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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 14 de julho de 2018

SEGUNDO DIA DO TRÍDUO

Neste sábado celebramos o segundo dia do tríduo em honra a Nossa Senhora do Carmo. Iniciando as 16 horas a procissão ao redor da quadra do Carmelo com a imagem da mãe, rezando e cantando. Padre Rafael Bakes esteve acompanhando a procissão e foi o presidente da celebração falando sobre Maria e o ano do Laicato. Linda mensagem de esperança e de incentivo deu as pessoas que tem como primeira vocação o Batismo que deve ser vivido todas as horas do dia, deixando o testemunho de cristão lá onde se vive. Agradecemos todas as pessoas que participaram da procissão e da celebração 









TRÍDUO EM HONRA A NOSSA SENHORA DO CARMO

Nesta sexta feira dia 13 iniciamos nosso tríduo em honra a Nossa Senhora do Carmo com o tema Maria e as vocações. Celebrou nosso Bispo Dom Liro ele que estava completando mais um ano de vida. Rezando por um aumento de vocações para toda a Igreja. As pessoas na hora do ofertório tiveram a oportunidade de colocar suas intenções escritas aos pés de Nossa Senhora. No final da celebração nossa homenagem ao Dom Liro com o canto dos parabéns e o recebimento de alguns presentes. Deus abençoe Dom Liro com muitas graças.



















sábado, 7 de julho de 2018

14º DOMINGO DO TEMPO COMUM


Resultado de imagem para 14o domingo do tempo comum ano bNo Evangelho, encontramos a experiência de CRISTO. (Mc 6, 1-6)

Jesus volta a Nazaré e ensina na sinagoga. 
- O povo se admira da sabedoria, dos milagres… e, perplexo, se pergunta:
  "Quem é esse homem? Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria?"
- Este Jesus não podia ser o Messias esperado.
Eles esperavam um guerreiro como Davi, sábio como Salomão.
Não um humilde carpinteiro. Eles o conheciam muito bem:
o carpinteiro, filho de Maria, não poderia ser o enviado de Deus…

- Sua Palavra escandaliza, sua mensagem gera oposição e sua vida cria conflitos. 
  Não conseguem reconhecer em Jesus o Messias esperado e o rejeitam.
  Até os parentes de Jesus não aderem à sua mensagem.
* Quantas desculpas para não aceitar "os Pastores", ou a sabedoria dos "leigos"?
Resultado de imagem para 14o domingo do tempo comum ano b 
- JESUS, decepcionado, concluiu: "Um Profeta não é estimado entre os seus".
   Mas apesar da incompreensão, continuou fiel aos planos do Pai...

+ Quem são os Profetas?
Os "profetas não são pessoas extintas do passado, mas são uma realidade
com que Deus continua a contar ainda hoje para intervir no mundo.
Todo "batizado" tem a sua história de vocação profética...
O Profeta não é o encarregado de fazer milagres e prever o futuro.
Deus espera dele uma coisa: que transmita a sua palavra.
Deus não tem boca e precisa de alguém para ser a sua "Voz".
- Para isso, deve escutar a mensagem de Deus e
  deixar que ela penetre até o íntimo do coração…
  E depois anunciá-la com entusiasmo e fidelidade.

Resultado de imagem para 14o domingo do tempo comum ano b  + Como desempenhar a missão de Profeta?
    Ele deve estar em comunhão com Deus e atento à realidade humana.
    Intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir.
- A denúncia profética implica, muitas vezes, a perseguição, o sofrimento,
  a marginalização e, em muitos casos, a própria morte...
- Normalmente, Deus não se manifesta na força, no poder,
  nas qualidades que os homens admiram tanto.
  Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade,
  nas pessoas mais humildes e despretensiosas...
- As nossas limitações humanas não podem servir de desculpa
  para não realizar a missão que Deus nos confia.
  Se ele nos pede um serviço, também nos dará a força
  para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede.

+ Jesus não fez milagres em Nazaré, porque não acreditaram nele...
   Só a fé dá condições para que os milagres aconteçam...

