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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 24 de março de 2018

DOMINGO DE RAMOS


Jesus, irmão e servo, é exemplo e caminho para a Igreja!
Image result for domingo de ramos 2018Depois de cinco semanas de preparação, abrem-se as portas de uma semana que vale uma vida. Com ramos, flores e cânticos, caminhamos pelas ruas e reunimo-nos nos templos, não para gritar que “bandido bom é bandido morto” ou para pedir a volta da ditadura militar, mas para aclamar nosso líder manso e humilde. “Bendito aquele que vem em nome do Senhor!” Sabemos que só alguém infinitamente grande é capaz de fazer-se tão pequeno e tão próximo. Nesta santa semana, recordamos mais uma vez que Jesus Cristo, para sublinhar que somos todos irmãos, nos oferece generosamente sua vida desdobrada em serviço, bebe o cálice do martírio num só golpe e realiza plenamente a vontade do Pai.
Para entender a entrada de Jesus em Jerusalém precisamos abandonar as imagens e fantasias de poder que nos habitam. Não há nada de triunfal. Jesus vem da Galileia e entra na capital do seu país montado num jumento. Nada de cortejos de honra, de generais e de cavalos vistosos. Jesus chega a Jerusalém como sempre foi: um servidor, um simples homem, esvaziado de interesses escusos e submisso às necessidades dos outros. A aclamação do povo da periferia, que o considera filho e herdeiro de Davi, contrasta com a fria acolhida por parte do povo da capital e com o medo dos próprios discípulos. A escolha do jumento é uma provocação aos líderes militares, passados ou esperados.
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O povo que acompanha Jesus na sua entrada em Jerusalém aclama entusiasmado o despontar do reino messiânico inspirado em Davi e a chegada do líder enviado por Deus. Jesus, porém, não realiza as ações poderosas que eles esperavam: depois de entrar na cidade, chega ao templo, olha tudo e se retira em Betânia sem fazer nada.  Ele é o ouvinte da Palavra do qual fala o profeta Isaías, e dessa escuta o que brota é uma palavra que desperta os adormecidos e encoraja os acorrentados pela doença e pelo medo.
O entusiasmo suscitado naquele pequeno grupo de gente que vinha do interior não se sustentará por muito tempo. Os gritos de ‘hosana’ – Deus, socorre-nos! – logo serão substituídos pelo insolente pedido ‘crucifica-o’, fruto da frustração das esperanças populares manipuladas interesseiramente pelas autoridades. Os próprios discípulos, que haviam acompanhado Jesus e ouvido suas lições, sentem-se irremediavelmente desorientados e defraudados em suas expectativas. Mas nem a divisão que se cria entre os discípulos, nem a real possibilidade da traição fazem Jesus mudar seu plano.
É verdade que Jesus sente-se abatido e chega a perguntar-se sobre o rumo que deve seguir. No momento crucial, depois da festa de acolhida e da ceia de despedida, ele enfrenta um discernimento difícil. Pede aos discípulos que fiquem com ele e vigiem. “Tudo é possível para ti. Afasta de mim este cálice!” Essa experiência permanece como um alerta para os discípulos e discípulas que aderem a ele esperando facilidades e sucesso. “Vigiem e rezem para não caírem em tentação.” Para Jesus, oração é o momento de confronto profundo com a vontade do Pai, com a missão escrita em caracteres confusos e exigentes.
Image result for domingo de ramos 2018Os discípulos não entendem nada e tem medo, Pilatos escolhe o caminho mais fácil: lavar as mãos, fazer a vontade da maioria e, assim, receber o apoio popular que faltava ao seu poder despótico. É o fácil caminho da indiferença diante da dor dos outros, da rápida incriminação dos lutadores, da alegre bajulação dos poderosos, da arrogante pretensão de ser o único artífice do próprio bem-estar. Aquele que o povo simples havia saudado na entrada da cidade como quem vinha e agia em nome de Deus, permanece fiel e acaba preso, abandonado pelos próprios discípulos, condenado e pregado na cruz.
A cruz era considerada um lugar terrivelmente vazio da presença de Deus, a negação mais absoluta de qualquer forma de liderança, sinônimo de horror, de fracasso, de culpa, de impotência, de abandono. Tanto para os fiéis judeus como para os soldados romanos, mas até para os discípulos, a crucifixão representava a completa negação do ser humano, a mais radical falta de sentido. Por isso, a provocação dos soldados faz sentido: “O Messias, o rei de Israel... Desça agora da cruz para que vejamos e acreditemos”. Jesus não desce, porque não veio para ser servido e bajulado, mas para servir...
Image result for domingo de ramos 2018Deus Pai e Mãe, compassivo e misericordioso! Nós te louvamos e agradecemos pelo dom da vida, da filiação e da fraternidade. Em sua misericórdia, teu filho se fez irmão de todos, servidor dos empobrecidos e sofredores, e despertou neles a esperança de vida plena e exuberante. Envia-nos teu Espírito. Que ele guie a tua Igreja e a converta, a fim de que ela seja sempre mais ouvinte e comunicadora da tua Palavra, missionária e servidora do mundo. E não se furte de lutar para que sejamos um país civilizado e fraterno, uma nação na qual todos os cidadãos sejam reconhecidos em sua dignidade. Assim seja! Amém!
Itacir Brassiani msf

