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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 3 de setembro de 2016

QUEM FOI MADRE TERESA DE CALCUTÁ

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Agnes Gonxha Bojaxhiu (1910-1997) nasceu no dia 26 de agosto na Albânia. Foi educada numa escola pública da atual Croácia. Ingressou na Congregação Mariana. Com o consentimento dos pais, entrou no dia 29 de Setembro de 1928 para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, em Dublin, Irlanda. O seu sonho era a Índia, onde faria um trabalho missionário com os pobres. Em 24 de maio de 1931, fez votos de pobreza, castidade e obediência, recebendo o nome de Teresa.

Da Irlanda, partiu para Índia. Foi enviada para Darjeeling, local onde as Irmãs de Loreto possuíam um colégio. De Darjeeling a Irmã Teresa foi para Calcutá onde passa a ensinar História e Geografia no Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto, em Calcutá. Mais tarde foi nomeada Diretora.
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Em setembro de 1946 durante uma viagem de trem, ouviu um chamado interior que a fez decidir abandonar o noviciado e se dedicar aos necessitados. Depois de apresentar seu plano, recebeu a autorização do Papa Pio XII, no dia 12 de Abril de 1948. Embora deixando a congregação de Nossa Senhora de Loreto, a Irmã Teresa continuava religiosa sob a obediência do arcebispo de Calcutá. Só em 08 de Agosto de 1948 ela deixou o colégio de Santa Maria.

Madre Teresa dirigiu-se para Patna, para fazer um breve curso de enfermagem. Em 21 de dezembro obtém a nacionalidade indiana. Data que reuniu um grupo de cinco crianças, num bairro pobre e começou a dar aula. Pouco a pouco, o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinquenta crianças. Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa usava um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Ia de abrigo em abrigo levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho.

Em 19 de março de 1949, as vocações começaram a surgir entre as suas antigas alunas do colégio. A primeira foi Shubashini. Filha de uma rica família, disposta a colocar sua vida ao serviço dos pobres. Outras voluntárias foram se juntando ao trabalho missionário. Mais tarde chamadas de "Missionárias da Caridade". Em 1949, a constituição da irmandade, começou a ser redigida.

Image result for MADRE TERESA DE CALCUTÁA Congregação de Madre Teresa, foi aprovada pela Santa Sé em 07 de outubro de 1950. Em agosto de 1952, é aberto o lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança) e inaugurado o "Lar para Moribundos", em Kalighat, auxiliando pobres, doentes e famintos. A partir dessa data, a sua Congregação começa a expandir-se pela Índia e por várias partes do mundo.

Madre Teresa de Calcutá recebe o Prêmio Nobel da Paz, em outubro de 1979. Nesse mesmo ano, João Paulo II recebe a Madre, em audiência privada e a nomeia "embaixadora" do Papa em todas as nações. Muitas universidades lhe conferiram o título "Honoris Causa". E em 1980, recebe a ordem "Distinguished Public Service Award" nos EUA. Em 1983, estando em Roma, sofre o primeiro grave ataque do coração. Tinha 73 anos.
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Em setembro de 1985, é reeleita Superiora das Missionárias da Caridade. Nesse mesmo ano, recebe do Presidente Reagan, na Casa Branca, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração do país. Em agosto de 1987, vai à União Soviética e é condecorada com a Medalha de ouro do Comitê Soviético da Paz. Em agosto de 1989, realiza um dos seus sonhos, abrir uma casa na sua Albânia, sua terra natal. Em setembro de 1989, sofre o seu segundo ataque do coração e recebe um marca-passo. Em 1990, pede ao Papa para ser substituída no seu cargo, mas volta a ser reeleita por mais seis anos, até 1996.


Madre Teresa de Calcutá morre no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca. Seu corpo foi transladado ao Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Missa de corpo presente. O mesmo veículo que, em 1948, transportara o corpo do Mahatma Gandhi foi utilizado para realizar o cortejo fúnebre da "Mãe dos pobres". Em outubro de 2003 Madre Teresa de Calcutá é beatificada pelo Papa João Paulo II.

