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By Ferramentas Blog

VOCAÇÃO

Já pensou alguma vez que você é chamado a se comprometer com o Reino de Deus aqui na terra? Já pensou em comprometer-se com o próximo de algum jeito particular? Já pensou que esse jeito pode ser o
do Carmelo?


sexta-feira, 20 de março de 2015

QUINTO DOMINGO DA QUARESMA

Viver bem é doar a própria vida na luta pela vida dos outros.
Estamos entrando na última etapa da nossa caminhada de preparação para a grande festa da vitória da da solidariedade sobre a indiferença, do serviço sobre a prepotência, do servo sobre o senhor. Como o grupo de gregos do evangelho deste domingo, nas quatro semanas que passaram ouvimos falar de Jesus, e agora pedimos com insistência: “Queremos ver Jesus!” Estejamos pois muito atentos, sintonizemos bem nossos ouvidos e fixemos nosso olhar no mistério profundo que se desvelará progressivamente na semana-santa. O segredo de Deus se assemelha ao dinamismo da semente...
Jesus recém havia realizado um sinal impressionante, devolvendo a vida ao amigo Lázaro. Quando voltou a Betânia, Marta, Maria e o próprio Lázaro ofereceram-lhe um jantar de agradecimento, e Maria ungiu seus pés com um perfume precioso, sob o olhar reprovador de Judas e dos fariseus. Em seguida, Jesus foi a Jerusalém e entrou na cidade montado num jumento, acompanhado de uma multidão que o aclamava como Messias libertador. “Todo mundo vai atrás de Jesus”, constatavam contrariados os fariseus. De fato, as autoridades religiosas estavam preocupadas com a crescente fama de Jesus.
É nesse contexto que alguns crentes pagãos, excluídos da plena cidadania de Israel, chegando a Jerusalém para a festa da páscoa, afastam-se do templo e manifestam a Filipe o desejo de ver Jesus. Filipe não se sente em condições de dizer “vem e vê” (cf. Jo 1,46), e procura André. Juntos, Filipe e André comunicam a Jesus o desejo daquele grupo de estrangeiros. Enquanto as autoridades, que se consideravam os verdadeiros adoradores de Deus, procuram um jeito de prender Jesus (cf. Jo 11,57), os pagãos, tratados como crentes de segunda classe, manifestam o desejo de conhecê-lo...
É interessante notar a reação de Jesus frente ao pedido daqueles pagãos que desejam conhecê-lo. Ele poderia aproveitar a oportunidade para aumentar sua fama. Mas, ao contrário, desfruta do momento para desenvolver uma catequese profunda e exigente sobre o messianismo que ele assume. Jesus responde declarando que sua Hora está próxima e que logo mais sua Glória será plenamente conhecida. Essa Hora é a meta da sua vida, mas está envolta em mistério e provoca medo. A assinatura da nova aliança visualizada por Jeremias tem um custo que assusta o próprio Jesus.
A glória do Filho do Homem – assim como a glória dos filhos e filhas de Deus – está muito longe de se identificar com a fama e o sucesso. O brilho de Deus se assemelha ao mistério da semente. “Eu garanto a vocês: se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morre, produz muito fruto.” A conquista da fama e do poder de comadar e ordenar, em vez de ser portadora de glória, é caminho para a estirilidade e a solidão. Só o dinamismo de um amor que leva à doação de si mesmo a fundo perdido tem futuro e é digna de louvor. Mas este caminho nunca foi e não é fácil...
O que impressiona é que, no exato momento em que sua fama ultrapassa os estreitos limites do judaísmo, Jesus acenba para o mistério da semente, abre-nos seu coração e nos revela sua vulnerabilidade. “Agora estou muito perturbado. E o que vou dizer? Pai, livra-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, manifesta a glória do teu nome.” A possibilidade do martírio desestabiliza o próprio Filho de Deus, mas esse é o testemunho inequívoco de amor e o ápice da vida cristã.Este é o caminho que nos conduz à liberdade e a uma vida plena de sentido.
O Messias é vulnerável, e assumindo essa condição comum aos seres humanos, nos salva. A carta aos Hebreus diz sem titubeios: “Durante sua vida na terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus em alta voz e com lágrimas ao Deus que o podia salvar da morte.” A assunção dessa condição humana foi sua obediência e sua perfeição. E é assim que ele se torna fonte na qual também nós podemos beber liberdade, salvação e vida plena.Jesus Cristo é o Messias de Deus que, inspirado no mistério da semente, mergulha fundo na debilidade humana e a assume como caminho de humanização.
Jesus de Nazaré: também nós desejamos te ver de perto, ouvir tua palavra, seguir teus passos. Tu és um profeta que se entrega sem reservas ao sonho de mudar o mundo erevelar o rosto de um Deus que é pai e mãe. Por isso, assumes a vulnerabilidade e a conflitividade, desces ao fundo da condição humana e aceitas ser elevado na cruz, entre criminosos desprezados. Imprime tua força em nosso coração. Renova tua aliança conosco. Ajuda-nos a sermos semente que aceita corajosamente a morte para frutificar abundantemente. Ensina-nos o que realmente significa obedecer ao Pai. Assim seja! Amém!

