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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


domingo, 23 de abril de 2017

DOMINGO DA MISERICÓRDIA

Mas o que é Misericórdia?
Resultado de imagem para domingo da misericordia 2017Misericórdia é um sentimento de compaixão, despertado pela desgraça ou pela miséria alheia. A expressão misericórdia tem origem latina, é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). "Ter compaixão do coração", significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas.
Misericórdia! é uma exclamação usada quando nos deparamos com uma situação de desespero, de sofrimento. É também um grito de quem pede compaixão.
Conceder misericórdia a alguém é perdoá-la pelo simples ato de bondade, apesar do outro não merecer o perdão.
Misericórdia Divina é Deus perdoar os pecados, apesar das faltas cometidas pelos pecadores. É a libertação do julgamento. Durante a benção oferecida pelo Papa, chamada de Urbi et Orbi, é concedida a penitência e a indulgência para os fiéis que se confessam, recebem  a comunhão e estão livres de pecados mortais. Em oração, o Papa pede que Deus todo poderoso tenha misericórdia e perdoe os pecadores.
Carregar a bandeira da misericórdia é quando o indivíduo tem bondade no coração, é a pessoa que está sempre pronta para ajudar o outro, se preocupa com o outro, sem segundos interesses, é o chamado bom samaritano.
Mãe de Misericórdia é a expressão usada na Igreja Católica, para denominar a mãe de Jesus, pela sua imensa bondade, como vemos no primeiro trecho da oração Salve Rainha: Salve, Rainha, mãe de misericórdia, vida douçura, esperança nossa, salve.
Resultado de imagem para domingo da misericordia 2017Casas de misericórdia são instituições de caridade, criadas com a missão de tratar e socorrer enfermos e inválidos.
Obras de misericórdia, são 14 preceitos que segundo a doutrina católica, devem ser seguidos por seus fiéis. Sete obras se referem a ações temporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos, vestir os presos e enterrar os mortos. Outras sete obras se referem a ações espirituais: dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo, e rogar a Deus por todos os necessitados, tanto vivos quanto mortos.

Misericórdia era o nome do punhal que os cavaleiros traziam do lado direito da cintura e que era usado para matar o adversário, já derrubado, caso esse não pedisse misericórdia. O golpe fatal era dado com o punhal e era chamado de golpe de misericórdia.