sábado, 17 de março de 2018

QUARESMA: TEMPO DO PERDÃO


Ele não só pregava, como praticava o que pregava
Image result for perdãoDe todos os ensinamentos de Jesus, aqueles sobre o perdão estão entre os de mais revolucionário impacto na história do pensamento humano. E Ele não só pregava o perdão como ainda o demonstrava, inclusive para com aqueles que o crucificavam. “Perdoai-os, Pai, porque eles não sabem o que fazem”.
O perdão pode ser extremamente difícil de viver, mas é essencial para a vida cristã. É uma das características intrínsecas do cristianismo e, estranhíssimas ao antigo mundo pautado pela vingança e pelo dente por dente. Aliás, foi justamente esta uma das parte da Boa Nova de Cristo que mais atraíram pessoas para a fé cristã.

Repassemos as palavras de Jesus sobre o perdão. Respondamos ao seu chamado a ir além dos nossos rancores e durezas de coração para acolher e transmitir o amor misericordioso de Deus por toda a humanidade – inclusive por aqueles que crucificam Jesus (e, se tivermos vergonha na cara suficiente para admitir, nós estamos entre eles).
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Aqui vão cinco das mais poderosas palavras de Jesus sobre o perdão.

Mt 18, 21-22:
“Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

Mt 6, 13-15:
“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”.

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Mc 11, 25-26:
“E quando vos puserdes de pé para orar, perdoai, se tiverdes algum ressentimento contra alguém, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. Mas se não perdoardes, tampouco vosso Pai que está nos céus vos perdoará os vossos pecados”.

Lc 17, 3-4:
“Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe. Se pecar sete vezes no dia contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: Estou arrependido, perdoar-lhe-ás”.

Lc 23, 34:
“E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles dividiram as suas vestes e as sortearam”.
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5º DOMINGO DA QUARESMA