Pe. Itacir Brassiani msf

sexta-feira, 13 de março de 2015

QUARTO DOMINGO DA QUARESMA

Como Jesus, o discípulo vive para amar e para servir!
Não desperdicemos esta quarta e insuperável lição na escola da caminhada pascal. Começamos acompanhando Jesus no deserto e aprendendo a vencer as tentações. Subimos com ele no Tabor para apreder a lição da humildade e do serviço. Fomos com ele ao templo e pedimos que ele tire da nossa vida toda superficialidade, falsidade e autoritarismo. Neste quarto domingo da quaresma, peçamos que ele nos ensine a não lamentar débitos nem exigir créditos. “Vocês foram salvos pela graça”, insiste Paulo, e isso para que ninguém se encha de orgulho. Deus é misericórdia, e nos ama sem medida.
Um juíz implacável, impassível, sem coração, sempre pronto a defender a lei e a pronunciar sentenças irreversíveis: essa é a imagem de Deus que muitos cristãos têm e pregam. Mas, no Evangelho deste domingo, Jesus diz claramente que Deus enviou seu Filho ao mundo para salvá-lo, para conduzi-lo à vida, e não para condená-lo. A gratuidade do amor de Deus é que nos salva. Precisamos experimentar e testemunhar o Evangelho do serviço no contexto da luta por um Estado que evite e combata a corrupção e que se coloque a serviço do bem comum, da dignidade dos mais pobres.
Como nos custa entender que Deus não se deixa guiar pela lógica do poder, da indiferença, da punição... É incrível a facilidade com que os homens (sim, no gênero masculino!) que dirigem nações e igrejas e se apresentam como procuradores da justiça e de Deus sentam na cadeira como juízes, cadeira que o próprio Jesus recusou. Com que frequência nos escondemos por trás de máscaras de benfeitores e imparciais, prontos a denunciar o cisco no olho dos outros sem darmo-nos conta do nosso próprio lixo... Definitivamente, não é esta a postura e o Evangelho de Jesus Cristo!
O rosto do Messias enviado por Deus e feito carne em Jesus de Nazaré é otro, sua prática é diferente e aponta outros caminhos. Ele recusa a cadeira de juiz e se senta ao lado dos acusados, como aliado e defensor. Isso é evidente desde a estrebaria, onde os pastores desprezados foram os primeiros a visitá-lo, até a cruz, quando o próprio Jesus foi trocado por um condenado e compartilhou o calvário com outros dois. O Filho de Deus desceu todos os degraus e veio ao encontrodo ser humano no nível mais baixo, no lugar de culpado e de devedor. E o fez de braços abertos, acolhendo e servindo a todos.
O que deve nos impressionar não é o fato de que Jesus tenha subido ao céu, masque Deus tenha descido definitivamente à terra. E ele desceu tanto que, mais que assumir a frágil e contraditória condição humana, assumiu a carne dos condenados para declará-los justificados. Em Jesus, Deus desceu tanto, que entrou solidariamente no inferno vivido pelos condenados a uma vida que tem mais parece um lento processo de morte. Desceu tanto que o levantaram numa cruz! É para esse homem, levantado na cruz dos malditos e entre dois condenados, que somos chamados a voltar nosso olhar.
Jesus diz que “Deus amou de tal forma o mundo que entregou seu Filho único...” Ele ama o mundo em sua globalidade, sem distinguir culpados ou inocentes, homens ou mulheres, devedores ou merecedores. Em Jesus Cristo a glória de Deusse manifesta de forma clara e inequívoca, e essa glória não é outra coisa que o amor que se faz dom e acolhida sem nenhum tipo de condição ou exigência. Ele nos deu a vida “quando estávamos mortos por causa de nossas faltas”, sublinha Paulo.Em Jesus Cristo a libertação é radical, gratuita e incondicional, mas é também geradora gratuidade.
Este rio de graça, este Sol de justiça que nos vem de Deus em Jesus Cristo começa a agir desmascarando nossos pretensos merecimentos, avança revelando nossa verdade mais profunda e termina capacitando-nos a agir como homens e mulheres novos. “Fomos criados para as boas obras” diz São Paulo, e precisamos nos ocupar delas. Crer é aderir à proposta de Jesus. E aderir a Jesus Cristo significa crer na dignidade inerente a cada pessoa humana e nas suas possibilidades positivas, e esse é o caminho da vida.Não temos outro caminho que possa nos levar com segurança à vida e à liberdade.
Deus pai e mãe, lento para a cólera e rico em misericórdia: Como é imenso o amor com que amas a nós e ao mundo! Enviaste teu filho amado para que, sendo por ele servidos, aprendêssemos a servir com a mesma generosidade! Dá-nos um amor intenso, lúcido e servidor, a fim de que sejamos capazes de dar continuidade a este dinamismo que salva e renova mundo, empenhando-nos na defesa do bem comum. Não permitas que sentemos e choremos passivamente nossos desterros, mas coloca-nos a caminho para reconstruirmos o mundo na força do teu amor. Amém! Assim seja!

