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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Mês Vocacional


Agosto é o Mês Vocacional, dedicado à reflexão sobre as vocações em geral. Neste mês, costuma-se celebrar as diferentes vocações por semana:
Primeiro domingo: vocação sacerdotal;
Segundo domingo: vocação familiar, dos pais;
Terceiro domingo: vocação à vida consagrada dos religiosos e das religiosas;
Quarto domingo: vocação do laicato na Igreja, ministérios leigos e catequistas.
Partilhamos com vocês uma linda reflexão de Dom Jaime Arcebispo de Porto Alegre sobre as vocações. E procuremos nós ficar atentos a voz de Deus que continua nos chamando independente do caminho que estamos já seguindo ou a vocação que estamos assumindo, pois o mês vocacional não é só chamado, mas resposta.

“Escreveu o Papa Francisco: “A vocação é fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor de uns aos outros, que se faz serviço recíproco, no contexto de uma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si”.

Todos nós desejamos uma vida bem vivida. Almejamos uma vida com sentido. Nossas buscas, projetos e sonhos se sustentam a partir de um horizonte de vida sólido. A pergunta, talvez, sempre necessária, é: o que significa uma vida, uma existência com sentido? A partir de onde se encontra sentido para a própria vida? Aqui certamente se expressa o nobre, digno e necessário serviço junto, especialmente, a nossos adolescentes de orientar, dialogar e auxiliar; afinal, perceber qual o caminho de vida que vem ao encontro das tendências, dotes e mesmo necessidades pessoais, nem sempre é tarefa fácil.

Uma história, pertencente à tradição hebraica, pode auxiliar na compreensão dos desafios característicos quanto à necessidade de realizar uma opção de vida. Diz a história: “Um certo rabi procurou seu mestre, suplicando-lhe: ‘Indicai-me um caminho universal para o serviço a Deus’. O mestre respondeu: ‘Não se trata de dizer ao homem qual caminho deve percorrer, porque existe uma estrada por meio da qual se segue a Deus por meio do estudo, outra, por meio da oração, e outra, por meio do jejum, e ainda outra comendo! É tarefa de cada homem conhecer bem a direção de qual estrada o atrai, o próprio coração e depois escolher aquela estrada com todas as forças’”.

A pessoa humana é única. Possui uma tarefa intransferível. Cada ser humano é convocado a testemunhar sua irrepetibilidade. Para isso, se faz necessário o conhecimento de si mesmo, das próprias qualidades e tendências essenciais. Considerando esse conjunto de elementos, é possível sondar um caminho de vida.

A escolha de um caminho de vida requer muito mais que a opção por uma determinada profissão. Profissão tem a ver com preparação técnica, competência, eficiência produtiva, ganha-pão, função social, status, reconhecimento externo. Tudo isso pressupõe decisão pessoal, realização, chamado interior, paixão, amor e gosto pelo que se faz, ou seja, pressupõe vocação. Assim, retomando a história da tradição hebraica, pode-se perceber que o “serviço de Deus” requer muito mais que somente profissionalismo. Exige escuta do próprio coração, para conhecer bem a direção de qual estrada ele o atrai.

A vocação se orienta eminentemente para um futuro. Ela se realiza, sim, no presente, mas orientada para um futuro. Por isso, pode-se afirmar que vocação é uma tarefa em constante realização. Da profissão, nos aposentamos. Já aquilo que denominamos vocação perpassa todas as fases da existência.
 

A escuta do próprio coração requer sintonia, escuta, disposição para acolher aquilo que a vida solicita. Escuta e compreende tal solicitação quem cultiva a afeição, a cordialidade, o amor, o respeito pela própria condição. Para nós, cristãos e cristãs, a condição é de filhos e filhas, seguidores e seguidoras do Senhor, caminho, verdade e vida.

Jesus – caminho, verdade e vida – percorria as cidades e aldeias... Contemplando a multidão, encheu-se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como um rebanho de ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe” (Mt 9,35-38)

Oxalá possamos cooperar para que homens e mulheres, especialmente os adolescentes e jovens, saibam e possam corresponder à vocação recebida, e serem no mundo cooperadores do Senhor na construção do Seu Reino!

Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre

Um comentário:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Todos os dias é tempo de oração.
Estes temas para o mês de Agosto serão sem dúvida uma forma de caminharmos todos no sentido da vida plena em Deus e da nossa vocação nesta Igreja a que pertencemos.
Cada um de nós tem uma missão e deve cumpri-la com alegria,amor e muita perfeição.
Não se pode repartir em dias alternados o facto de ser pai com amor ou alguém que olha os filhos como estorvo.