O cristão crê na força da semente: morrendo, produz vida!
Image result for 5º Domingo da quaresma 2018Estamos entrando na última etapa da nossa caminhada de preparação para a grande festa da vitória da fraternidade sobre a violência, do serviço sobre a prepotência, do servo sobre o senhor. Como o grupo de gregos do evangelho deste domingo, nas quatro semanas que passaram ouvimos falar de Jesus, procuramos conhece-lo, e agora pedimos com insistência: “Queremos ver Jesus!” Estejamos pois muito atentos, sintonizemos bem nossos ouvidos e fixemos nosso olhar no mistério profundo que se desvelará progressivamente na semana santa. O segredo de Deus se assemelha ao mistério da semente...
Jesus recém havia realizado um sinal que impressionara a muitos, devolvendo a vida ao amigo Lázaro. Quando voltou a Betânia, Marta, Maria e o próprio Lázaro ofereceram-lhe um jantar de agradecimento, e Maria ungiu seus pés com um perfume precioso, sob o olhar reprovador de Judas e dos fariseus. Em seguida, Jesus foi a Jerusalém e entrou na cidade montado num jumento, acompanhado de uma multidão que o aclamava como Messias libertador. “Todo mundo vai atrás de Jesus”, constatavam contrariados os fariseus. De fato, as autoridades religiosas estavam preocupadas com a crescente fama de Jesus.
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É nesse contexto que alguns crentes de origem pagã, excluídos da plena cidadania de Israel, chegando a Jerusalém para a festa da páscoa, tomam distância da religião do templo e manifestam a Filipe o desejo de ver Jesus. Filipe não se sente em condições de dizer “venham e vejam!” (cf. Jo 1,46), e procura André, que, como ele, era discípulo de Jesus. Juntos, Filipe e André comunicam a Jesus o desejo daquele grupo de estrangeiros. Enquanto as autoridades, que se consideravam os verdadeiros adoradores de Deus, procuram um jeito de prender Jesus (cf. Jo 11,57), os pagãos, tratados como crentes de segunda classe, manifestam o desejo de conhecê-lo, e o evangelista faz questão de ressaltar esse paradoxo.
É interessante notar a reação de Jesus frente ao pedido desses judeus de origem pagã. Ele poderia aproveitar a oportunidade para aumentar sua fama, colhe o momento para desenvolver uma catequese profunda e exigente sobre o seu messianismo. Jesus responde declarando que sua Hora está próxima e que logo mais sua Glória será plenamente conhecida. Essa Hora é a meta da sua vida, mas está envolta em mistério e provoca medo. A assinatura da nova aliança visualizada por Jeremias tem um custo que assusta o próprio Jesus. Sua Hora é a paixão por amor, sua Glória é a cruz.
Image result for 5º Domingo da quaresma 2018A glória do Filho do Homem – assim como a glória dos filhos e filhas de Deus – está muito longe de se identificar com a fama e o sucesso. O brilho de Deus se assemelha ao mistério da semente. “Eu garanto a vocês: se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morre, produz muito fruto.” A conquista da fama e do poder de comandar e ordenar, em vez de ser portadora de glória, é caminho para a esterilidade e a solidão. Só o dinamismo de um amor que leva à doação radical de si mesmo a fundo perdido tem futuro e é digna de louvor. Mas este caminho nunca foi e não é fácil...
O que impressiona é que, no exato momento em que sua fama ultrapassa os estreitos limites do judaísmo, Jesus aceba para o mistério da semente, abre-nos seu coração e nos revela sua vulnerabilidade. “Agora estou muito perturbado. E o que vou dizer? Pai, livra-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, manifesta a glória do teu nome.” A possibilidade do martírio desestabiliza o próprio Filho de Deus, mas esse é o testemunho inequívoco de amor e o ápice da vida cristã. Este é o caminho que nos conduz à verdadeira liberdade e a uma vida plena de sentido.
O Messias é vulnerável, e assumindo essa condição comum aos seres humanos, nos salva. A carta aos Hebreus diz sem titubeios: “Durante sua vida na terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus em alta voz e com lágrimas ao Deus que o podia salvar da morte.” A assunção dessa condição humana encarna e exemplifica sua obediência e sua perfeição. E é assim que ele se torna fonte na qual também nós podemos beber liberdade, salvação e vida plena. Jesus Cristo é o Messias de Deus que, inspirado no mistério da semente, mergulha fundo na debilidade humana e a assume como caminho de humanização.
Image result for 5º Domingo da quaresma 2018Jesus de Nazaré: também nós desejamos ver-te de perto, ouvir tua palavra, seguir teus passos. Tu és um profeta que se entrega sem reservas ao sonho de mudar o mundo e de revelar o rosto de um Deus que é pai e mãe. Por isso, assumes a vulnerabilidade e a conflitividade, desces ao fundo da condição humana e aceitas ser elevado na cruz, entre criminosos desprezados. Imprime tua força em nosso coração. Renova tua aliança conosco. Ajuda-nos a ser semente que aceita corajosamente a morte para frutificar abundantemente. Ensina-nos o que realmente significa obedecer ao Pai. Assim seja! Amém!
Itacir Brassiani msf