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MES DA BÍBLIA


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A HISTÓRIA D SALVAÇÃO
Que história é essa?
E que se entende por “salvação”?
Vamos começar por essa última palavra.
“Salvação” é TUDO o que Deus FEZ por nós desde a criação do universo, tudo o que Ele FAZ por nós neste momento, tudo o que Ele FARÁ por nós até o fim do mundo.
O tempo que vai da criação do mundo ao fim do mundo é o tempo da história.
Durante esse espaço de tempo – que não sabemos quanto vai durar – desenrolam-se acontecimentos de todo tipo.
Eles têm como protagonistas: Deus, os seres humanos, o mundo criado com seu evoluir e devir.
Enfim, tudo o que aconteceu e acontecerá é que vai tecendo o painel da história.

Image result for MES DA BIBLIAComo você vê, aqui “salvação” é entendida em sentido amplo, ou seja, significa TODA ação de Deus em favor do mundo.
Em sentido mais estrito, deve-se entendê-la como a intervenção de Deus no mundo para SALVAR o ser humano do pecado.
Essa intervenção culminou com a encarnação do Filho de Deus, sua morte na cruz e sua ressurreição, e se encerrará com a última manifestação de Jesus no fim dos tempos à qual damos o nome de “Parusia”.
Dessa forma, quando você ouve falar em “História da Salvação”, você pode entendê-la nos dois sentidos: ambos são pertinentes.
A história é medida pelo tempo: a cada minuto que passa, os acontecimentos se sucedem e, assim, vai-se compondo o painel da história.


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A história pode ser vista desde muitos pontos de vista.
Aqui o que nos interessa é vê-la enquanto sucessão das intervenções de Deus no tempo.
Primeira pergunta: como faço para saber essas coisas?
Qualquer tipo de história, só começa a receber esse nome, se houver documentos que a confirmam de algum modo ou, pelo menos, tradições que a transmitem oralmente.
No caso da História da Salvação, nós dispomos da Sagrada Escritura (Bíblia) e da Igreja, Povo de Deus.
Chamemos a Bíblia e a Igreja de “fontes” da História da Salvação.
Pois bem, ambas essas fontes nos informam a respeito das intervenções de Deus em nosso mundo.
Segunda pergunta: como se desenrolou a História da Salvação tal como a Bíblia e a Igreja nos transmitem?
Toda história se realiza por etapas diferentes.
 
Também a História da Salvação pode ser dividida em etapas: são diversas e, dentro de cada uma delas, podem-se distinguir períodos diferentes.
Estas são as etapas principais da História da Salvação:
- Primeira etapa: da criação do mundo até Noé.
- Segunda etapa: de Noé até Abraão.
- Terceira etapa: de Abraão até Moisés (êxodo).
- Quarta etapa: de Moisés até Jesus.
- Quinta etapa: de Jesus até a parusia.

Image result for MES DA BIBLIA Você encontra a descrição das primeiras quatro etapas nos Livros do Pentatêuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) e nos Livros Históricos (Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1 e 2 Macabeus).
A quinta etapa você a encontra em todo o Novo Testamento (Evangelhos, Atos dos Apóstolos, Cartas e Apocalipse) e na história da Igreja; evidentemente, o futuro até a parusia só é conhecido por Deus...
Cuidado, porém!
A História da Salvação é diferente da história profana.
Costuma-se dizer: “o que passou, passou”.
Não é isso o que acontece com a História da Salvação: pode-se dizer que ela está sempre em ação em cada momento da nossa vida; tudo depende da nossa fé.
Observe esta sequência:
- A Bíblia é a História da Salvação posta por escrito sob inspiração do Espírito Santo.
- A Teologia é a História da Salvação enquanto objeto de reflexão por parte dos especialistas.
- A Moral é a História da Salvação enquanto dita o nosso comportamento de acordo com a Palavra de Deus.

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- A Liturgia é a História da Salvação enquanto a revivemos aqui e agora sob sinais sacramentais.
- A História da Igreja, em dimensão mais limitada, é a História da Salvação enquanto relata a ação de Deus após a ressurreição do Senhor.
O que você observa nessa sequência?
É sempre a mesma História da Salvação que lemos, sobre a qual refletimos, da qual deduzimos nosso modo de agir, que vivenciamos sacramentalmente, que analisamos enquanto sucessão de acontecimentos de ordem superior.
Você vê que é impossível escapar “para fora” do âmbito da História da Salvação.
Estamos mergulhados nela, fazemos parte dela, orientamo-nos por ela, alimentamo-nos dela...
Por que?
Porque se trata da “nossa” Salvação!
A Salvação de Deus nos envolve e nos penetra, sem levar em conta o tempo.
Aqui não funciona o dito: “o que passou, passou”.
Pelo contrário, a ação de Deus se realiza “aqui e agora”, sempre que pela fé entramos em comunhão com Ele.

