A data foi instituída pelo,
na época, Papa João Paulo II, em 30 de abril do ano de 2000. O Domingo da
Misericórdia é dedicado, especialmente, para o grande anúncio do amor
misericordioso de Deus, que vem até nós em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Para
isso, além das indulgências do Ano Santo, também neste Segundo Domingo da
Páscoa concede-se indulgência plenária aos que participam da Eucaristia e
procuram se configurar sob as condições pré-estabelecidas: Confissão
Sacramental, Comunhão Eucarística e orações segundo a intenção estabelecida
pelo Sumo Pontífice.
São João Paulo II instituiu, no ano 2000, a Festa da
Misericórdia no 2º Domingo da Páscoa. O Pontífice faleceu no dia 02 de abril de
2005, que na época coincidiu com a véspera desta festividade. João Paulo II e
João XXIII foram canonizados em 27 de abril de 2014, durante o Domingo da
Misericórdia.
Neste ano, temos a graça especial de celebrarmos o Ano Santo
da Misericórdia. O lema escolhido para esse jubileu extraordinário é um chamado
à vivência concreta da fé e a misericórdia: “Misericordiosos como o Pai” (Lc
6,36). O Papa estabelece que em todas as Dioceses, Santuários, Paróquias,
Comunidades cristãs aconteça a celebração deste ano santo como um acontecimento
de graça e renovação espiritual. Além disso, o Santo Padre recomenda a
revitalização das obras de misericórdia corporal e espiritual fixadas pela
Igreja, para entrarmos no coração do Evangelho, onde os pobres são os
privilegiados da misericórdia divina. Obras de misericórdia corporal: “dar
comida aos famintos, bebida aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos,
visitar os doentes e enterrar os mortos”. Muitas dessas obras podem ser
incrementadas participando de algumas pastorais e movimentos. Obras de
misericórdia espiritual: “aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes,
admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com
paciência as pessoas inconvenientes, rezar pelos vivos e defuntos”. (MV n.15).
Aprendamos, portanto, no Ano Santo da Misericórdia, a ser misericordiosos uns
com os outros para merecermos a misericórdia de Deus.
Devemos neste dia acolher a misericórdia em nossas
paróquias, famílias e, sobretudo, em nosso coração. Que Jesus misericordioso, o
Senhor Ressuscitado, seja a luz em nosso caminho e faça com que sejamos luz
para toda a humanidade que tanto necessita do amor, da paz, da união e,
sobretudo, da misericórdia.
Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro,
RJ