- Hoje, afirma-se que "Santo de casa não faz milagre".
  Por que será? A culpa é dele ou nossa?
- Conhecemos pessoas, ignoradas ou rejeitadas na própria Comunidade,
  que fazem grande sucesso lá fora?  Por que será?
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+ A Liturgia de hoje nos apresenta três exemplos bonitos:
   Ezequiel, Paulo e Jesus.
   Diante das dificuldades, nenhum desistiu. Lutaram e venceram.

* Nós também podemos nos sentir na mesma situação:
  O testemunho, que Deus nos chama a dar, realiza-se,
  muitas vezes, no meio de incompreensões e oposições…
  Frequentemente nos sentimos desanimados e frustrados
  porque não somos entendidos, nem acolhidos.
  Temos a sensação de que estamos perdendo tempo…
  Jesus nos convida a nunca desanimar, nem desistir:
  Ele sabe como transformar um fracasso num êxito.

Qual a nossa atitude?
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- Nós continuamos a ser a "Voz" de Deus na comunidade, na família,
   mesmo diante das contrariedades e adversidades?
- Valorizamos as pessoas que atuam com dedicação em nossa comunidade,
   acolhendo-as como a "Voz" de Deus?

Façamos nossa profissão de fé, não apenas em Deus,
mas também nas pessoas com quem convivemos…
E veremos, que os santos de casa também farão milagres…