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Dessa forma, Deus não nos pede que voltemos atrás no tempo milhares ou milhões de anos para encontrá-lo e participar de sua Salvação.
Não! Ele mesmo vem ao nosso encontro com sua ação salvadora.
E o faz particularmente por meio do seu Filho feito Homem, Jesus Cristo, que prometeu estar conosco até o fim dos tempos.
Por sua vez, Jesus vem ao nosso encontro de modo específico por meio de sua Igreja, com destaque para seus Sacramentos, sua Palavra, seus Pastores.
Como você vê, a História da Salvação não é uma coisa passada, ela é o “hoje” da nossa Salvação.
Para encerrar: como você vai ajudar a “fazer história” nessa História da Salvação?
Resposta: pela sua fé, na medida em que você se abre para acolher a ação do Pai, por meio de Jesus Cristo e de sua Igreja, e pela ação do Espírito Santo que age na Igreja e em seu próprio coração.
Dependendo da colaboração que você prestar, a história da “sua” salvação e da salvação de todos será diferente.

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Por que “da salvação de todos”?
Porque os seres humanos não foram criados para viverem isolados, cada um por conta própria.
Fomo criados “em rede”, como humanidade; e fomos salvos “em rede”, como comunidade.
Dessa forma, o bem que faço é bem para todos; o mal que pratico é mal para todos.
Minha história (boa ou má) afetará a história dos outros.
Da minha história também dependerá, em parte, a História da Salvação de todos.
Morte ao individualismo!
Morte a todo o mal!
Viva para Deus e você contribuirá grandiosamente para maior amplitude e eficácia da História da Salvação.

sábado, 27 de agosto de 2016

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Image result for JESUS MANDA ESCOLHER O ULTIMO LUGARA QUEM RESERVAREMOS OS PRIMEIROS LUGARES EM NOSSA IGREJA?
Jesus não desperdiça nenhuma ocasião para ensinar aqueles que o seguem. Ele propõe uma inversão radical na escala dos valores da sociedade e da religião, e não se cala nem mesmo na casa de uma autoridade moral, em pleno jantar festivo para o qual havia sido convidado com especial deferência. Jesus apresenta a lição do evangelho de hoje num solene dia de sábado, na casa de um dos chefes dos fariseus, logo depois de afirmar que as necessidades de uma pessoa estão acima das leis. Vendo que os convidados disputam os primeiros lugares, propõe uma reflexão sobre o orgulho e a humildade.
Como modelo de evangelizador, Jesus não se permite ficar na periferia das coisas. Seu ensino hoje não é sobre as regras de boas maneiras numa refeição solene, mas sobre um princípio fundamental da vida cristã: quem é o maior ou o primeiro, o mais importante ou notável na vida cristã. Jesus começa pela crítica ao orgulho e aos privilégios e passa à questão dos beneficiários da nossa atenção. Ele conhece o costume quase universal de privilegiar, tanto nas festas quanto nas decisões e projetos mais essenciais, os familiares, parentes, amigos e vizinhos. Para Jesus, este é um círculo muito estreito.
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Inicialmente, Jesus fala aos hóspedes que estão com ele à mesa, afirmando que “todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado”. Depois, dirige-se ao próprio anfitrião que o acolhe festivamente, questionando sua expectativa de retribuição. E deixa muito claro que orgulho e a busca de retribuição não são posturas enraizadas no Evangelho. O cristão deve rejeitar a busca de honras e vaidades e buscar decididamente o lugar reservado aos servidores. Da mesma forma a Igreja: ela precisa superar a velha pratica de servir, apoiar e defender as pessoas e instituições que podem retribui-la.
Image result for jesusProsseguindo, Jesus propõe a inversão dos grupos de pessoas que costumam aparecer no topo das nossas listas de honoráveis, presenças infalíveis nas listas de convidados das festas e solenidades: os pobres, aleijados, coxos e cegos devem ser os primeiros. É claro que aqui ele não quer estragar nossa festa, mas questionar a estreiteza das fronteiras que traçamos entre os ‘nossos’ e os ‘outros’. Jesus coloca em questão a busca de compensações que rege nossas pequenas e grandes ações. A verdadeira felicidade consiste em dar generosamente, sem cobrar dividendos, na terra ou no céu.

