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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


domingo, 15 de novembro de 2015

ROMARIO DO CAARÓ


Image result for santuario de caaróNeste dia 15 de novembro acontece a Romaria diocesana ao Santuário do Caaró. Nos associamos aos Santos Mártires, Roque, Afonso e João; buscamos beber na fonte da água do Caaró e na fonte da água viva da fé. Quais as motivações para esta romaria:
É a nossa solene Romaria diocesana anual. Somos povo de Deus, peregrino, em caminhada. Somos romeiros e romeiras, pessoas que se alegram em encontrar-se com os irmãos e irmãs de fé e esperança. O encontro, na Romaria, nos renova, fortalece e encoraja para nosso testemunho de vida.
Image result for santuario de caaróCelebrar a Romaria diocesana junto ao Santuário dos Mártires do Caaró, entramos em sintonia com o testemunho missionário de Roque Gonzáles, Afonso Rodrigues e João de Castilho. Sua dedicação aos povos indígenas; seu esforço em formar comunidades de fé; sua doação de vida, pelo martírio, são inspiração para a nossa experiência de fé e vida cristã. Viver e expressar nossa fé junto ao Santuário é excelente oportunidade de renovação espiritual.
Image result for santuario de caaró O Santuário do Caaró, com a fonte da água, com o bosque aprazível e acolhedor, é um convite ao recolhimento, ao silêncio ante o mistério de Deus que se manifesta. Em meio à multidão vibrante, na Romaria, temos a ocasião de deixar-nos tocar pela presença silenciosa de Deus. A vivência da Romaria torna-se fonte renovadora de nossa vida de fé. Ela é fonte de espiritualidade intensa e profunda a fortalecer nossa esperança e alegria de viver.
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O ano de 2015 foi proclamado pelo Papa Francisco como ano da vida consagrada, o ano dos religiosos e religiosas. Lembramos que os Mártires, Roque, Afonso e João, foram pessoas de vida consagrada, religiosos. Na Romaria diocesana, a presença de religiosos e religiosas motiva-nos a reconhecer seu testemunho corajoso. Com eles agradecemos a Deus as maravilhas que realiza na humanidade pela presença testemunhal de religiosos e religiosas.
Image result for santuario de caaró A Igreja no Brasil declarou 2015 como Ano da Paz. Fomos convidados a viver o que o lema propõe: Somos da Paz. A Romaria ao Santuário do Caaró significa oportunidade especial para fortalecer nossa disposição: Somos da Paz! Na Romaria queremos viver a experiência intensa: Somos da Paz! A participação na Romaria renova nossas forças para trabalhar, no dia a dia, para tornar realidade nosso sonho intenso e profundo: Somos da Paz!
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Em nossa Diocese, neste ano 2015, damos especial destaque para a Família. Nossas iniciativas pastorais dedicaram atenção prioritária para acompanhar as alegrias e esperanças, as dores e angústias, a vida das famílias. Escolhemos como lema da Romaria do Caaró: FAMÍLIA, FONTE DE VIDA E FÉ! Na Romaria somos a Família dos filhos e filhas de Deus, reunida na fé e na esperança. E junto à fonte do testemunho dos Santos Mártires agradecemos pelas nossas famílias.
Image result for aparecida7. Em nossa Romaria ao Caaró, neste ano, fazemos nossa solene acolhida diocesana da imagem de Nossa Senhora APARECIDA. Deste modo nos integramos ao projeto: 'Aparecida - 300 anos', como preparação para a celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Na Romaria expressamos nossa alegria com a presença de Nossa Senhora Aparecida, madrinha do povo brasileiro, em nossa vida. A partir da Romaria, a imagem da Aparecida inicia sua peregrinação pelas paróquias da Diocese.
(Fonte site Diocese)
 

sábado, 14 de novembro de 2015

SANTOS E SANTAS CARMELITAS


Em novembro, quando a Igreja celebra a solenidade de todos os santos e santas, o Carmelo também dedica o dia 14 deste mês para fazer memória, recordar e celebrar todos aqueles e aquelas que nestes mais de oitocentos anos se colocaram a caminho da santidade e encheram com seu perfume o jardim do Carmelo.