sábado, 10 de março de 2018

4º DOMINGO DA QUARESMA



A Quaresma é um tempo oportuno para purificar idéias
Image result for TEMPO DA QUARESMAe atitudes de nossa vida cristã. Muitas vezes somos levados
a ter de Deus a imagem de um juiz severo e castigador...
Será essa a verdadeira imagem de Deus que devemos ter?

A Bíblia tem uma imagem bem diferente:
- Um Deus Criador e Amigo... que dialoga com Adão...
- Um Deus que faz uma Aliança de amizade com o seu povo...
- Um Deus-conosco ("Emanuel")... que caminha com o povo...
- Um Deus que liberta... e salva...
- Um Deus misericordioso, que perdoa...
- Um Deus Pai... sempre disposto a acolher o filho pródigo...
  O castigo é um remédio extremo para que se arrependa e volte à amizade.

A 1a leitura revela a Justiça e a Misericórdia de Deus
no tempo do exílio e da libertação.  (2Cr 36,14-16.19-23)

Image result for TEMPO DA QUARESMAÉ um resumo da História da Salvação, em três momentos:
O Pecado do homem, o Castigo e o Perdão de Deus.
O Povo foi infiel à Aliança. Por isso, Jerusalém foi destruída e
sua elite foi deportada para a Babilônia.
Mas Deus não abandona o povo, apesar das infidelidades. 
O povo arrependido voltou seu coração para Deus e
Deus o conduziu de volta à sua terra.
Deus é mais misericórdia, do que justiça...
 
Na 2a Leitura Paulo afirma: "Deus é rico em misericórdia...
deu-nos a vida juntamente com Cristo,
quando estávamos mortos por causa de nossas faltas." (Ef 2,4-10).

A Salvação é um dom de Deus: a salvação, presente de Deus,
chega a nós mediante a fé em, por e com Cristo...

No Evangelho, Jesus se revela como Salvador e não Juiz.
A missão de Cristo no mundo e na história é salvar e não condenar. (Jo 3,14-23).

É a conclusão do diálogo de Jesus com NICODEMOS,
que nas  "trevas da noite", vem falar com Jesus à procura de "Luz".
No final, descreve o projeto de Salvação de Deus:
"Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu próprio filho e
este não veio para julgar o mundo, mas para salvá-lo".
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No deserto, os hebreus olhavam para a serpente
levantada por Moisés como sinal de cura e libertação.
Faz lembrar a cruz onde foi levantado o Filho do homem.
Da Cruz de Jesus brota a vida e a saúde para toda a terra.
Ao olhar com fé para esse sinal, ficamos curados...
O texto nos convida a contemplar uma História maravilhosa:
O Amor de Deus oferece ao homem vida plena e definitva.
Aos homens compete aceitar ou não o dom de Deus.
Jesus não veio condenar e excluir ninguém da salvação.
Ele é a luz divina enviada ao mundo para mostrar
o caminho da verdade e da vida que conduz a Deus.
As pessoas podem rejeitar Jesus e sua missão,
permanecendo nas trevas do egoísmo, rejeitando Jesus e sua missão;
ou então aceitar Jesus e seguir seu projeto,
deixando-se envolver pela luz da fé e da salvação.

