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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


terça-feira, 15 de setembro de 2015

NOSSA SENHORA DAS DORES

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Celebramos a memória de Nossa Senhora das Dores e partilhamos um trecho das homilias de São Bernardo Abade.
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“Uma espada transpassará a tua alma”.  Lc 2-34

Verdadeiramente, ó santa Mãe, uma espada transpassou tua alma. Aliás, somente transpassando-a, penetraria na carne do Filho. De fato, visto que o teu Jesus – de todos certamente, mas especialmente teu – a lança cruel, abrindo-lhe o lado sem poupar um morto, não atingiu a alma dele, mas ela transpassou a tua alma. A alma dele já ali não estava, a tua porém, não podia ser arrancada dali. Por isso a violência da dor penetrou em tua alma e nós te proclamamos, com justiça, mais do que mártir, porque a compaixão ultrapassou a dor da paixão corporal.

Image result for nossa senhora das doresFaze, ó Mãe, fonte de amor,

Que eu sinta em mim a tua dor

Para contigo chorar

Faze arder meu coração,

 partilhar tua paixão

e teu Jesus consolar.

Quero ficar junto a cruz
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Velar contigo a Jesus,

E o teu pranto enxugar.
 
Quando eu da terra partir,
Para o céu possa subir,
E então contigo reinar.
 
 
 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

                                      Neste dia Igreja celebra a Exaltação da Santa Cruz partilhamos uma parte dos Sermões de Santo André de Creta séc. VIII.

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Celebramos a festa da Cruz; por ela as travas são repelidas e volta a luz.
Celebramos a festa da Cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus.
A posse da Cruz é tão grande e de tão imenso valor que o seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.
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Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz,
a vida não seria pregada ao lenho com cravos.
Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado fontes de imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso.
 Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.
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Ó Cruz gloriosa! De teus braços pendeu o tesouro precioso e a redenção dos cativos.
Por ti foi o mundo remido no sangue do seu Redentor.
Salve, ó Cruz, consagrada pelo corpo de Cristo por seus membros ornada, quais pedras preciosas.
Responso do Oficio das Leituras da Liturgia das Horas

domingo, 13 de setembro de 2015

24º DOMINGO COMUM

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Em pleno mês dedicado à Palavra de Deus, somos convidados a dizer, como o profeta Isaías: “O Senhor Javé abriu os meus ouvidos e eu não fiz resistência nem recuei.” Na estrada longa e bela estrada do discipulado, precisamos pedir a cada manhã que o Senhor abra nossos ouvidos e que sejamos capazes de acolher sua Palavra e fazer dela a luz dos nossos passos, mesmo quando ela nos indica rumos e práticas deveras exigentes. É dessa escuta atenta, inteligente e despojada que pode brotar um anúncio correto e uma prática coerente. Então o ouvinte se torna testemunha e mensageiro.

Image result for O CAMINHO DO DISCIPULADO DE JESUSOs discípulos atravessam com Jesus a região de Cesaréia de Filipe, lugar-símbolo da submissão de Herodes ao imperador romano e da capitulação frente à cultura grega. Nesta travessia, Jesus os provoca a fazerem uma avaliação da sua pessoa e sua missão. “Quem dizem os homens que eu sou?” Segundo os discípulos, as resposta coincidem no reconhecimento de Jesus como profeta: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; outros ainda, que és um dos profetas.” Mas Jesus não se satisfaz com respostas simplesmente ouvidas e relatadas, e pede o que os próprios discípulos pensam dele, que lugar ocupa na vida deles. “E vós, quem dizeis que eu sou?”

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A resposta a esta pergunta não pode ser teórica. Crer em Jesus significa aceitá-lo como definidor das nossas relações e como elemento fundamental na construção da sociedade. É muito mais que aceitar de forma resignada e inconsequente alguns conteúdos religiosos. Alguns pregadores lamentam que hoje as pessoas crêem em Jesus Cristo mas não aceitam a Igreja. Será que não é pior aceitar e defender a Igreja sem crer de forma consequente na pessoa e na prática de Jesus? São Tiago pergunta: “Que adianta alguém dizer que tem fé quando não a põe em prática?”

Image result for O CAMINHO DO DISCIPULADO DE JESUSParece que a pergunta direta de Jesus provocou nos discípulos um calafrio geral. Pedro responde em nome de todos: “Tu és o Messias, o Cristo.” A resposta é formalmente correta, mas nela há algo de errado ou perigoso, pois Jesus os “proibiu severamente” que eles falassem a respeito dele. Parace que a profissão de fé de Pedro está enredada nas malhas do triunfalismo e numa imagem de um Deus que se caracteriza pelo poder. Esta resposta não dá conta da complexa identidade de Jesus, que é irmão, servo e profeta, cordeiro de Deus, filho do homem, etc.
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Por isso, Jesus censura nossas fantasias de sucesso e de poder e, ao mesmo tempo, fala abertamente que o Filho do Homem deve sofrer muito, e experimentar a rejeição e a morte. Ele substitui o título de Messias por “filho do homem”, vinculando-se assim profundamente à humanidade e suas aspirações. Enquanto a idéia messiânica de Pedro contém necessariamente o triunfo e o nacionalismo, o caminho assumido por Jesus leva ao confronto político com a ordem estabelecida e à rejeição. O sofrimento, que ele prevê, é o custo da luta da sua humanização e não uma espécie de capricho de Deus.

