Meditando com a Elevação da Santíssima Trindade
17- Ó MEU CRISTO AMADO, CRUCIFICADO POR AMOR
Cristo é o amor da vida de Elisabete. Ela quer ser como Ele. O Mistério da Paixão e Morte de Jesus impressiona a Elisabete. Com o que ela reza a seguir tem-se a impressão de que quer dar um alívio, abrandar a imensidade de sua dor, até fazê-la desaparecer. É o tema de fazer companhia a Jesus que torna a aparecer aqui e se completa com a seguinte prece. É como se quisesse participar deste mistério, pisar o misterioso solo da dor.
18- QUISERA SER UMA ESPOSA PARA VOSSO CORAÇÃO
Elisabete quer penetrar no Mistério do Coração de Jesus e participar dele, ser agente ativa e passiva. Ser esposa significa amar, e o Amor torna iguais os amantes e um participa da vida do outro. A Bíblia nos diz que serão uma só carne (Gn 2, 24). É misterioso o pedido de Elisabete. Ela quer fazer parte do mistério intratrinitário, onde Deus decidiu dar-nos seu Filho para que revelasse a nós o seu Mistério de Amor.
É para este Coração de Filho de Deus, encarnado, morto e ressuscitado que Elisabete quer ser uma esposa. Dizemos morto e ressuscitado. O mistério da Ressurreição de Jesus aparece logo a seguir com o desejo de Elisabete de cobri-lo de glória.
19- QUISERA COBRIR-VOS DE GLÓRIA
A Ressurreição de Jesus é a glória que o Pai lhe deu porque Ele foi fiel. A Ressurreição é a aprovação do Pai de tudo que Jesus viveu e anunciou, e por isso padeceu e morreu numa cruz. Elisabete quer ser um “louvor de glória”, quer revestir-se da glória que o Pai deu ao Filho para poder cobri-lo dessa glória.
“Cobri-lo de glória” lembra a anunciação do Anjo a Maria, a força do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Cobri-lo remete-nos a atitude de esposa e também de mãe. Ela quer ser urna esposa para o Coração de Jesus para cobri-lo de glória, querer cobri-lo de glória é como se Elisabete já pisasse o chão da eternidade e participasse da alegria dos bem- aventurados que colocam diante de Deus as suas coroas.
Elisabete tem uma oscilação entre o já e ainda não da eternidade.
20-QUISERA AMAR-VOS... ATÉ MORRER DE AMOR
“Quisera amar-vos” e o completa com reticências. É como se quisesse abreviar tudo o que é o amor na palavra “amar-vos”. É misterioso o país do amor. Elisabete quer amar Jesus até morrer de amor. A esposa quer uma morte semelhante à de seu esposo Jesus, uma morte de amor. Sim, a morte de Jesus foi uma morte de amor. Somente o amor pode levar a alguém a uma fidelidade tal como a de Jesus a seu Pai, e ao Projeto de amor. A fidelidade de Elisabete vai fazendo com que ela tenha uma entrega total com a de Jesus. É o que reza noutra ocasião: “Que minha vida, Senhor, se esgote gota a gota por tua glória”. Elisabete vai se consumindo por amor tal qual uma vela acesa no altar de sua vida e de sua entrega.
Somente no silêncio a pessoa penetra nas profundezas de Deus. Somente no silêncio ela capta grandes relações, sente a dor, a busca, os anseios e a alegria do outro. Se nos afastamos, é para enxergarmos mais longe. Para abranger na totalidade do amor de Deus, o mistério do mundo tão carente de amor e de paz. O mistério dos homens e mulheres, nossos irmãos e irmãs. Especialmente dos excluídos. Nas dificuldades da vida nunca deixe de olhar mais além! No horizonte sempre brilha uma nova luz!
VOCAÇÃO
Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?
do Carmelo?
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