English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 23 de setembro de 2017

25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A Palavra de Deus alarga nossos critérios de justiça.
Resultado de imagem para bíblia sagradaAvançamos setembro adentro e continua vivo e atraente convite e dar atenção à Palavra de Deus. “Lâmpada para os meus passos é tua Palavra!” (Sl 119/118,105). Numa época em que a discussão sobre os direitos humanos, sociais, culturais, econômicos e ambientais continua sem consenso, Jesus Cristo nos propõe uma Justiça que não se orienta pela meritocracia, e estabelece firmemente o direito dos sem-direito. A Palavra de Deus necessariamente alarga nossos critérios de julgamento. É mesquinha a justiça que se propõe a dar a cada pessoa aquilo que lhe é devido, sempre estabelecido pelos dominadores.
A parábola do chefe de família que trata com igualdade seus empregados que tem diferentes horas de trabalho está literariamente situada logo após o episódio do jovem rico (cf. Mt 19,16-26), aquele que não aceitara a proposta de partilha inerente ao Reino de Deus, e que provocara o desabafo de Jesus: “Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus...” (19,23). Jesus vai adiante, e nos propõe um horizonte mais amplo e um exemplo concreto. Na parábola em questão, o chefe de família garante a todos os diaristas uma moeda de prata por dia, ou aquilo que é justo, que um trabalhado necessita para viver.
Resultado de imagem para PARÁBOLA DOS TRABALHADOR DA ULTIMA HORA
Alguns trabalhadores contratados começam a trabalhar bem cedo, outros às nove horas, outros ao meio-dia, alguns às três, e outros somente às cinco horas da tarde. A todos, o chefe de família promete um pagamento justo. Enquanto uns labutam um dia inteiro, outros empenham no trabalho apenas algumas horas da tarde. O patrão dá ao administrador a ordem de começar o pagamento por aqueles que haviam trabalhado um tempo mais curto. Aqueles que haviam sido contratados às cinco da tarde se aproximam, com grandes expectativas, mas cada um recebe uma moeda de prata...
Assistindo ao acerto de contas, e vendo o valor recebido pelos peões que haviam trabalhado apenas algumas horas, aqueles que haviam começado nas primeiras horas da manhã pensavam que necessariamente receberiam mais. E não ficam satisfeitos quando recebem o mesmo pagamento dado aos primeiros. À primeira vista, o protesto parece justo, e nosso desejo é fazer coro com eles. Afinal, fazer justiça não significa dar a cada um aquilo que ele merece? Não nos parece justo desconsiderar a diferença entre quem suportou o cansaço e o calor do dia inteiro e quem trabalhou apenas uma hora...
“Tu os igualaste a nós!” Este é o protesto daqueles que se acham no direito de receber mais. A questão não é se precisam ou não, se haviam combinado ou não um pagamento maior. A igualdade não lhes parece uma coisa justa. Não conseguem aceitar uma ética que tem como princípio estabelecer a igualdade fundamental de todos os seres humanos e garantir-lhes a vida mínima. Mas a Justiça do Reino, a Justiça de Jesus, considera que cada pessoa tem direito a receber aquilo que necessita para viver. Uma pessoa jamais perde a dignidade e o direito de ser respeitada e tratada como como sujeito de direitos.
Resultado de imagem para PARÁBOLA DOS TRABALHADOR DA ULTIMA HORAO evangelho de hoje deixa uma pergunta no ar: os peões que se consideram os primeiros e têm dificuldade de aceitar que os últimos sejam igualados a eles não estariam com ciúme da generosidade de Deus? Jesus sublinha que Deus é Pai e sempre age guiado pela sua bondade e não pelos nossos mesquinhos merecimentos. Ele trata cada uma das suas criaturas segundo aquilo que necessitam, e não segundo estreitas leis que ditam o que elas fizeram por merecer. Não esqueçamos que é muito forte ainda hoje a tendência de imaginar um Deus que age com violenta frieza e pune os mais fracos, como se ele fosse um simples reflexo das nossas relações excludentes e violentas.
 Jesus Cristo não deixa dúvidas: Deus dá absoluta prioridade àqueles que as sociedades costumam colocar em último lugar. “Comecem pelos últimos...” Este é o caminho que devem seguir os administradores públicos, privados e eclesiais! Este ensinamento pode parecer muito duro e contrário à corrente das nossas convicções. De fato, desafia as hierarquizações e os sistemas construídos sobre o princípio do mérito, sempre prontos a premiar algumas poucas pessoas bem-sucedidas e a culpabilizar as maiorias, condenando-as violentamente a uma vida que nem merece esse nome.
Deus pai e mãe, bom e compassivo com todas as criaturas: que teu Espírito regue a semente da tua Palavra a fim de que ela germine e frutifique em nós! Que a tua justiça generosa ilumine os julgamentos dos cristãos e das Igrejas. Que a inversão das prioridades em função dos últimos se faça verdade em todos os níveis. Que nós não poupemos esforços para defender os direitos dos humanos e de toda a criação. Oxalá aprendemos de vez que que para os cristãos a posse de bens é licita somente quando está em função da generosidade que dá a cada pessoa aquilo que ela necessita para viver dignamente.  Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf 