Quando comecei a refletir sobre nossos santos e santas, a mente trouxe-me imediatamente a figura de um jardim, de flores que nascem e pouco a pouco são transplantadas para o cimo de uma alta montanha. Recordei-me no momento seguinte de um comentário que se fez à visitação de Maria a Isabel: “Tendo concebido o Filho de Deus, aonde ir, senão apressadamente às alturas?”, interroga-se o comentarista.

Como vemos, vamos seguir refletindo sobre a santidade no Carmelo com estas duas, ou melhor, três figuras: jardim, (flores) e montanha. Por quê? Porque Carmelo tem tudo haver com isto. Carmelo significa jardim de Deus e nasce exatamente no Monte Carmelo, uma pequena elevação geográfica, onde se narram os grandes feitos de Deus através do profeta Elias.

 
Isto tudo para dizer que o Carmelo é verdadeiramente um jardim florido. Em cada irmão e irmã que se colocou ou se coloca a caminho no seguimento de Jesus nesta grande família e abraça a santidade de vida, tem lugar neste jardim. Cada pessoa é única, cada pessoa é como uma flor exótica, muito rara, que florirá apenas uma única vez.

 
No Carmelo tem lugar para todos, assim como num jardim tem lugar para todos os tipos de flores, só que com uma grande diferença; os transeuntes contemplarão uma só vez a raridade de cada flor no jardim da terra. Ela nunca mais tornará a florir. Outras flores ainda mais belas chegarão para florir, embalsamar e decorar a humanidade. Embelezando o Carmelo, nascem na planície, mas Deus pouco a pouco as transplanta para o alto da montanha do Carmelo, lá onde só existe a glória de Deus segundo São João da Cruz.
 
Plantadas por Deus, as flores do Carmelo conhecem os terrenos férteis de todo o planeta Terra, pois o Carmelo está presente em todos os continentes e em inúmeros países. Umas são plantadas em planícies verdejantes e silenciosas, alegres recreiam o olhar de Deus, outras em desertos cálidos e ardentes, outras em montanhas desfiadoras, outras em penhascos perigosos, outras em campos tranquilos, outras em jardins públicos, acalantam a vida de seus irmãos e irmãs.
 
Silenciosas, ardorosas, empreendedoras, amigas, irmãs, companheiras de caminhada, muitas vidas já foram salvas pelo perfume de alguma flor do Carmelo. Umas florescem e perfumam apenas um dia, outras resistem por longos anos, enfrentam todos os invernos, verões, outonos e enfim adormecem na eterna primavera da eternidade. Não importa onde foram semeadas e onde nasceram: na planície, no vale, no deserto, no campo, num penhasco, num pântano.
 
 O curioso, é que todas no final de sua trajetória, quando alcaçarem a pelnitude do seu perfume, elas são misteriosamente transplantadas para o cimo de uma alta montanha, montanha esta chamada de Monte Carmelo; o místico Monte Carmelo que percorre o caminho inverso de como se sobe. Sobe-se misteriosamente descendo para o centro mais profundo de nós mesmos, lá onde mora Deus: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

 
Os santos e santas carmelitas são flores contemplativas na ação e ativas na contemplação. Há um misto de silêncio e palavra, anúncio e escuta, missão e acolhida, fraternidade e solidão, ensino e receptividade. Quer dizer que no Carmelo acolhe-se e vive-se o Evangelho sob muitos matizes. Nele vemos Jesus contemplando no monte, falando às multidões, escutando e anunciando o Pai, rodeado de crianças, curando, evangelizando, profetizando, anunciando a Boa Nova. Que ninguém se sinta excluído do Carmelo, nele tem lugar para todos. A humanidade necessita do  perfume peculiar de sua santidade. Não importa sua vocação. O Carmelo é apenas formado por freis e irmãs. Há também lugar para leigos nele viverem; casais, jovens, famílias.
Carmelita um jeito de ser santo. Um jardim lindamente florido. Talvez só falte você
(Ir. Rejane Maria)





 

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

33º DOMINGO COMUM


Image result for JESÚS CON EL PUEBLOA grandeza e o poder das pessoas e instituições costumam garantir-lhes a submissão dos fracos e granjear-lhes uma admiração que tende a perdurar no tempo. Submissão e admiração, especialmente quando conjugadas com o medo sucitado pela violênia congênita ao poder, geram o mito da invencibilidade: quanto mais poder e mais grandeza tiver uma pessoa ou entidade, mais estável será. O cristianismo rejeita este mito amordaçador e imobilizador, e afirma que tudo o que parece poderoso e inabalável acaba desabando pela ação corrosiva e libertadora da fé, recusa a sedutora resignação a um presente sem sabor e sem justiça, e espera ativamente um outro mundo possível.

