solidária. É assim que nos revestimos de sincera misericórdia, bondade, humildade e mansidão, e tornamo-nos suportes uns para os outros.
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Sagrada Família de Nazaré, nós te acolhemos como ambiente e proposta de encarnação e de crescimento, como manifestação do dom de Deus e resposta humana e generosa a este dom, como busca comum da vontade de Deus, como ambiente de hospitalidade e amor recíproco e de construção incansável da única família do Pai. Ajuda e inspira nossas famílias a serem pequenas tendas da tua Palavra viva, escolas da comunhão e solidariedade que ultrapassam os laços de sangue e de fé, espaços de perdão e reconciliação, ensaios fugazes mas verdadeiros do Reino de Deus, no qual espelhaste tua vida. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

CELEBRAÇÃO DO NATAL

Ontem nossa celebração de Natal com a encenação do Presépio vivo com a pequena Bibiana Debacco que representou o menino Jesus.
 A Maria pela jovem Mariana Zydeck e seu Irmão Ronaldo Zydeck como José. 
Os anjos a pequena Gabriela, Yasmim, Bruna e Vitória. 
A missa foi presidida pelo nosso pároco Pe. Rosalvo Fray.
 No final da celebração Pe. Rosalvo chamou o casal Ricardo e a esposa com a pequena Bibiana para cantar os parabéns pelo nascimento do Jesus Menino. 
A todos nosso Feliz e abençoado Natal.





































 

sábado, 23 de dezembro de 2017

ORAÇÃO DIANTE DO PRESÉPIO

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Oração da família diante do presépio

Menino Jesus, Deus que se fez pequeno por nós, diante da cena do teu nascimento, do presépio, estamos reunidos em família para rezar.

Mesmo que fisicamente falte alguém, em espírito somos uma só alma.

Olhando Maria, tua Mãe Santíssima, rezamos pelas mulheres da família, que cada uma delas acolha com amor a palavra de Deus, sem medo e sem reservas, que elas lutem pela harmonia e paz em nossa casa.

Vendo teu pai adotivo, São José, pedimos ó Menino Deus, pelos homens desta família, que eles transmitam segurança e proteção, estejam sempre atentos às necessidades mais urgentes, que saibam proteger nossos lares de tudo que não provém de ti.

Diante dos pastores e reis magos, pedimos por todos nós, para que saibamos render-te graças, louvar-te sempre em todas as circunstâncias, e que não nos cansemos de te procurar, mesmo por caminhos difíceis.

Menino Jesus, contemplando tua face serena, teu sorriso de criança, bendizemos tua ação em nossas vidas.
Que nesta noite santa, possamos esquecer as discórdias, os rancores, possamos nos perdoar.

Jesus querido, abençoa nossa família, cura os enfermos que houver, cura as feridas de relacionamentos.

Fazemos hoje o propósito de nos amar mais.

Que neste Natal a bênção divina recaia sobre nós.


Amém.

PEDAGOGIA DO NATAL

Image result for presépioDiante do presépio conseguimos sentir que nenhum bem material é mais confortável do que aquela manjedoura
Vivemos à procura do melhor método para educar. Métodos que são oferecidos por muitas ciências, principalmente pela Pedagogia e pela Psicologia. Necessitamos buscar, pois educar é, sem dúvida, a mais árdua e bela tarefa humana. As ciências têm muito a nos oferecer. No entanto, diante do Presépio nossa busca chega ao fim, pois nele contemplamos o mais eficaz e infalível método para aqueles que pretendem educar e serem educados para a verdade e para a plenitude.

“Tudo seria bem melhor

Se o Natal não fosse um dia

E se as mães fossem Maria

E se os pais fossem José

E se os filhos parecessem

Com Jesus de Nazaré.”

Na canção de Padre Zezinho estão retratadas as consequências de uma educação que escolheu como método a Pedagogia do Presépio. É a essência de tudo o que precisamos para construir a sociedade do amor e fazer reinar a paz, o respeito e a justiça. Se todos os dias fossem como o Natal, viveríamos plenamente os sentidos da vida. Todos os dias, ao amanhecer, deveríamos dizer: é Natal!