Image result for O CAMINHO DO DISCIPULADO DE JESUSAceitar isso não é coisa fácil, nem para Pedro nem para nós, tanto que Pedro levou Jesus para um lado e começou a repreendê-lo, revelando sua incapacidade de aceitar o caminho de compaixão e serviço a dificuldade de passar das declarações ortodoxas para as práticas consequentes. “A fé, se não se traduz em obras, por si só está morta”, dirá mais tarde o discípulo Tiago. E as obras geradas no fecundo ventre da fé são conhecidas: compaixão, solidariedade, serviço, humildade. Numa palavra: as obras da fé são o amor vivido como afirmação e defesa da dignidade do próximo!

Image result for O CAMINHO DO DISCIPULADO DE JESUSMarcos diz que Jesus reagiu olhando para os discípulos e repreendendo Pedro. Para Jesus, Pedro estava agindo como tentador e divisor, com mentalidade limitada e sectarista. E quem pensa e age assim é porta-voz do Satanás, rejeita a Palavra de Deus e se apega às tradições humanas (cf. Mc 7,1-13). Por isso, em pleno território da bajulação e da subserviência, Jesus esclarece: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar sua a sua vida vai perdê-la; mas quem perde sua vida por causa de mim e da Boa Notícia, vai salvá-la.”

Jesus, força de Deus na fragilidade humana, Palavra divina nas tramas da história, mestre do serviço num mundo de senhores e senhoras. Sustenta e corrige nosso desejo de receber teu batismo, de enfrentar os rechaços e de seguir teus passos. Ajuda-nos a negar nossos interesses egoítas para não renegarmos a ti, fonte de vida sem limites. Convence-nos de que salvar nossa própria vida é um mau investimento, e que arriscá-la pelo teu Reino nos assegura o que há de bom e que realmente necessitamos. Abre hoje nossos ouvidos à tua santa Palavra, e não nos deixes voltar para trás. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

sábado, 12 de setembro de 2015

RETIRO ANUAL

De Domingo dia 06 até este sábado dia 12 estivemos em retiro pregado
 por nosso irmãos no Carmelo Frei Everton Machado, natural de Uruguaiana
e atualmente trabalha no Centro de Espiritualidade Monte Carmelo de Londrina.
Frei Everton com um dom maravilhoso de pregador de retiro
nos introduziu neste tempo de graça e Kairós como ele mesmo disse
colocando primeiro oque é um retiro:
Um encontro pessoal com Deus;
Distanciar-se do cotidiano para ver melhor a vida.
Fazer um profundo recolhimento interior para dar um novo sentido a tudo que se realiza
Fazer uma profunda conversão: voltar, retornar para Deus para o primeiro amor;
Retiro é também parar, mas não estacionar, para melhor prosseguir;
Adubar o "jardim" de nossa vocação. Ver o que Deus faz em mim e cultivar.
É colocar-se em frente ao espelho para ver melhor
 o que tenho de bom e o que precisa ser corrigido;
Enfim e muito mais é silenciar para deixar Deus falar ao nosso coração.
 




O retiro foi se desenvolvendo de uma forma muito serena e tranquila
As colocações do Frei Everton nos levaram a um encontro conosco mesmo,
um encontro com os irmãos e um encontro com Deus que nos ama
de modo infinito, incondicional e eterno.
Tivemos na noite da sexta feira uma hora de vigília de oração com o Santíssimo
onde Frei Everton nos introduziu a um encontro com Jesus humano e cheio de ternura.
Foi um momento abençoado e de muitas graças vividas por cada uma das irmãs.
Finalizando a adoração com a bênção do Santíssimo a cada uma em particular.
 
 



 
Encerramos este tempo de graça neste sábado com a Celebração Eucarística onde cada uma teve a oportunidade de partilhar um pouco de sua vivência do retiro por meio de símbolos:
Flores, luz, cruz, quadro de Jesus, aliança, foto de sacerdotes,
 água, pedra preciosa, material de pintura. plantinha verde.
Tudo significando este encontro pessoal de cada uma com o Mestre Jesus.
Na hora do ofertório estes símbolos foram colocados em frente do altar.

















 
 
No final da celebração as irmãs renovaram os votos e cantemos a Salve Rainha.
Nossa imensa gratidão ao Frei Everton por sua dedicação em preparar e pregar este retiro, que a Virgem Mae do Carmelo o plenifique com sua proteção e as bênçãos  do céu.