João define o caminho para chegar à vida eterna:
CRER EM JESUS:
- Não é uma mera adesão intelectual a umas verdades
  mas acolher JESUS enviado pelo amor do Pai para salvar os homens.
- É escutar Jesus, acolher a sua mensagem e segui-lo nesse caminho.
- É deixar as trevas e caminhar para a Luz… É aceitar essa Luz...
  Isso supõe desfazer-se de muitos projetos pessoais.
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E o julgamento final como fica?
Muitos imaginam um Deus severo,
que vai analisar tudo com rigor até os mínimos detalhes.
Seria então Ele um Pai, que ama os bons e os maus, como ensinou Jesus?

- Segundo João, o julgamento não é pronunciado por Deus,
  mas pela escolha que cada um faz diante da Luz de Cristo.
 "Quem nele crê, não é condenado.
  Mas quem não crê, já está condenado...
  A Luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas."

Por isso, a decisão no julgamento:
- não é propriamente Deus que faz... somos nós que escolhemos...
- não é apenas no fim do mundo, mas é aqui e agora.
Cada instante da vida é tempo de salvação ou de condenação...

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Salvam-se os que praticam a Verdade e se aproximam da "Luz".
Condenam-se os que praticam o mal e preferem as "trevas".
A salvação é um dom gratuito de Deus oferecido a todos...
Tudo depende da nossa aceitação ou não à proposta de Cristo.

O Evangelho fala do amor de Deus
que chega ao ponto de dar o seu próprio Filho
e insiste também na responsabilidade do homem,
que deve fazer uma escolha diante dessa proposta de amor.
Cristo quer ser o nosso Salvador, não o nosso Juiz...

Qual será a nossa escolha? Preferimos a Luz ou as Trevas?

 Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 11-03.2018

MANEIRAS DE SER FELIZ


Você pode ser muito mais feliz tirando estes obstáculos do seu caminho
Tudo o que repetimos inúmeras vezes, com o tempo, pode ser entendido pelo cérebro como verdade.
Somos responsáveis pelas coisas que repetimos.
A forma como falamos e pensamos e as coisas que fazemos afetam drasticamente a nossa vida.
Abaixo, segue uma lista de hábitos autodestrutivos que você deve se esforçar para deixar de fazer ainda hoje.