sábado, 22 de abril de 2017

2º DOMINGO DA PÁSCOA


Ressuscitados, somos enviados para transfigurar o mundo!
Resultado de imagem para JESUS E TOMÉNós nunca vimos Jesus, mas isso não nos impede de segui-lo, amá-lo e testemunhá-lo. Aprendemos pouco a pouco que a fé nos faz renascer para uma esperança viva e nos ajuda a ver com novo olhar e agir com novo vigor. Ver e tocar não são condições indispensáveis para crer. Imprescindível é o vínculo vivo com uma comunidade de irmãos e irmãs. É na comunhão com homens e mulheres concretos que podemos estender a mão e tocar as chagas do Senhor crucificado e ressuscitado, prostrarmo-nos em humilde adoração e prosseguir a missão de Jesus Cristo.
Como não se impressionar com a experiência pascal dos discípulos de Jesus? Doía-lhes na consciência a traição, a negação, a deserção e o abandono de Jesus no caminho da cruz. A esta dor acrescentava-se o medo de que a perseguição violenta por parte das autoridades judaicas e romanas se voltasse também contra eles. Com medo, eles se reuniam a portas fechadas. Mas, ao se manifestar a eles, a primeira palavra de Jesus é de acolhida e pacificação, e não de cobrança: “A paz esteja com vocês!” Jesus lhes mostra as feridas nas mãos e no lado esquerdo, sem lamentar ou acusar pelo abandono sofrido.
Resultado de imagem para JESUS E TOMÉ
Tomé não está reunido com os demais discípulos quando Jesus ressuscitado vai ao encontro deles. Os outros dez discípulos lhe anunciam “nós vimos o Senhor”, e sua reação não esconde a frustração transformada em desconfiança e ceticismo: “Se eu não vir a marca dos pregos nas mãos dele, se eu não colocar o meu dedo na marca dos pregos, e se eu não colocar a minha mão no lado dele, eu não acreditarei.” Falta-lhe o sentido de pertença à comunidade. O abandono do caminho de Jesus leva-o ao isolamento, e esta separação da comunidade impede a continuidade da missão.
Tomé reata os laços com os condiscípulos e, assim, seus olhos se abrem. Nos corpos concretos e feridos dos irmãos e irmãs, Tomé recorda o projeto de Jesus Cristo, “toca” suas feridas e acredita nele. São felizes aqueles que alcançam a fé sem ver, apenas vendo e tocando indiretamente o Senhor que está no meio de nós. Como comunidade apostólica, damo-nos conta de que podemos ficar de tal modo envolvidos pela ideia de um Cristo exaltado e pela possibilidade da nossa ressurreição depois da morte que corremos o risco de esquecer que o mundo ainda não foi totalmente transfigurado...
Por isso, Jesus Cristo claramente confere uma missão aos discípulos: continuar seu próprio trabalho de tirar o pecado do mundo. “Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês”. É como se ele nos confiasse a tarefa de lixeiros, de passar pelas ruas recolhendo os males que o egoísmo gera e sustenta. Isso é o que significa ser o “Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo”. Este pecado tem muitos nomes e se manifesta nas diversas formas de dominação, de exploração, de discriminação, ou também na indiferença diante das vítimas destas ações. É a isso que, na sua carta, Pedro identifica como herança que não se corrompe!
Resultado de imagem para JESUS E TOMÉE esta herança e missão urgem, não podem ser postergadas para amanhã, para quando tivermos mais tempo. Não pode também ser terceirizada ou enviada à responsabilidade dos outros. O pecado que não tirarmos do mundo permanecerá aqui, diminuindo e ferindo a vida de muita gente. A comunidade que se reúne para continuar a memória de Jesus crucificado e ressuscitado, depois de receber o Espírito Santo, teve coragem para inovar e forças para perseverar no ensinamento dos apóstolos, na união fraterna em torno de Jesus Cristo; na partilha do pão, na oração e na liturgia. Eis nosso caminho!
É a nós que Jesus se dirige hoje, convidando a tocar seu corpo. Nesta celebração, seu corpo está ao nosso alcance na eucaristia, mas também no corpo eclesial, nos irmãos e irmãs que estão ao nosso lado no templo e do lado de fora da igreja. Saudemos, abracemos sirvamos estes irmãos e irmãs, membros vivos do corpo de Cristo. Com eles, vivamos em paz e sejamos portadores de paz. E mais ainda: busquemos no pão pascal a força para perseverar na tarefa impostergável de tirar o pecado do mundo, começando pelos pecados que ferem e maculam a própria Igreja. Pedro diz que somos guardados para a salvação...
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Deus, Pai e Mãe da vida: celebrando a memória de teu filho e nosso irmão Jesus de Nazaré, te agradecemos pelo dom da fé: é graças a ela que cremos e caminhamos, mesmo sem ter tocado as feridas de Jesus. E te pedimos que este tempo de passagem nos faça renascer para uma esperança viva e vivificadora, para uma herança que não murcha. Faz com que sejamos membros da família de Jesus Cristo a partícipes da sua missão de tirar o pecado do mundo, de testemunhar o Evangelho da alegria e do serviço e fazer da humanidade uma só família. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

domingo, 16 de abril de 2017

CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

Hoje na celebração da Páscoa nosso bispo Dom Liro. Momento de graça e bênção receber o Cristo Ressuscitado que nos ilumina com sua luz e nos dá a sua a paz.