                            Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 08.07.2018

sábado, 30 de junho de 2018

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO


Nada e ninguém consegue algemar o Evangelho de Jesus Cristo!
Resultado de imagem para SAO PEDRO E SAO PAULOConcluímos ontem um mês cheio de memórias de santos populares, mas ainda resta a solenidade de São Pedro e São Paulo. Escutemos e acolhamos com reverência o testemunho destes irmãos maiores, colunas que sustentam as comunidades cristãs. Mas, para chegar à vida real destes personagens é preciso escutar as Escrituras. Se é verdade que Pedro é o primeiro líder dos cristãos e Paulo é o apóstolo dos povos, também é certo que ambos, cada um a seu modo e a seu tempo, foram discípulos de Jesus e passaram por sucessivas crises e dificuldades, provaram a prisão e foram martirizados.
Esqueçamos por um instante a cena contada por Mateus e centremos nossa atenção no acontecimento narrado nos Atos dos Apóstolos. Pedro, o primeiro Papa foi presidiário! “Para que servem as chaves prometidas por Jesus Cristo se não ajudam a soltar as algemas que o prendem ou abrir a porta da prisão, mantida sob rigorosa vigilância?” Pedro estava imerso na penumbra desta e outras perguntas quando uma luz iluminou sua cela, uma mão tocou seu ombro e uma voz ordenou que se levantasse. As algemas caíram, os guardas não viram nada, e a porta que separava a cela da cidade se abriu sozinha...
Por sua vez, Paulo, depois de ter sido um fariseu zeloso e violento e de ter acumulado muitos méritos e honras por causa disso, fez a experiência de ser conquistado por Jesus Cristo e, diante do bem supremo desta acolhida gratuita e imerecida, considerou tudo o mais como lixo e déficit na contabilidade da vida (cf. Fil 3,1-14) e se lançou incansavelmente no anúncio desta boa notícia, especialmente às pessoas e comunidades de origem pagã. O zelo e o ardor que Paulo demonstrara pelo judaísmo se transformou em zelo pela fé em Jesus Cristo. Com isso, perdeu de vez a tranquilidade...
Resultado de imagem para SAO PEDRO E SAO PAULO
Sua complexa trajetória de vida atraiu contra Paulo a desconfiança dos próprios cristãos e o ódio dos seus irmãos judeus. Depois de sucessivos enfrentamentos e perseguições, ele também acabou na prisão. Sendo cidadão romano, exigiu o direito de ser julgado decentemente pelo imperador, e foi conduzido a Roma. Entretanto, ninguém conseguiu colocar sob algemas aquilo que o fazia livre: a Boa Notícia de Jesus Cristo. “Por ele, eu tenho sofrido até ser acorrentado como um malfeitor. Mas a Palavra de Deus não está acorrentada”, escreveu ele ao seu fiel amigo e companheiro Timóteo (2Tm 2,9).
Pedro e Paulo são filhos, irmãos e pais da fé numa Igreja que confirmou com a vida aquilo que anunciou com as palavras. De um lado, Pedro, Paulo e os demais cristãos detidos mantêm contato com as suas comunidades de base, inclusive através de cartas às suas principais lideranças; de outro, as comunidades não ficam indiferentes, apesar da crise de fé provocada por uma perseguição feita em nome de Deus e da religião, assim como pelos riscos políticos e sociais que estas relações implicam. O vínculo entre a comunidade dos discípulos e seus líderes presos se mostra de um modo singelo e comovente no relato dos Atos dos Apóstolos que a liturgia nos propõe hoje (cf. 12,1-11).
Resultado de imagem para SAO PEDRO E SAO PAULOAs escrituras dizem que “enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja orava continuamente por ele.” É neste contexto que Pedro experimenta a presença fiel de Deus também na prisão. Logo que é libertado do cárcere, vai à casa da mãe de João Marcos, onde a comunidade está reunida em oração. 
Quando Rosa, a mãe de Marcos, abre a porta e vê que é Pedro, é tomada de tamanha alegria que o deixa plantado do lado de fora e vai às pressas anunciar a boa notícia à comunidade reunida, a qual pensa que Rosa está doida. Aberta a porta, Pedro entra, e conta entusiasmado o que havia acontecido.
O que sustenta as Igrejas e comunidades cristãs é o encontro com Deus em Jesus Cristo. O que o evangelho de hoje nos propõe é substancialmente isso. Num lugar marcado pelo domínio estrangeiro, Jesus interroga seus discípulos sobre o que pensam dele. E Pedro é o primeiro dentre todos os discípulos a reconhecê-lo e proclamá-lo Messias. Só quem está aberto e sintonizado com a lógica de Deus pode reconhecer sua presença nas ações e palavras deste filho da humanidade, no irmão de todos os seres humanos. Esta é a base sólida sobre a qual Jesus Cristo constrói a comunidade cristã.
Resultado de imagem para SAO PEDRO E SAO PAULOQueridos Pedro e Paulo, apóstolos e irmãos na fé! Com vocês aprendemos que crer, confiar, partilhar e anunciar são os verbos essenciais da gramática e na ação cristã. O verdadeiro discípulo é aquele que conjuga estes verbos em todos os tempos, modos e pessoas. Ajudem-nos a viver de tal modo que, chegando ao entardecer da existência, também nós possamos dizer: “Chegou o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.” Suportando os sofrimentos e incertezas presentes, jamais nos envergonhemos ou desanimemos, pois sabemos em quem acreditamos! Assim seja! Amém!
Itacir Brassiani msf