O saudoso Dom Helder Câmara ensinou que o maior perigo que nos ameaça é o desejo de sempre vencer e jamais fracassar, de sentir-se sempre querido e nunca sobrar. E chegou a advertir um colega no episcopado: “Mais grave do que ser apanhado pela engrenagem do dinheiro, é ser apanhado pela engrenagem do prestígio”. Na verdade, a busca privilégios e compensações é tão desgastante como infantilizadora: o caminho que dá acesso a eles geralmente passa pela subserviência e é acompanhado pelo medo do anonimato e pelo apego doentio aos bens e a toda sorte de títulos... 
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A recompensa para quem segue o caminho de Jesus é prometida para ressurreição dos justos. Em outras palavras: a felicidade que ninguém pode roubar é aquela que conquistamos – ou recebemos de graça! – entrando pela estreita porta da humildade, da generosidade e da solidariedade. É a alegria profunda que experimentamos quando ouvimos da boca dos porta-vozes da vida o convite: “Amigo, vem para um lugar melhor!” Enquanto caminhamos nesta direção, não há honra e alegria maiores que servir, compartilhar sonhos e lutas com aqueles que normalmente são ejetados para os últimos lugares.
Na carta aos Hebreus, a santa Palavra sublinha que, em Jesus e na comunidade daqueles que o seguem, torna-se visível a assembleia dos primogênitos, o verdadeiro povo de Deus, constituído de homens e mulheres que descobriram a grande honra de amar e servir. Esta é a verdadeira cidade de Deus, a manifestação e a morada de Deus no mundo. Fogo, tempestade, trevas, sons de trovões e trombetas são nada diante do sinal grandioso de homens e mulheres mansos e corajosos, humildes e generosos, ternos e fortes, humanos e compassivos. A estes Deus se revela, e no louvor dos seus lábios se alegra.
Image result for jesusJesus de Nazaré, servidor humilde, com tolha na cintura e jarra na mão:  queremos seguir teu caminho, acolher tua palavra forte e iluminadora e participar da tua ação libertadora. Tu nos pedes que, na mesa da história e nas mesas da Igreja, reservemos os primeiros lugares aos que são vistos e tratados como últimos. Ajuda-nos a assimilar coerentemente este mandamento para então escutarmos teu convite: “Vem para um lugar melhor!” Concede aos catequistas e a todas as lideranças leigas da nossa Igreja essa impagável alegria. Que todos nós – ministros ordenados, religiosos e religiosas, leigos e leigas – testemunhemos ao mundo a alegria do Evangelho e a santidade da compaixão. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

VOCAÇÃO DE CATEQUISTA

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A catequese não pode ser simplesmente uma aula sobre Deus (daí a diferença do Ensino Religioso nas escolas) e sim a passagem da fé ao outro, que aceita caminhar regido por Jesus Cristo. De outra forma é apenas conhecimento de uma religião, no máximo. Catequizar não é simplesmente ensinar, muito embora tenha no seu bojo o sentido da educação e da formação, e sim anúncio e aprofundamento da fé.

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A catequese esclarece o que é revelado pelo Senhor e o que nos é transmitido pela Mãe Igreja, mais que opiniões de teólogos, e por isso nos motiva a aprofundarmos em Deus para que este crer tenha consequências na nossa vida. A catequese é carregada de vitalidade e de profundidade.


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Daí podemos com certeza afirmar a fundamental e importante missão do catequista no seio da Igreja. Contribuir para o conhecimento da pessoa de Jesus é algo que vai além de uma simples transmissão de conhecimentos: é trazer a salvação redentora de Jesus para aquela pessoa. A Catequese é uma atividade necessária para um conhecimento mais profundo da pessoa e da mensagem salvadora de Jesus Cristo.
Assim, o ministério do catequista não deve estar circunscrito apenas na iniciação das crianças, pois a sua missão é muito mais ampla: deve abranger todas as etapas da vida das pessoas que precisam continuar no processo de encontro com Jesus.