Image result for presépioComo seria uma “Sociedade-Presépio”? Papa Bento XVI, na Audiência do dia 22/12/2010 nos ajuda refletir:

“O presépio é expressão da nossa expectativa, que Deus se aproxima de nós, que Jesus se aproxima de nós, mas é também expressão da ação de graças Àquele que decidiu compartilhar a nossa condição humana, na pobreza e na simplicidade. Alegro-me porque permanece viva e, aliás, se redescobre a tradição de preparar o presépio nas casas, nos postos de trabalho, nos lugares de encontro. Este testemunho genuíno de fé cristã possa oferecer também hoje a todos os homens de boa vontade um sugestivo ícone do amor infinito do Pai por todos nós. Os corações das crianças e dos adultos possam ainda surpreender-se diante dele.
Até a cena da Gruta de Belém José e Maria fizeram uma longa e árdua caminhada: sofrimento, dor, portas fechadas, perseguição, mas a certeza de que foram escolhidos para que, através deles, Deus se fizesse um de nós. Eles caminharam para “Aquele Lugar” para que o Salvador nascesse.”

Image result for presépioNa Homilia na Basílica Vaticana, em 24/12/ 2016 Papa Francisco ensina sobre a importância de contemplar o Presépio:
“Deixemo-nos tocar pela ternura que salva. Aproximemo-nos de Deus que Se faz próximo, detenhamo-nos a olhar o presépio, imaginemos o nascimento de Jesus: a luz e a paz, a pobreza extrema e a rejeição. Entremos no verdadeiro Natal com os pastores, levemos a Jesus aquilo que somos, as nossas marginalizações, as nossas feridas não curadas, os nossos pecados. Assim, em Jesus, saborearemos o verdadeiro espírito do Natal: a beleza de ser amado por Deus. Com Maria e José, paremos diante da manjedoura, diante de Jesus que nasce como pão para a minha vida. Contemplando o seu amor humilde e infinito, digamos-Lhe pura e simplesmente obrigado: Obrigado, porque fizestes tudo isto por mim.”

Se cada dia fosse como o Natal, filhas e filhos, honrariam os pais e teriam uma relação intima com Deus, assim como Jesus o fez. “Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar” (Ex 20, 12). O Catecismo da Igreja Católica ensina:
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“A observância do quarto mandamento comporta a respectiva recompensa: «Honra pai e mãe, a fim de prolongares os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te vai dar» (Ex 20, 12) (3). O respeito por este mandamento proporciona, com os frutos espirituais, os frutos temporais da paz e da prosperidade. Pelo contrário, a sua inobservância acarreta grandes danos às comunidades e às pessoas humanas”. (CatIC §2200)

Se cada dia fosse como o Natal, os pais seriam como Maria e como José e cuidariam com ternura, exemplo e autoridade dos filhos que a eles foram confiados. “Os pais devem considerar seus filhos como filhos de Deus e respeitá-los como pessoas humanas. Educar os filhos no cumprimento da Lei de Deus, mostrando-se eles mesmos obedientes à vontade do Pai dos Céus”. (CatIC §2222)

Se cada dia fosse como o Natal, nossas casas seriam como os presépios e irradiariam a fé, a esperança, a alegria e a união.

Image result for presépio“Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar no qual a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra. O lar é um lugar apropriado para a educação das virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si, condições de toda liberdade verdadeira. Os pais ensinarão os filhos a subordinar “as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais.” Dar bom exemplo aos filhos é uma grave responsabilidade para os pais”. (CatIC §2223)

Todos nós, que direta ou indiretamente temos a responsabilidade de educar, não nos esqueçamos jamais da Pedagogia do Presépio. Diante dele enchemo-nos de paz, de esperança, de júbilo. Diante dele tornamo-nos sensíveis e até frágeis, pois ele nos impulsiona à reflexão sobre nossas vidas e, consequentemente, sobre o que já vivemos.

Diante do Presépio lembramo-nos de todos os que já passaram por nós. Lembramo-nos daqueles que deram sentido a nossa existência, mas também daqueles que nos fizeram mal. Diante do Presépio desarmamo-nos de nossa soberba e enchemo-nos do desejo de solidariedade e de justiça. Diante do Presépio, juramos fidelidade ao projeto de Deus e renovamos nossa fé.
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Diante do Presépio entramos na cena e interagimos com os animais, com José, com Maria e até pegamos o Menino Jesus no colo. Diante do Presépio conseguimos sentir que nenhum bem material é mais confortável do que aquela manjedoura. Diante do presépio temos a certeza de que a Família é o porto seguro, que Deus nos amou ao extremo, que Jesus é o nosso Salvador e único Senhor e que a vida só faz sentido se amarmos uns aos outros. Essa é a Pedagogia que nos permite educar sem medo e sem erros.




Por Joana Darc Venancio, via A12 Aleteia