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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sábado, 7 de novembro de 2015

BEATA ELISABETE DA TRINDADE


Image result for beata elisabete da trindadeNeste Domingo  08 de novembro no Carmelo celebramos a Beata Elisabete da Trindade que está em processo de canonização. Esta irmã viveu profundamente a vocação contemplativa carmelitana, buscando a cada momento a presença de Deus no profundo do seu ser. Partilhamos uma carta que ela escreveu a um seminarista. Nesta carta revela a sua profundidade e a união profunda com Jesus na Eucaristia.
Ao Seminarista Chevignard
Carmelo de Dijon 14 de junho de 1903
Image result for beata elisabete da trindadeReverendo!

Creio que nada manifesta tanto o amor de Deus aos homens com Eucaristia, E a união, a consumação. E ele em nós e nós nele. Não é isto o céu na terra? O céu na fé, enquanto esperamos a visão face a face tão desejada. “Então seremos saciados quando aparecer a sua glória” (SI 16,15) e quando o veremos na sua luz. Não acha que é um descanso para a alma pensar nesse encontro, nessa convivência com aquele a quem ela unicamente ama? Tudo desaparece então, e temos a impressão de que já penetramos no mistério divino, Esse mistério é tão nosso como me dizia em sua carta
Image result for beata elisabete da trindadePeça para que eu viva plenamente minha vocação de esposa, para que eu seja pura disponibilidade e permaneça vigilante na fé, a fim de que o Senhor possa me conduzir por onde for do seu agrado. Desejaria  permanecer constantemente junto àquele que conhece todo o mistério para que me ensine. “A linguagem do Verbo é a infusão do dom”. É assim como ele fala à nossa alma no silêncio. Esse amado silêncio é um paraíso.
Desde a Ascensão até Pentecostes estivemos em retiro espiritual no Cenáculo à espera do Espírito Santo. Era maravilhoso. Durante toda a oitava tivemos o Santíssimo Sacramento exposto no oratório. Passam-se horas divinas neste cantinho de céu onde sob as humildes aparências da Hóstia possuímos, em substância, a visão beatifica. Sim, é o mesmo Deus a quem os bem-aventurados contemplam na luz e nós adoramos na fé.
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Envio-lhe este belo pensamento que me escreveram há alguns dias: “A fé é o face-a-face nas trevas”.  Por que não o será para nós se Deus está dentro de nosso ser e só exige que nos deixemos possuir como fez aos santos? Mas eles estavam sempre em atitude de expectativa, como diz o Pe. Vallée: “Eles calam, se recolhem e sua atividade consiste em ser pura receptividade”.

Unamo-nos pois, Reverendo, para fazer feliz a quem “nos amou com grande amor” (Ef 2,4), segundo as palavras de São Paulo. Preparemos-lhe em nossa alma uma morada tranquila na qual sempre ressoe o cântico do amor e da ação de graças. Depois... permaneçamos em silêncio profundo, eco do silêncio que existe em Deus
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Depois, como você mesmo me dizia, aproximemo-nos da Virgem totalmente pura e toda luminosa para que nos introduza naquele a quem ela conhece tão profundamente e para que nossa vida seja uma comunhão contínua e um impulso espontâneo para Deus.
Rogue por mim á Rainha do Carmelo. De minha parte, garanto-lhe que peço muito por você e que permaneço unida a você na adoração e no amor.
Ir. M. Elisabete da Trindade

 