Pe. Itacir Brassiani msf

24 HORAS PARA O SENHOR DO PAPA FRANCISCO!

Amigos e Amigas! Acolhamos o convite de nosso querido Papa Francisco e dediquemos ao Senhor nossa vida em oração e nossa oração por uma humanidade segundo o Coração de Deus. Venham participar conosco em nossa capela das "24 horas para o Senhor!" Ele espera por mim, por você, por nós. Ele tem sede de nosso amor, "faz tudo para ter um só olhar nosso" e "olhai, filhas que Ele vos olha", dizia Santa Teresa de Jesus, nossa fundadora.



sexta-feira, 6 de março de 2015

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA

Jesus, irmão e servidor, é poder e sabedoria de Deus!

A experiência religiosa está ligada a lugares, tempos, normas, símbolos e ritos que a expressam e tornam palpável. Nos seus salmos, o povo hebreu suspirava: “Como são desejáveis as tuas moradas, Javé dos Exércitos! Minha alma suspira e desfalece pelos átrios de Javé... Felizes os que habitam em tua casa: eles te louvam sem cessar... Mais vale um dia em teus átrios do que mil em minha casa” (Sl 84/83). Mas até o templo, intimamente relacionado com a vivência da fé, pode ser ambíguo. E a quaresma nos ajuda a purificar o olhar, o pensar e o agir, inclusive em relação ao templo.
Entrando no templo e expulsando os comerciantes e cambistas, Jesus denuncia o uso do nome de Deus para fins de exploração e diz que, na prática, aquela gente que havia se apropriado do templo e o administrava cultuava outros deuses. E hoje não é diferente, pois muitas são as pessoas que invocam o nome de Deus para justificar sua prosperidade e refutar as lutas dos pobres; que excluem e violentam em nome da própria honra; que só têm olhos para si mesmas e seus interessesfazem de tudo para defender e aumentar seus bens; estão prontas a defender o templo, mas não se interessam pela justiça.
Jesus vai a Jerusalém e entra no templo num momento festivo e forte. Na festa da páscoa a cidade ficava entulhada de peregrinos, e o comércio fervia e faturava. Estima-se que, por ocasião das festas pascais, no templo de Jerusalém eram sacrificados mais ou menos 18000 animais! E os vendedores de animais e os cambistas estavam lá para facilitar os ‘negócios de Deus’. O povo chegava de todos os lados para oferecer os sacrifícios, e para isso, precisava comprar os animais. Como a lei proibia o uso de moedas com imagens dos reis e dos impérios, lá estavam os cambistas.
Jesus fica simplesmente indignado com tudo isso. O zelo pelo bem-estar do povo o inflama e consome. As próprias autoridades religiosas, usando a fé e o nome de Deus em vão, haviam transformado o templo em espaço e instrumento de exploração. Jesus expulsa os comerciantes, derruba as mesas dos cambistas e pede aos vendedores de pombas que levem suas gaiolas embora. “Tirem isso daqui!” Jesus mostra-se mais indignado com estes últimos, pois são os exploram a fé dos mais pobres, daqueles que, por sua miséria, só podiam comprar e oferecer pombas (cf. Lv 5,7; 14,30).
Não esqueçamos que essa é a primeira ação propriamente pública de Jesus relatada por João. Por isso, os dirigentes do templo reagem solicitando as credenciais de Jesus, perguntando com que direito ele faz isso. “Que sinal nos mostras para agir assim?” Os dirigentes pouco se importam com a exploração dos pobres. Estão interessados nas credencias de Jesus! Eles não querem apenas saber se Jesus se apresenta como profeta, já que fazer um chicote e ‘botar ordem’ no templo era um gesto ligado à chegada do Messias. Querem uma demonstração de que ele é mesmo o Messias esperado.
Lembremos aqui o que diz Paulo, ilustrando aquilo que é visto como importante até hoje: “Os judeus pedem sinais e os gregos procuram sabedoria.” Traduzindo numa linguagem atual: uns procuram e valorizam gestos grandiosos, demonstrações de poder; outros confiam no conhecimento e no saber bem organizado. Mas o poder e a sabedoria de Deus brilham em Jesus de Nazaré, servidor da humanidade, crucificado por amor. Infelizmente até hoje temos Igrejas e movimentos que não fazem outra coisa senão promover cultos e ‘milagres’ espetaculares e prometer sucesso e prosperidade...
Com sua desconcertante ação simbólica, Jesus faz bem mais que purificar o templo ou corrigir suas práticas. Ele declara que o templo não é mais mediação de Deus, que os sacrifícios são inúteis. A partir de Jesus, Deus se deixa encontrar na humanidade das pessoas que amam e na comunidade que serve. O templo permanece unicamente como espaço de encontro e lugar para fazer memória e cultivar a esperança. A verdadeira sacralidade migra do templo para os corpos ddos filhos e filhas de Deus e para as ações concretas do corpo de Cristo, que é a comunidade eclesial.
Senhor Jesus, para muita gente, teu ensinamento e tuas atitudes parecem exageradas e loucas. Pensam que uma religião que prioriza o corpo seja coisa destinada ao fracasso. Estão habituados a decorar leis, frequentar cultos, oferecer sacrifícios e ouvir condenações. Mas Paulo diz que loucura de Deus é mais sábia que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens!... Vem de novo, Jesus, e limpa as Igrejas do entulho moralista e autoritário. Que nossas comunidades sejam teu corpo, constituído de membros igualmente dignos e solidários, continuadores do teu serviço solidário. Amém! Assim seja!

