NÃO À GUERRA ENTRE NÓS!
Também para Jesus, a Lei é importante, mas já não ocupa o
lugar central. Ele vive e comunica outra experiência: o reino de Deus está
chegando; o Pai está procurando abrir caminho entre nós para criar um mundo
mais humano. Não basta cumprir a lei de Moisés. É necessário abrirmo-nos ao Pai
e colaborar com ele para tornar a vida mais justa e fraterna.
Por isso, segundo Jesus, não basta cumprir a Lei, que ordena
«não matarás». É necessário, também, arrancar da nossa vida a agressividade, o
desprezo pelo outro, os insultos ou as vinganças. Aquele que não mata cumpre a
Lei, mas se não se liberta da violência, no seu coração não reina, todavia,
esse Deus que procura construir conosco uma vida mais humana.
Por outro lado, as conversas estão frequentemente tecidas de
palavras injustas que espalham condenações e semeiam suspeitas. Palavras ditas
sem amor e sem respeito que envenenam a convivência e fazem mal. Palavras nascidas
quase sempre da irritação e da mesquinhez.
Este não é um acontecimento presente apenas na vida social.
É também um grave problema no interior da Igreja. O Papa Francisco sofre ao ver
divisões, conflitos e confrontos de cristãos em guerra contra outros cristãos.
É um estado de coisas tão contrário ao Evangelho que sentiu a necessidade de
nos dirigir uma chamada urgente: «Não à guerra entre nós».
José Antonio Pagola
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