Resultado de imagem para PARÁBOLA DOS TRABALHADOR DA ULTIMA HORA

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MISSA ABERTURA DO ANO JUBILAR

Iniciamos nosso ANO JUBILAR com uma celebração eucarística presidida 
por nosso Bispo Dom Liro Mouer e concelebraso pelos sacerdotes
Pe. Rosalvo Frey pároco da Catedral, Pe. Adriano Maslowski formador dos estudantes,
Pe. Léo Konzen e Frei Alceu Filipin carmelita atualmente superior da comunidade de Santa Maria.
No início da celebração os representantes dos grupos eclesiais entraram em procissão 
com os cartazes com imagens do nome de seus grupos e juntamente os ministros da comunidade e com o Bispo e padres concelebrantes.
A celebração foi transmitida ao vivo pelo Face Book da comunidade do Carmelo
Todos os que gostariam de assistir ainda podem fazê-lo acessando este face book. 



  A entrada da Palavra com a linda Gabriela









Leitura proclamada pelo ministro José Vasconcellos


Salmo cantado e tocado pelas irmãs


Evangelho proclamado por Pe. Rosalvo Frey



Imagens do Sagrado Coração de Jesus que foi entregue para os grupos eclesiais 
que irão levar para a suas casas e rezarem pelo ano jubilar e pelas vocações



Preces lidas pelo Senhor Enio Barlete







Abraços da paz





  Comunhão




Dna Léo Fortes representando todos os benfeitores ela que foi a primeira que esteve aqui na chegada das irmãs a 49 anos atras


Dr. Lói Biachi fazendo o lamçamento da revista JUBILAR



Entrega da revista a Ir. Maria a única fundadora ainda na comunidade


 E a Dna Léo Fortes



  Entrega dos Banners aos representantes das paróquias para prepararem o ano jubilar






ILUMINAÇÃO DAS IMAGENS

Celebrando a abertura do ANO JUBILAR em nossa comunidade no dia 16 exatamente as vinte horas e trinta minutos hora em as irmãs fundadoras chegavam neste lugar abençoado onde seria inaugurado o Carmelo, neste ano fizemos a solene iluminação da imagem do Sagrado Coração de Jesus que está na frente do mosteiro e em homenagem aos 300 anos da Aparição da imagem de nossa Senhora Aparecida foi colocada uma imagem dela e também iluminada para a devoção popular. 
São graças derramadas a toda a comunidade que queiram se beneficiar destes símbolos que nos ajudam a chegar mais perto de Deus.





sábado, 16 de setembro de 2017

MEMÓRIAS DA FUNDAÇÃO


Estamos celebrando com grande alegria a abertura do ano Jubilar do Carmelo onde celebraremos no próximo ano os 50 anos de fundação deste mosteiro na Cidade de Santo Ângelo. 
Figura paterna e colabora direta desta obra foi o Professos Marcelo Mioso que Deus o tenha em sua glória. Ele que sonhava com um convento de irmãs Carmelitas nesta cidade e não mediu esforços para que isto se tornasse realidade.
Professosor Marcelo Mioso nutria uma grande admiração pela vida contemplativa, pois o sua vida era voltada para oração e a contemplação e um grande amor para com Deus. Nesta pequena poesia  por ele escrita podemos vislumbrar o que passava em seu coração e como via filhas de Santa Teresa.

A CARMELITA
Quem é aquela lá, ante o sacrário,
Que ajoelhada, humilde assim medita?
Quem é aquela que a Hóstia Branca fita,
E vai desfiando as contas do rosário?

Quem é aquela lá, que assim aflita,
Abraça a CRUZ sangrenta do Calvário?
E as orações do Breviário,
Quem é aquela lá, que assim recita?

Hóstia da Hóstia que no santuário,
Por nosso amor unicamente habita,
Esconsa no silêncio do sacrário,

É a lâmpada que vela, que palpita,
Que morre junto ao Esposo solitário,
Quem é aquela lá? É a Carmelita...