sábado, 23 de junho de 2018

SOLENIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

João, um profeta que veio para endireitar estradas.
Resultado de imagem para são joão batistaA festa de São João está profundamente arraigada na cultura do povo brasileiro. Em algumas regiões, tornou-se atração turística e é explorada como ocasião para ganhar dinheiro ou consolidar votos. Mas esta é uma festa que só aparentemente se distanciou do seu nascedouro bíblico e profético. Pois a alegria simples e inocente que a caracteriza brota da certeza de que Deus não esquece a aliança que fez conosco, visita e liberta seu povo, e envia profetas e profetizas que preparam caminhos novos. Por isso, celebremos este dia com a alegria que brota da liberdade que virá e com a coragem de João.
A festa de hoje não exige megaprodução. Bastam uma pequena fogueira e alguns fogos de artifício, algumas roupas simples e baratas, uma banda improvisada e capaz de tocar a alma popular, alimentos que custam pouco e têm sabor de intimidade, bandeirinhas coloridas nos varais e balões levados ao sabor do vento... Os degraus do poder são substituídos pela roda que a todos iguala nas mãos dadas. A seriedade dos comandantes e a resignação dos que devem obedecer o ritmo de produção ditado pela sede de lucro dão lugar a uma alegria que não há como esconder, uma alegria que lança raízes no passado bíblico que nos pertence e se embebeda das luzes de um mundo que está por vir.
De repente, os operários viram artistas, os camponeses se revelam bailarinos, os coadjuvantes são protagonistas. A alegria, assim como a irreverência, têm raízes bíblicas e força revolucionária. Não se trata da alegria forçada pelas drogas, nem da felicidade histérica de quem se deleita nos bens subtraídos aos homens e mulheres que os produzem, e também não é a alegria produzida artificialmente por líderes religiosos sequiosos de domínio e de riqueza, ou por estrelas políticas e midiáticas que seduzem incautos mas duram pouco mais que uma noite.
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Trata-se da alegria que brota da descoberta de que Deus olha para as mãos calejadas, para os rostos sofridos, para os corpos vergados e os corações partidos e os vê e proclama cheios de graça, plenos de charme. “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo! Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,28.42). Como Maria na casa de Isabel, alegramo-nos porque Deus olha para a humilhação dos seus filhos e filhas; porque sua misericórdia se estende de geração em geração; porque ele mostra a força do seu braço, derrubando os poderosos dos tronos e elevando os humildes...
Assim, a alegria inocente e despojada das festas juninas tem raízes na história da salvação, que atravessa e supera a história da opressão e que está ainda hoje em curso. O nascimento de João representa a delicadeza de um Deus que levanta o manto da vergonha e da dor que, numa sociedade machista, pesa sobre uma mulher idosa e sem filhos (cf. Lc 1,25). Quando o menino nasce, a vizinhança toda se alegra com mais esta demonstração da misericórdia de Deus. E a razão dessa alegria está no próprio nome dado àquele prodígio nascente: “João é o seu nome!”, dirá Zacarias, acatando a decisão de Isabel.
João significa literalmente ‘Deus age com misericórdia’. Dando este nome ao filho, Zacarias e Isabel rompem com a tradição e renunciam ao hábito de fazer do filho um espelho dos desejos do pai. João será profeta, e não sacerdote, como o pai. Nas palavras de Zacarias, ele será ‘profeta do Altíssimo’, irá à frente do Senhor, ‘preparando os seus caminhos, dando a conhecer ao seu povo a salvação, com o perdão dos pecados, graças ao coração misericordioso do nosso Deus’ (cf. Lc 1,76-78). Segundo os evangelhos, João despertará a ira de Herodes por denunciar seu casamento com a cunhada (cf. Mc 6,17-18).
Resultado de imagem para são joão batistaMas João é muito mais que um pregador preocupado unicamente com a moralidade matrimonial...  Ele é um autêntico profeta, na linha dos grandes profetas de Israel. Ele exige mudanças radicais, tanto o âmbito pessoal como na esfera social. Eis sua voz: “Preparai os caminhos do Senhor; endireitai as veredas para ele. Produzi frutos que mostrem vossa conversão. Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo...” Trata-se de uma vocação exigente, e parece que o próprio Zacarias inicialmente não a entende ou não a aceita a vocação profética do filho.
Deus dos humildes, pai e mãe dos profetas e profetizas, razão da nossa alegria: te agradecemos pelos homens e mulheres que continuas enviando para transformar desertos em jardins e acender teu fogo no mundo. Eles se chamam João, Adelaide, Pedro, Oscar, Ezequiel, Sepé, Dorothy. Mas seus irmãos e irmãs menos famosos se chamam José, Tião, Rosa, Maria, Tonico, Zeca, Antônio, Severino, Josefa..., gente que faz parte da imensa caravana de homens e mulheres que vivem uma alegria autêntica e simples, inocente e solidária, despojada e profética, um precioso tesouro do povo brasileiro. Bendito sejas para sempre!
Itacir Brassiani