Vivemos um tempo de crises profundas e caminhamos sem referências seguras. Os grandes mitos e narrativas desapareceram. A esperança fez as malas e desertou, sem deixar endereço para contatos. Falar de esperança passou a ser  considerado algo anacrônico e até ridículo. Por isso, a fuga aparece como a única possibilidade para viver em paz. Sem esperança de futuro, o presente parece um refúgio que garante uma doce sensação de sabedoria. O tempo foge do nosso controle e parece sempre mais acelerado. A realidade flui como água, e parece que nada pode ser feito para mudar seu curso...
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É feito de tribulações o tempo que vivemos. Muitas são as pessoas que se perguntam: é possível que o humano venha a prevalecer, ou aquilo que chamamos de humano não passaria de uma ideologia enganadora? Ou será que o humano foi possível apenas no passado e suas sementes não podem mais germinar na terra poluída e ressequida do nosso tempo? Não seria o nosso apenas  um tempo de indivíduos solitários na multidão e de consumidores vorazes, destes que negociam o sonho de um mundo novo pelos novos e fugazes lançamentos do mercado?

Mas aqui, de novo e como sempre, aqueles que acreditam em Jesus Cristo e organizam a vida a partir dele remam contra a corrente e afirmam que o humano se manifestará, está se manifestando, já está presente no meio de nós. O ‘filho do homem’, aquele que é verdadeiramente humano, está vindo ao nosso encontro, solicitando e possibilitando abertura, acolhida, esperança, conversão. É isso que ensina o evangelho de hoje, que recorre a uma linguagem apocalíptica e parabólica para chamar a atenção para a mudança, para o processo de nascimento de uma nova ordem social.

Image result for JESÚS CON EL PUEBLOO evangelho não quer insinuar que uma catástrofe cósmica esteja se aproximando, nem suscitar medo e fuga diante dos dramas da história. Ao contrário, convida-nos a entrar na história e tomar posição nas lutas inadiáveis que estão sendo travadas. Sol, lua e estrelas simbolizam os poderes aparentemente sólidos e indestrutíveis. Mas esta solidez é mentirosa, pois o advento do homem novo depõe os poderosos dos seus tronos e eleva os humildes; afirma a dignidade dos últimos; faz germinar sementes e florir os desertos; desarticula as forças e estruturas que mantém a injustiça e a opressão.
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O questionamento e abalo da ordem velha e cambaleante não é tudo. É apenas o sinal de que o humano está nascendo, batendo à porta e pedindo para entrar. E, na medida em que ele for acolhido e se tornar regra da nossa vida, uma nova humanidade nascerá, sem fronteiras nem restrições, “reunindo as pessoas que Deus escolheu, do extremo do céu ao extremo da terra.” A parábola da figueira pede atenção a sinais pequenos e discretos dessa mudança. A velha e injusta ordem social simbolizada pelo templo deve chegar ao fim para que desponte um outro mundo.

O ‘filho do homem’ e seus seguidores serão os protagonistas desta mudança. A imagem dele “vindo sobre as nuvens com grande poder e glória” é uma referência ao Jesus Cristo elevado na cruz. No filho do homem perseguido e crucificado resplandece o que é verdadeiramente humano e se revela a glória e o poder de Deus. O advento do humano se dá definitivamente em Jesus crucificado em sua solidária fidelidade a todos os seres humanos. É em torno dele que se reúnem as pessoas escolhidas que, tendo-o como cabeça, formam um corpo verdadeiramente humano, capaz de transfigurar a história.