Pe. Itacir Brassiani msf

segunda-feira, 2 de março de 2015

VISITAS, PARTILAHS E CELEBRAÇÕES

No último dia de janeiro celebrou conosco nosso bispo emérito, D. José Clemente Weber e no dia seguinte fez uma visita a nossa comunidade onde tivemos uma linda partilha, conversas sobre os mais variados assuntos da vida da Igreja e do mundo. A presença de D. Clemente sempre é bem vinda, enriquecedora, pois sua pessoa com simplicidade e alegria nos fala de Deus que ele tem sempre consigo para testemunhar e oferecer como um dom. Agradecemos suas orações e visita a suas irmãs.



No início da tarde do dia 20 de fevereiro, por ocasião da celebração do jubileu de ouro de uma das nossas irmãs fundadoras que agora se encontra no Carmelo de Giruá fundado por nossa comunidade, recebemos a visita de Fr. Ari José Souza, nosso provincial e Fr. Anderson Fontes Dias que trabalha na formação. Celebraram conosco neste dia e na tarde do dia seguinte deslocaram-se até o Carmelo de Giruá para participar da missa jubilar.
No dia 22, segunda-feira, também devido a esta festa veio fazer-nos uma rápida visita nosso amigo e irmão Fr. Francisco Javier Yudego Marin. Agradecemos sua alegre visita.
E também aproveitando a mesma celebração jubilar, esteve conosco para atendimento às irmãs e celebrações nosso amigo e irmão Fr. Ivo Bortoluz. Esteve conosco nos dias 23 a 25 de fevereiro. Agradecemos sua visita, partilha de vida e orientação. 
Fr. Anderson esteve mais dias conosco. Veio para um descanso, reflexão e preparação de material que utilizará em sua missão na província. Permaneceu conosco oito dias, dos quais também fez uma visita às nossas irmãs do Carmelo de Giruá e na sexta-feira, dia 27 encontrou-se com seu coirmão Fr. Lucas Marcelo Torres Levandowski que chegava de férias para estar com sua família que Fr. Anderson também visitou. E na tarde de sexta-feira, dia 27 Fr. Anderson regressou trazendo consigo Fr. Lucas para um encontro fraterno e a celebração da Eucaristia.
Na tarde do dia 26 Fr. Anderson partilhou conosco algo sobre sua monografia que apresentou no final da Teologia: "Sou eu, acaso, guarda do meu irmão?" (Gn 4,9): A Vida Religiosa como sacramento de fraternidade. Desenvolveu a temática de Caim e Abel, grande desafio, hoje e sempre nas nossas comunidades de vivermos o amor fraterno, sermos guardas uns dos outros, geradores e cuidadores da vida, e não o contrário.
A todos agradecemos e oferecemos nossas orações e amizade.