1- Culpar outras pessoas pela sua infelicidade
Ninguém está aqui para dizer que pessoas não te fizeram mal, mas a maneira como você segue e se reconstrói após situações ruins é o que definirá o seu futuro. É aquela velha história: não podemos mudar o que aconteceu, mas podemos mudar o nossos olhar com relação ao que aconteceu. Também é importante lembrar que perdoar não é ficar junto, perdoar é voltar a ser feliz e seguir em frente. Procure ajuda, faça terapia, mas não pare no tempo em que foi ferido(o). O caminho é para frente.
2- Repetir frases que te depreciam e generalizá-las:
Sou um completo fracassado;
Nunca vou dar certo na vida mesmo;
Nenhum namorado meu presta;
Tudo acontece comigo;
Todas são mais bonitas do que eu.
Perceba que, no uso dessas frases, além do conteúdo negativo, existem palavras que generalizam o comportamento: sempre, nunca, completo, todas, nenhum. Essas são palavras perigosas porque dizem ao seu cérebro que você não tem outra alternativa a não ser permanecer um fracasso, infeliz, solteiro e azarado (entre outras coisas). Preste muita atenção nessas frases e pare hoje mesmo de usá-las.
3- Buscar a perfeição
Deixe a perfeição idealizada em seu lugar dentro da filosofia de Platão. Na maioria das vezes, perdemos tempo demais em busca do inatingível, mas a única coisa que essa busca indica é o nosso medo de errar e de não sermos aceitos. Lembre-se de que “feito é melhor que perfeito” e diferencie em sua vida quais são realmente os aspectos que exigem maior esmero.  Em geral, são poucas as profissões e hábitos que realmente exigem um resultado perfeito.
4- Procrastinar
Todas as vezes que postergamos a resolução de um assunto ou a execução de uma tarefa importante, criamos mais uma problemática que é a culpa por não ter feito o que devia ter sido feito. Lembre-se daquele sábio conselho de mãe: “faça primeiro o que gosta menos, aí você já fica livre para fazer o que quiser”. A princípio, o conforto de fazer o que se gosta mais é muito atraente, mas a sua paz posterior valerá a pena.
5- Não ter palavra
Não seja ingênuo de pensar que você não depende das pessoas. Não seja bobo de acreditar que seu crédito com quem gosta de você é eterno. As relações são baseadas na troca e no cuidado mútuo. Quem não tem palavra não é indicado. Quem não tem palavra não é respeitado. Se você disse que faria algo, faça. Se não puder fazer, ofereça uma excelente (e verdadeira) justificativa. Agora, se você não pode fazer, aprenda a dizer não!
6- Sempre priorizar outras pessoas
No tópico anterior mencionei o “Aprender a dizer não” , pois ele é o o principal problema de quem tem medo de não ser amado e deixa de priorizar a si mesmo para priorizar as coisas do outro. Ser “bonzinho” demais também é uma atitude autodestrutiva se esse “bonzinho” envolver o sacrifício de si mesmo.
7- Mendigar afeto
Amor e afeto são coisas que não se vende, não se compra e muito menos se mendiga. Se você os está mendigando existe algo errado com você (ou com a outra pessoa) e é bom cuidar disso o mais rápido possível.
8- Não perceber seus próprios valores
O ser humano é um “bichinho esquisito” que sempre prioriza o que não tem em detrimento do que tem, logo, pode ter uma lista imensa de qualidades e passar a vida sem percebê-las ou valorizá-las.
9- Mudar de humor como quem muda de camisa
Todo mundo têm oscilações de humor e, para que elas sejam consideradas normais, elas devem ser consequência de acontecimentos que afetam o momento da pessoa (uma notícia ruim, um maltrato, um atraso, etc). É importante, porém, dar atenção a dois aspectos: 1- se o seu humor muda com frequência sem motivo aparente, isso pode estar relacionado a um transtorno de humor e você pode precisar de ajuda médica. 2- se você tem mudanças de humor e perde o dia e por causa de um acontecimento e não consegue se reequilibrar durante horas, também é indicativo de que precisa de ajuda de um profissional da saúde mental.
10- Vitimismo e autopiedade
As vítimas chamam a atenção das pessoas justamente por suas mazelas. São aquelas que os outros olham e chamam de “coitadinhas”. Entretanto, toda vitima recebe uma atenção derivada da sua desgraça e o perigo consiste na pessoa aprender a sobreviver baseada apenas nos ganhos secundários da atenção que recebe por ser um (a) sofredor (a). Todos têm o direito de sofrer e vivenciar as suas dores e lutos pessoais, mas é preciso cuidado para que a dor não se torne a principal marca de sua identidade.
11- Comprar mais coisas do que precisa
“Todo excesso revela uma falta”. Comprar demais indica uma tentativa de preenchimento de outros aspectos da vida que talvez não estejam tão bem e precisam de cuidado emocional. Outro problema do excesso de compras são as dívidas, pois normalmente quem gasta demais, gasta mais do que tem.

12- Medo da Mudança
Quanto maiores são a segurança e a estabilidade, menor é a liberdade. Liberdade envolve abrir-se para o novo, ousar, arriscar e sair da zona de conforto. Muitas pessoas passam suas vidas presas a coisas, pessoas e lugares porque têm muito medo da mudança. Quem não muda, paralisa. Quem paralisa, atrofia em vida, sonhos e criatividade. O medo da mudança talvez seja o “hábito” mais danoso que alguém pode carregar consigo.