Image result for JESUS E OS FIM DOS TEMPOSTu és, Jesus de Nazaré, divinamente humano e humanamente divino, meu único Senhor, e fora de ti não tenho bem algum, nem esperança que valha a pena. Tu és minha herança e meu cálice. Estás sempre à minha frente e à minha direita, e por isso não vacilo. Minha alegria e minha serena esperança é perceber, com a tua graça, os pequenos e promissores sinais de realização do teu e nosso sonho, o Reino de Deus, o céu novo e a terra nova, o nascimento do homem novo. Nisso se alegra meu coração e exulta a minha alma, e até meu corpo, sempre tão vulnerável, repousa seguro. Amém! Assim seja!

Itacir Brassiani msf

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

CARTA DA BEATA ELISABETE DA TRINDADE



Ainda celebrando a Beata Elisabete da Trindade que tem muito a nos dizer partilhamos uma carta que escreveu a uma amiga Francisca de Sourdon.  Nesta carta deseja ensinar-lhe o segredo da felicidade: fixar o olhar em Deus. Exorta-a a construir para si uma cela interior e nela refugiar-se com simplicidade na oração.

Sim, minha querida, rezo por você e guardo-a em minha alma, junto ao Senhor, nesse pequeno e íntimo santuário onde o encontro todas as hora do dia e da noite. Nunca estou sozinha. Meu Cristo está sempre ali, sempre orando em mim, e eu me uno à oração dele.
                                               
 Minha Francisca, você me causa dó porque vejo perfeitamente que você se sente infeliz, mas lhe garanto que é somente por culpa minha. Tranquilize-se, pois ainda não a julgo maluca, porém apenas com os nervos abalados e hipersensíveis; e quando você passa por essas crises, acaba fazendo seus familiares sofrerem. Oh! Quanto gostaria de ensinar-lhe o segredo da felicidade como o Senhor o ensinou a mim! Você diz que não tenho preocupações nem sofrimentos; e na verdade sou muito feliz, como nunca o fui assim. Oxalá, porém, você soubesse como podemos ser completamente felizes, mesmo estando no meio das contrariedades! Precisamos manter o olhar sempre fixo no Senhor. No começo, quando sentimos que tudo se amotina em nosso interior, precisamos esforçar-nos; mas, com a prática da paciência e com a ajuda de Deus, acabamos superando tudo.
                                           
 Você precisa construir dentro de sua alma uma pequena cela. E pense que o Senhor está ali dentro; e de vez em quando entrará nela. Quando estiver nervosa ou a melancolia invadir a sua alma, recolha-se rapidamente neste refúgio e desabafe tudo com o Divino Mestre. Ah! Se você o conhecesse ao menos um pouco, a oração não a enfastiaria mais. Na realidade, é um descanso, um repouso. É aproximar-se com toda a simplicidade daquele que se ama. É permanecer junto a ele como um filhinho nos braços de sua mãe, num abandono do coração… Em outros tempos, como você gostava de sentar-se ao meu lado e desafogar-me suas confidências! É exatamente assim que devemos procurá-lo. Se você soubesse como ele é compreensivo, não sofreria mais.
 
 
Este é o segredo da vida do Carmelo. A vida do Carmelo é uma comunhão com Deus desde a manhã até a noite e da noite até a manhã. Como tudo seria vazio, se ele não enchesse as nossas celas e os nossos claustros! Mas nós o vemos em todas as coisas porque o carregamos dentro de nós, e nossa vida se transforma num céu antecipado.
                                   
 Peço ao bom Deus que lhe ensine todos estes segredos e tenha-a sempre aqui dentro da minha humilde cela; faça você o mesmo comigo na sua, que desta maneira jamais nos separamos.
 Minha querida Francisca, quero-lhe muito bem, desejo que você seja muito boa e que permaneça na paz dos filhos de Deus.
 Sua Elisabete da Trindade.
 Carta extraída na íntegra do livro : Obras Completas de Elizabete da Trindade. Editora Vozes

sábado, 7 de novembro de 2015

CELEBRANDO A BEATA ELISABETE DA TRINDADE


Só o nome “Carmelo” é capaz de despertar desejos de oração, de busca de Deus, de contemplação do Amor. Uma palavra, no seu significado etimológico quer dizer: vinha exuberante, fértil, que quer indicar uma espiritualidade sóbria, exigente.