32º DOMINGO COMUM


Image result for jesus e as viuvasPrecisamos ter cuidado para não distorcer a Palavra de Deus. As passagens propostas para este domingo podem ser presas fáceis de uma exegese preguiçosa ou de uma edificante ideologia. A figura das duas viúvas, a do livro dos Reis e a do evangelho de Marcos, soa como canto de sereia para leituras superficiais e conclusões fáceis. A necessidade de resgatar virtudes como a hospitalidade e a partilha, assim como de angariar fundos para as Igrejas e suas obras sociais, pode induzir a um louvor precipitado da atitude destas mulheres que são, antes de tudo, vítimas de sistemas injustos.
Depois de uma longa viagem, durante a qual procura insistentemente formar os discípulos no seu caminho, Jesus chega com eles a Jerusalém (cf. 11,15). Visitando o templo, Jesus não se encanta nem se omite: classifica-o como esconderijo de ladrões e expulsa do seu interior os comerciantes que lucram com ele (cf. 11,17). Então, abre-se uma série de confrontos entre Jesus e os chefes dos sacerdotes, doutores da Lei (cf. 11,18.28) e saduceus (cf. 12,18-27). Estes grupos religiosos e políticos não apenas questionam o ensinamento de Jesus, mas procuram um modo de prendê-lo e matá-lo (cf. 11,18; 12,12).
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Assim, o contexto literário da passagem do Evangelho deste domingo é de questionamento do templo e de confronto com as autoridades religiosas, especialmente com os doutores da Lei. Contra estes, Jesus levanta cinco acusações: pretendem demonstrar o saber religioso pelas roupas que usam; gostam de ser cumprimentados nas praças; disputam os primeiros lugares nas sinagogas e banquetes; exploram e roubam as viúvas; e usam a piedade como disfarce que encobre tudo isso.
Jesus desmascara a hipocrisia dos doutores da Lei, importantes autoridades religiosas do judaísmo da época, afirmando que eles não vivem o essencial da aliança, que é praticar o direito, amar a misericórdia e caminhar humildemente diante do Senhor (cf. Mq 6,8), assim como proteger os pobres, os órfãos, as viúvas e os estrangeiros (cf. Dt 24,18-22). Antes, eles correm atrás de status e privilégios especiais, e se aproveitam da fraqueza e insegurança das viúvas, das quais são legalmente constituídos administradores. Aos olhos de Jesus, a piedade dos doutores da Lei e dos escribas é falsa e serve como um belo véu para encobrir o oportunismo e a exploração dos pobres e indefesos.
Image result for jesus e as viuvasÉ neste contexto que a passagem da viúva que vai ao templo adquire sentido. Não passa pela cabeça de Jesus elogiar o templo, que há pouco havia desmascarado. Sentado diante das caixas de coleta, ele observa e descreve concretamente como se processa a exploração das viúvas, das pessoas mais pobres. Jesus não se deixa enganar pelas aparentemente volumosas contribuições dos ricos. Sua atenção se volta a uma viúva pobre que, depositando duas unidades da menor moeda em circulação, "depositou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver".
Não me parece que Jesus queira elogiar a generosidade da pobre viúva.  Antes, pretende desmascarar a exploração que se realiza através do templo: os ricos contribuem com o que lhes sobra, enquanto que os pobres são obrigados a dar tudo o que têm para viver. Jesus chama atenção para o contraste e diz que há uma inversão inaceitável: diferente do que se pensa e se diz, o templo exige mais dos pobres que dos ricos. É assim que os escribas rapinam as viúvas pobres: justificando tudo pela contabilidade financeira e pelas aparências piedosas...
Jesus lamenta a exploração praticada pelo templo e justificada por mentiras matemáticas e teológicas. Ele não se impressiona com a grandiosidade do templo, e se irrita com a ausência de justiça e de equidade. Ele percebe com clareza que atitudes e práticas piedosas podem esconder injustiças violentas, e a própria religião pode tornar-se meio de exploração dos mais pobres. Jesus convida a rever as práticas individuais, eclesiais e sociais. E acrescenta como profecia e ameaça: "Você está vendo estas grandes construções? Não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído" (13,2).

Image result for jesus e as viuvasJesus, pregador do Reino, peregrino nas estradas da Galiléia e observador crítico das práticas opressoras do templo em Jerusalém...  Concede-nos a coragem e a liberdade que necessitamos para denunciar que há um nexo entre a riqueza de poucos e a pobreza de muitos,  e que a desregulamentação liberal das relações trabalhistas reduz a segurança social e aumenta a exploração sobre os trabalhadores.  Ajuda-nos a não sermos coniventes com isso, e inspira às nossas Igrejas e a cada um de nós palavras e ações que instaurem a justiça do teu Reino na terra. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

DIA DE FINADOS


Dia dos finados, dia de saudade, de reflexão e de esperança. Fazer memória dos finados da nossa família e da comunidade significa refletir sobre aquilo que dá sentido verdadeiro e duradouro à nossa vida, decidir responsavelmente sobre o modo de conduzir os dias que nos restam, expressar sem meneios a saudade que nos deixaram aqueles que partiram, muitos dos quais se foram sem pedir licença e sem avisar. No interior dos templos ou no descampado dos cemitérios, repletos de túmulos brancos ou cultivados como se fossem parques ou jardins, renovamos nossa resposta ao Senhor que nos pede: “Escolhe, pois a vida, e faz dela um dom aos teus irmãos e irmãs!”

Não dá para negar ou escamotear: a morte sempre é uma perda. A fé e a religião não podem ter a pretensão de oferecer soluções fáceis ou orações que funcionam como calmantes para o real fracasso que a morte representa. No momento em que a pessoa, no alto da sua maturidade, acumulou experiências, selecionou ensinamentos e provou a sabedoria, os amigos não podem mais contar com ela. E o que dizer quando um jovem, com toda a vida pela frente,  materialização dos nossos sonhos e utopias, nos é roubado brutalmente? É como a água que foge da palma da mão e corre entre os dedos...