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Assim, o ministério do catequista não deve estar circunscrito apenas na iniciação das crianças, pois a sua missão é muito mais ampla: deve abranger todas as etapas da vida das pessoas que precisam continuar no processo de encontro com Jesus.
Pela ação dos catequistas, a Igreja é viva e ativa, e, por eles, quer espalhar a Palavra de Deus. Por eles, a Igreja nos diz: não basta saber, temos que acreditar. Acreditar e estar convencido do amor de Deus por nós.
O catequista é um evangelizador, é um missionário, levando as pessoas a um encontro com o Cristo e aprofundando a vida cristã com todas as consequências do crer. Pela ação do catequista pretende-se aprofundar, após o despertar no outro a maravilha, a admiração, a atração para Deus.
Neste dia, com toda a Igreja em ação de graças, rendemos muitas graças a Deus pelos catequistas, sobretudo por aqueles que trabalham em meio a grandes dificuldades de ambiente social. Somos agradecidos pelo empenho de tantos, homens e mulheres, a quem são confiados a transmissão e aprofundamento das consequências do Evangelho.
PARABÉNS A TODOS OS E AS CATEQUISTAS





ANIVERSÁRIO DA FUNDAÇÃO DO CARMELO DESCALÇO

TERESA - REFORMADORA DO CARMELO

Em 1560 – quando encontra na plenitude dos seus 45 anos – como fruto de uma intensa evolução espiritual, Teresa, numa pequena reunião de monjas e piedosas senhoras de Ávila em sua cela, onde falavam sobre a vida dos primeiros Carmelitas que viviam como eremitas, ouviu, meio em tom de brincadeira, a sugestão de fundar um pequeno Convento, constituir uma pequena comunidade, de poucas monjas — 13 por princípio, a exemplo do Colégio apostólico, Jesus mais os 12 apóstolos! Mais tarde ela mesma ampliou para 21 monjas.— onde o mais fielmente possível se reproduzisse o estilo de vida dos patriarcas do Monte Carmelo, observando-se a clausura estrita o silêncio e a pobreza absoluta, coisa estranha ao Mosteiro da Encarnação onde viviam, na época da santa, umas 180 religiosas, sem estrita clausura; e por causa da carência da Comunidade as monjas podiam sair para pedir esmolas; os leigos tinham acesso ao interior do Mosteiro e por isso, muitos abusos e relaxamentos foram introduzidos.


Na realização deste projeto, recebe do céu uma confirmação. Deixemos que ela mesma nos conte: “Certo dia depois da Comunhão, Sua Majestade me ordenou expressamente que me dedicasse a esse empreendimento com todas as minhas forças, prometendo-me que o Mosteiro não deixaria de ser feito e dizendo que ali seria muito bem servido. Disse-me que deveria ser dedicado a São José; esse santo glorioso nos guardaria uma porta, e Nossa Senhora, a outra; Cristo andaria ao nosso lado, e a casa seria UMA ESTRELA DA QUAL SAIRIA UM GRANDE RESPLENDOR...” (Cf. Vida, 32,11). Recebeu também ajuda e aprovação de seus confessores, especialmente de São Pedro de Alcântara, que influiu na determinação de uma pobreza absoluta.

A 24 de agosto de 1562, o repique de uma campainha anuncia a fundação do Mosteiro São José, em Ávila e a tomada de hábito das 4 primeiras Carmelitas Descalças. O gesto de Teresa desagradou seus Superiores da Ordem Carmelita e o novo Mosteiro teve a oposição do Conselho da cidade. Teresa teve que voltar ao Convento da Encarnação. O Mosteiro de São José, corria o perigo de ser suprimido pela autoridade civil. Tudo parecia perdido. Depois de uns meses de luta, vence Teresa. Em fins de 1562, o Conselho aprova a fundação; o Superior lhe permite regressar ao seu Convento; um Documento de Roma lhe dá amplas faculdades de FUNDADORA e legisladora.



O ambiente daquele “pombalzinho da Virgem” é maravilhoso. Mas logo o Senhor tira dali Teresa, convertendo-a em “mulher inquieta e andarilha” para que semeie em toda a Espanha Mosteiros como este. Desde 1567, até sua morte em 1582, fundou 17 Mosteiros femininos e 13 masculinos por toda a Espanha, que ficariam conhecidos como os dos CARMELITAS DESCALÇOS, por seguirem a primitiva observância, baseada no rigor e na pobreza. Por algum tempo, realmente, andaram descalços.