 
Dijon tinha um Carmelo, Elisabete das janelas de sua casa podia contemplar a construção simples das Carmelitas e acompanhar a vida da Comunidade. Todas as vezes que bate o sino do Carmelo o coração da jovem Elisabete exulta de alegria, na espera de poder ultrapassar o limiar daquela porta que tanto ama.
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“Como é belo estar sobre a montanha do Carmelo. Deixei tudo para subi-la, mas meu Jesus veio ao meu encontro, tomou-me em seus braços para elevar-me como uma criancinha e para substituir tudo o que deixei por ele”.
Elisabete no Carmelo terá uma única preocupação: penetrar na medida mais íntima possível, o mistério da presença de Deus em sua alma. É uma apaixonada de Deus que o procura , e uma vez encontrado no silêncio e na solidão, permanece calma e silenciosa diante dele.
                                                

“Mamãe, é tão belo o meu noivo! Eu O amo apaixonadamente e, amando-O, eu me transformo nele” (C. 130). Elisabete Catez, uma moça francesa cheia de vida: olhar penetrante perdido no sonho de um futuro prometedor, que aos 21 anos decide ser monja carmelita descalça, vive com intensidade sua vida e torna-se santa. Uma história que vale a pena conhecer e tentar imitar num mundo que, às vezes, parece carecer de ideais.

 
Um jovem sem ideais é destinado a morrer. A passar sua vida sem se comprometer com nada e com ninguém. Quando pensamos nos santos, pensamos em alguém que assume atitude de contraste, refugia-se no deserto, onde, na companhia de anjos e demônios, procura matar-se lentamente com penitências.
Uma santidade que dá medo, arrepios. Ser santo não é outra coisa que o assumir com consciência e responsabilidade a própria tarefa na história, ocupar o próprio lugar e manifestar com a vida o Evangelho, que no dia do batismo foi-nos oferecido como programa de vida.
                                             
A perfeição pode desabrochar nos momentos, mas ela é semeada no mundo. Jesus quer que alguém esteja no mundo sem ser do mundo. Manifeste claramente a transparência do seu amor ao longo de uma caminhada feita de “Quotidianidade”.
Elisabete, a carmelita teóloga, que com suas intuições escandalizou e continua a escandalizar, quem quer reduzir o mistério de Deus a esquemas mentais, nasceu em 1880 e morreu em 1906: 26 anos, a maior parte vividos no mundo alegre da juventude, na pequena cidade de Dijon. É filha de militar, mais preocupado com o exército, do que com a vida familiar. A mãe, uma mulher sensível e religiosa, mas de orientação jansenista, isto é, educada a um rigor moral severo e, às vezes, carregado de incompreensão pelas atitudes da pequena Elisabete.
                                                    
A menina cresce num clima de confiança familiar e de ternura. Ela será tão sensível que ensinará a sua boneca “Janete” a rezar pela saúde da avó. A morte do Pai faz da família Catez uma “só alma e um só coração”. Mãe Catez e as duas filhas: Elisabete e Margarida. Uma unidade não fechada em si mesma, mas aberta à vida, às viagens e passeios.

Elisabete repropõe uma santidade nova. Um saber viver a vida em todas as suas manifestações, sem se deixar preocupar pelos acontecimentos, sem assumir atitudes extremistas, mas anunciando a beleza da existência com o cumprimento do próprio dever com fidelidade.

 
Ao longo de sua vida Elisabete vai desenvolvendo uma idéia central de sua espiritualidade: a presença do Deus Trindade no coração. Será esta presença misteriosa, mas verdadeira, que preenche os seus vazios e lhe permite sentir uma casa habitada.  (Fr. Patricio Sciadini OCD)
                                                          
Elisabete com sua irmã Margarida
                                                 
                                               
 
                                                               
Com sua irmã Margarida
                                                      
Elisabete vestida com as vestes de Postulante da época que ingressou no Carmelo
Elisabete no dia em que recebeu o Hábito de Carmelita
Elisabete já Professa revestida da Capa Branca e o véu preto de consagração solene.
 
ENCONTREI SOBRE A TERRA MEU CÉU,
 
 
 POIS O CÉU É DEUS E DEUS ESTÁ EM MINHA ALMA.