O vazio deixado pelas pessoas queridas que se foram é tão grande e a certeza de que seguiremos o mesmo rumo desconhecido é tão desconcertante que procuramos desesperadamente domesticar e dar um sentido a isso que chamamos morte. Não descansamos antes de construir pontes de palavras e símbolos que sinalizam nossa comunhão com aqueles que estão no lado de lá: as flores, as velas, a oração de súplica e de agradecimento, as fotografias, a narração da vida de quem se foi, a visita ao cemitério...  Símbolos e gestos de saudade, reflexão e esperança.

As flores lembram a beleza inigualável das pessoas que tivemos a graça de amar e nos amaram gratuitamente. Não lembram propriamente pessoas perfeitas e puras, firmes e inabaláveis, mas seres que em sua insuperável ambiguidade nos ajudaram a sermos melhores. Mesmo quando têm seu brilho diminuído pela penetrante luz do sol, as velas que acendemos junto das sepulturas ou noutros lugares pretendem resgatar o suave brilho daqueles olhos e rostos quase apagados pelo tempo. Como nos parecem luminosos aqueles dias em que compartilhávamos a vida com as pessoas queridas...

Mas o dia dos finados não celebra apenas a saudade, pois acaba acendendo a esperança, mesmo que esta apareça apenas timidamente. As flores tão frágeis quanto belas e simples que carregamos pelas ruas e depositamos junto às sepulturas falam da nossa esperança de que a vida daqueles que nos deixaram seja semente que há de germinar. Falam também da esperança de que nossa própria vida poderá desabrochar numa beleza que hoje não conseguimos perceber. Falam da esperança de que um dia conseguiremos olhar menos para os defeitos e mais para a bondade que vai no nosso coração.

O dia dos Finados é também um oásis de reflexão no árido deserto da inconsciência e do ativismo. Todos sentimos necessidade de parar um pouco, avaliar nossas escolhas, fazer um balanço dos resultados obtidos, reordenar os valores que nos orientam, discernir o valor absoluto escondido em cada instante, desfrutar o gosto de paraíso de tantas experiências. Também aqui as flores nos ajudam: sendo belas e frágeis, elas nos falam da beleza e da vulnerabilidade da nossa existência; hoje estamos fortes e exuberantes, mas amanhã podemos murchar, secar e desaparecer.

Mas a nossa fé abre horizontes mais amplos e desconcertantes que a saudade, a reflexão e a esperança. Jesus Cristo nos ensina a crer e esperar a ressurreição dos que morrem doando sua própria vida e defendendo a vida dos outros. Ele mesmo, doando-nos sua vida no amor, venceu a morte e o medo paralisador que nasce dela. E desde então, cremos que a vida tem sempre a última palavra. E isso significa que quem rege nossa vida e nossas decisões não é o medo, nem seu irmão gêmeo, o egoísmo. Para quem crê, a morte perdeu sua força, e o comando passou ao amor, que é imortal.

Deus pai e mãe, origem e destino do nosso caminhar. Tua luz brilha na fragilidade da vela que se consome; teu amor é permanente na fragilidade e na beleza das flores; tua vitória sobre o absurdo se revela em cada manifestação de amor, de comunhão e de esperança. A morte dos nossos queridos arranca nossa pele e nos deixa em carne viva, mas nós cremos que nos vínculos que nos unem para além de qualquer interesse egoísta nós veremos teu rosto. Ajuda-nos a te encontrar nestas encruzilhadas nebulosas às quais a vida nos leva e a agradecer pelos amigos que já partiram. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf

sábado, 31 de outubro de 2015

OS SANTOS E A NATUREZA

Santa Teresinha em seu escrito História de uma Alma inicia contando o desejo que tinha de ser santa, mas se via pequena diante de tão grande desafio, mas com a graça de Deus compreendeu que é possível sê-lo: Assim se expressa:
"Jesus aceitou instruir-me a respeito desse mistério, pôs diante dos meus olhos o livro da natureza, e compreendi que todas as flores que Ele criou são belas, que o esplendor da rosa e a alvura do lírio não impedem o perfume da pequena violeta ou a simplicidade encantadora da margaridinha....Compreendi que todas as florzinhas quisessem ser rosas a natureza perderia seu adorno primaveril, os campos não seriam mais salpicados de florzinhas...
Assim o mundo das almas, o jardim de Jesus. Ele quis criar os grandes santos que podem ser comparados aos Lírios e as rosas e criou também santos menores, e estes devem contentar-se em se margaridas ou violentas destinadas a alegrar os olhares de Deus quando os baixa  aos pés, a perfeição consiste em fazer a sua vontade, em ser aquilo que Ele quer que sejamos".
Partilhamos um pouco da natureza revestida de formosura em nossos claustros.

















SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


Image result for todos os santosHoje a festa é de todos os santos e santas. Como poderíamos esquecer que a verdadeira santidade é aquela que se manifesta na vida das pessoas que ousam sair do estreito limite dos seus próprios  interesses e se aproximar solidariamente dos últimos; que vão aos rincões mais distantes para levar a bandeira da paz; que são movidas por uma insaciável sede de justiça; que choram as dores dos povos de todas as cores e provam o fel da violência da perseguição; que transformam a terra pela mansidão...? Celebremos a alegria de participar de uma imensa caravana de homens e mulheres de todas as raças, nações e línguas que nos precedem, nos acompanham e nos seguem.

Image result for todos os santosA festa de todos os santos faz memória dos santos esquecidos, daqueles que não têm um dia especial, nem um nome conhecido, que gastaram a vida no anonimato e cujos milagres não cabem nas estreitas regras canônicas; de gente como Sepé Tiarajú, Padre Cícero, Dom Romero, e Ir. Dorothy; e mesmo de gente que não rezou pelo nosso catecismo, como Lutero, Martin Luther King, Gandhi, Betinho e tantos outros. Nesta festa celebramos a memória daqueles que nos antecederam na fé e cujo testemunho mantém a Igreja no caminho certo, apesar das suas resistências e ambivalências.

Mas a celebração de todos os santos e santas não olha somente para o passado. É oportunidade e provocação para refletir sobre a vocação fundamental de todos os cristãos. É verdade que a santidade é um caminho estreito e uma vocação exigente, mas isso não significa que seja reservada a alguns grupos especiais de cristãos. Há mais de 50 anos o Concílio Vaticano II proclama de forma clara e inequívoca, contra a idéia predominante nas Igrejas, que a santidade não é privilégio dos sacerdotes e religiosos. Muito antes, a história já havia comprovado o que foi proclamado solenemente.

Image result for todos os santosNa passagem do milênio, João Paulo II nos provocava a não contentarmo-nos com pequenas medidas, vôos rasantes e ideais nanicos, e pedia que aspirássemos nada menos e nada mais que à santidade. A vocação que é de todos precisa se transformar em desejo pessoal e em decisões e ações concretas. Como diz São João, nós somos chamados filhos de Deus e já o somos desde agora, mas o desafio é crescer na identificação com Jesus Cristo, gravar no corpo e na mente as marcas de Jesus Cristo. “Seremos semelhantes a ele...” E isso deve ser mais que um simples sentimento.

Jesus Cristo é o verdadeiro e perfeito santo de Deus e, ao mesmo tempo, o caminho para a santidade. Não há santidade à margem do seguimento de Jesus Cristo, mesmo que tal seguimento seja implícito. Trata-se então de refazer o caminho prático trilhado por Jesus: “amar como Jesus amou; sonhar como Jesus sonhou; pensar como Jesus pensou; viver como Jesus viveu; sentir como Jesus sentia...” Este é o caminho para que, no meio ou no fim do dia e no no meio ou no fim da vida, sejamos felizes. O caminho para santidade, percorrido pelo próprio Jesus Cristo, são as bem-aventuranças.
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A bela mensagem das bem-aventuranças apresenta os sinais que indicam claramente o caminho da santidade. Jesus não fala de oito grupos específicos de pessoas, mas de oito características daqueles que percorrem este caminho. Esta via sagrada começa com a pobreza e termina com a perseguição, que não representa um obstáculo, pois o Reino de Deus é antes de tudo dos pobres e dos perseguidos. A consolação é para os aflitos, a terra é para os mansos, a saciedade é para os famintos, a misericórdia é para os compassivos, a visão de Deus é para os puros e a filiação divina é para os promotores da paz.

Passa longe do Evangelho uma santidade que se resume em práticas de piedade. Está distante da essência humana uma felicidade baseada no sucesso pessoal, indiferente à sorte dos semelhantes. As pessoas que se vestem de branco e trazem palmas nas mãos são aquelas que vieram da grande tribulação, que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro, que encarnaram o Evangelho no mundo e na própria vida. Felicidade não significa ausência de dificuldades, mas realização plena e profunda do ser humano. Mais que perfeição, santidade é perseverança no amor e no serviço.

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Deus pai e mãe, fonte de toda santidade. Dá-nos a graça de permanecer sempre de pé diante do teu Filho, rodeados pela nuvem de testemunhas anônimas oriunda de todas as nações, tribos, raças e línguas. Ajuda-nos a superar a tentação de separar, catalogar e hierarquizar católicos e evangélicos, cristãos e não-cristãos. Fica conosco e caminha à nossa frente, para que estejamos sempre prontos a amar e servir. E que a inexplicável alegria em meio às intermináveis lutas seja nossa arma e nosso triunfo. E então estaremos vivendo em comunhão com aqueles que louvam no céu e na terra. Assim seja! Amém!

Itacir Brassiani msf