REFLETINDO SOBRE A PÁSCOA

Nossa verdadeira humanidade está com Cristo, em Deus!
Resultado de imagem para jesus ressuscitouA festa cristã da Páscoa celebra o reconhecimento de Jesus – o profeta perseguido e assassinado, o irmão e servidor da humanidade – como Filho de Deus. Proclama que, nele, Deus vence todas as formas de morte, desde a morte física dos indivíduos até a morte progressiva e massiva que resulta das estruturas iníquas e dos poderes despóticos, passando pela agressão e morte silenciada do ecossistema e dos diversos biomas. A páscoa anuncia que Jesus, a pedra sem utilidade e considerada problemática, foi considerado por Deus como pedra fundamental da construção de um mundo novo.
É isso que escutamos no testemunho entusiasmado e corajoso de Pedro. Ele recorda que Jesus andou por toda parte fazendo o bem e agindo sem medo, apesar da violência que havia levado João Batista à morte. E sublinha que Deus estava com Jesus, inclusive no vazio e no escuro da cruz, quando parecia havê-lo abandonado. Foi o próprio Deus que o ressuscitou dos mortos e transformou em juiz aquele que fora réu de morte. E os discípulos da primeira hora, apesar da dificuldade de acreditar nele e de tê-lo abandonado, são constituídos testemunhas e pregadores desta Boa Notícia.
A Páscoa de Jesus de Nazaré e dos cristãos celebra as infinitas possibilidades escondidas na vida de cada pessoa, na história da humanidade e no mistério de todas as criaturas. Afirma que a última palavra não será do discurso frio daqueles que impõem sua injusta ordem e mandam calar os profetas. Proclama que a ação realmente eficaz e grávida de futuro é aquela que estabelece a absoluta superioridade do outro, da vítima, do pequeno. Evidencia que a direção certa e o sentido da vida estão no esquecimento de si, no fazer-se semente de uma outra vida, no viver uma liberdade que se faz solidariedade.
Resultado de imagem para jesus ressuscitouE é claro que esta não é uma realidade que se manifesta apenas depois da morte. Paulo afirma surpreendentemente que os cristãos já foram ressuscitados. Ele fala do dinamismo pascal do nosso batismo, que possibilita e requer a passagem de uma vida fechada em pequenos interesses para uma vida plena e solidária. “Procurem as coisas do alto!”, exorta Paulo. E isso significa assumir um estilo de vida centrado no dom e no amor, no serviço e na partilha, no compromisso perseverante e generoso com a gestação de um outro mundo, na conversão permanente da Igreja ao Evangelho de Jesus Cristo.
Mas a ressurreição de Jesus não é algo que se impõe com força de evidência, que vem acompanhado de manifestações potentes. É fé e crença que começa com uma sepultura vazia, diante da qual Maria Madalena foge alarmada para avisar Pedro e João. Estes correm e, chegando, entram na sepultura vazia e vêem os panos e o sudário. Somente mais tarde Madalena abrirá os olhos, quando será chamada pelo nome. E os discípulos desanimados encontrarão Jesus com fisionomia de peregrino no caminho de Emaús. E os outros apóstolos o reconhecerão numa manhã cinzenta, depois de uma pesca frustrada.
Resultado de imagem para jesus ressuscitouO evangelho diz que o dia já havia amanhecido, mas, na cabeça de Maria Madalena e dos demais discípulos e apóstolos, a experiência do fracasso pairava como escuridão intransponível. Só muito lentamente eles foram percebendo que os lençóis estendidos não estavam lá para cobrir um cadáver, mas para acolher as núpcias de uma nova aliança. O sudário sim, depois de cobrir a cabeça de Jesus, estava à parte e envolvia totalmente o templo, o lugar onde a morte fora tramada e deliberada. Precedido e encorajado por Maria Madalena, o discípulo amado entrou na sepultura escura e fria, “viu e acreditou”.
A Páscoa de Jesus de Nazaré inaugura a nova criação. Não se trata de uma simples correção do passado, de perdão dos pecados, de vitória sobre a morte física e individual. Jesus de Nazaré, o ressuscitado que traz no corpo as marcas dos pregos e da lança, que passou fazendo o bem, é o Homem Novo, o Primogênito de todas as criaturas e o Irmão de todos os homens e mulheres. Em seu nome, os discípulos e discípulas se reúnem e organizam comunidades que continuam sua pró-existência, engajados na defesa da vida de todas as criaturas, desconhecendo todo e qualquer limite excludente.
Deus Pai e Mãe, útero sagrado no qual a Vida é gerada e regenerada: obrigado pela luz e pela força da ressurreição de Jesus Cristo que hoje estamos celebrando. Aqui renovamos a convicção de que o Filho do Homem e Irmão dos Pequenos se tornou juiz dos vivos e dos mortos, dos que escravizam e dos que são escravizados, dos que morrem e dos mandam matar. Hoje redescobrimos nossa vocação de ser semente que morre para ser fecunda, e voltaremos às nossas casas caminhando e cantando, para demonstrar nossa alegria e para espantar o medo. Que a vida seja sempre mais forte que a morte! Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

Resultado de imagem para jesus ressuscitou