(ano de 1949)

24º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Sejamos incansáveis agentes do perdão e da reconciliação!
A vingança implacável e violenta hoje é quase uma exceção e, por isso, quando ocorre, torna-se notícia. Mas isso não quer dizer que as tensões tenham sido resolvidas e que os débitos tenham sido realmente perdoados e eliminados da convivência social. Os débitos e ofensas tem hoje uma conotação mais psicológica e social que moral, e às vezes se diluem numa situação que se criou sem culpa. Assim, muitos pensam que os pobres, os negros, as mulheres, os indígenas e outros, devem se contentar com um lugar subalterno e marginal, e não são perdoados quando ousam questionar esta ordem desordenada...
A parábola que Jesus propõe no evangelho deste domingo parte de uma pergunta que Pedro faz, como sempre, em nome dos discípulos: até quantas vezes devemos perdoar os irmãos e irmãs? Por trás da pergunta está a experiência viva de uma comunidade que enfrenta situações de tensão, de ofensa e pecado. Pedro não escamoteia esta situação, mas pensa que perdoar até sete vezes seja um inequívoco e suficiente sinal de generosidade. Efetivamente, essa já seria uma radical e corajosa inversão da postura de Lamec, que propunha vingar sete vezes quem agredisse Caim (cf. Gn 4,24).
A resposta de Jesus é contundente: “Não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes!” Sua intenção é clara: o perdão aos irmãos e irmãs não deve ter limites, pois não é uma questão de números, mas de espiritualidade e de ética. E, para ilustrar aquilo que afirma, Jesus conta uma parábola, na qual contrapõe a pratica esperada de um cristão com a de um empregado que, mesmo tendo uma grande dívida perdoada por seu patrão, se nega a perdoar uma pequena dívida do seu companheiro. As ações do rei destoam do ensino de Jesus Cristo, mas Jesus não se preocupa com nossos fajutos pudores morais...
Precisamos também superar uma visão moralista e superficial das ofensas e débitos. A dívida do escravo da parábola é absolutamente impagável: 10 mil talentos equivalente ao tributo que o rei Pompeu exigiu de Israel depois de conquistá-lo! Ademais, o foco do ensino de Jesus nesta parábola não é o nosso pecado, mas o pecado ou a dívida dos irmãos. Muitos pensam que as pessoas nas escalas inferiores devem obediência e respeito às das pessoas das escalas superiores; que os pobres devem se contentar com as migalhas mal-humoradas dos ricos; que os leigos devem se submeter aos ministros ordenados...
O núcleo do ensino de Jesus é a conexão indissociável entre receber perdão e dar perdão. E isso é lustrado na relação que a parábola estabelece entre o perdão de uma enorme dívida, que o empregado recebe incondicionalmente do rei, e a sua falta de compaixão para com o companheiro que lhe devia algo insignificante. Esse empregado se mostra surdo e indiferente aos apelos do irmão, e o trata com violência (agarra, sufoca e joga na prisão). Até seus companheiros ficam impressionados diante de tanta violência. É isso que faz o rei voltar atrás e revelar que sua compaixão não era sincera nem profunda.
É sobre isso é que Jesus chama a atenção: “É assim que o meu pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão!” Se a vontade de Deus, que é estender seu perdão a todas as relações humanas, não for levada a sério, ele se verá forçado a agir como o rei da parábola. Aqui Deus não é o ‘rei dos céus’ mas o ‘pai que está nos céus’, e enquanto pai, nutre e testemunha um amor indiscriminado (cf. Mt 5,45-48), um amor que responsabiliza os discípulos. A misericórdia de Deus é um dinamismo que deve sustentar um modo de vida também misericordioso nos discípulos.
Quem não consegue perdoar, não alcançou a verdadeira liberdade. Viver sob o ressentimento, cobrando eternamente as ofensas cometidas, exigindo o pouco que os outros devem, é uma terrível escravidão que impede nosso amadurecimento humano e espiritual. Paulo diz que que somos nós que devemos amor ao próximo e não eles a nós (cf. Rm 13,8), e pede que sejamos acolhedores e compreensivos com aqueles que se mostram mais fracos na fé. Ele nos ensina que o núcleo da fé não é nossa honra ou nossos méritos, mas Jesus Cristo e seu Reino. “Ninguém vive para si mesmo ou morre para si mesmo. Se estamos vivos, é para o Senhor que vivemos, e se morremos, é para o Senhor que morremos...”
Deus pai e mãe, o resumo da tua palavra é a verdade (cf. Sl 119/118,160). Hoje tua Palavra nos ensina que o perdão, tanto quando é recebido quanto quando é dado, é um dom que nos faz livres e resgata a igualdade essencial de todas as pessoas. Que teu Espírito e a participação na eucaristia, a mesa dos iguais, dos pecadores reconciliados, nos liberte da ira que mutila, das cobranças infantis, das acusações desequilibradas. Faz da nossa comunidade um laboratório de perdão e de igualdade, e, da Igreja inteira, um movimento capaz de fecundar o mundo e a história com a força do perdão. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf